Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
segunda-feira, janeiro 26, 2015
Liverpool para além dos Beatles (7)
sábado, julho 26, 2008
História(s) da Música Popular (96)
Bom, mas o que aqui nos traz não são os amores de adolescência (ou também são), mas sim Pomus e Shuman, antes de partirmos para outra. Pois o seu tema-sucesso para Jimmy Clanton foi este “Go Jimmy Go”, uma canção a propósito de um rapaz que era "o maior" lá do sítio a falar, a dançar e a... beijar. O resto a gente não sabe, mas não estamos a falar de ingénuas canções de adolescentes dos late fifties? Que queriam então?
domingo, julho 20, 2008
História(s) da Música Popular (96)
Doc Pomus & Mort Shuman (VII)
Tal como aconteceu em relação a Leiber e Stoller, façamos aqui uma pequena incursão, a propósito de Pomus & Shuman, num dos grupos “muito cá de casa”, que só não era assim a modos como uma “British Invasion” in reverse porque os grupos britânicos tiveram sucesso dos dois lados do Atlântico, ao contrário do grupo de que agora falamos, os Walker Brothers, americanos apenas com sucesso relevante no UK. Sobre eles já tenho por aqui falado e como “o que é demais cheira mal” (em muitos casos nunca dei por isso, mas dizem os católicos que “o que é bom ou faz mal ou é pecado”, coisa que também não posso subscrever), não vale a pena tornar-me repetitivo. Vamos antes ao que interessa, sem demora porque se faz tarde.
Pois John Mause, Scott Engel e Gary Leeds também se meteram pelos terrenos de Pomus & Shuman e se “Lonely Winds” não cai necessariamente no “cesto” dos temas mais característicos dos Walker Brothers e dos meus favoritos do grupo, já com “Here Comes The Night”, onde a influência, aliás sempre afirmada por Scott, do “wall of sound” de Spector é notória, o caso muda bem de figura. Pois aqui os deixo, ambos do 1º álbum do grupo "Take It Is With The Walker Brothers".
domingo, julho 13, 2008
História(s) da Música Popular (95)
segunda-feira, julho 07, 2008
História(s) da Música Popular (94)
Doc Pomus & Mort Shuman (V)
domingo, junho 29, 2008
História(s) da Música Popular (93)
Ike & Tina Turner - "Save The Last Dance For Me" (Doc Pomus-Mort Shuman)
Em relação a “Save The Last Dance For Me” (curiosidade: Doc Pomus tinha tido poliomielite e isso não lhe permitia dançar, embora a sua mulher fosse bailarina e actriz na Broadway), e a propósito de uma mini-polémica no Ié-Ié sobre Ike e Tina Turner (ou Tina sem Ike), opto por passar aqui também a versão do duo, produzida, claro está, por Phil Spector, para além da original dos Drifters com Ben E. King. É só comparar!
quarta-feira, junho 18, 2008
História(s) da Música Popular (92)
Pois o grupo teve uma história algo atribulada de idas e vindas dos elementos que o integravam, mas ficou literalmente ligado a dois dos seus vocalistas: Clyde McPhatter e o mais conhecido Ben E. King, o primeiro de modo episódico (entre 1953 e 1954) e o segundo, também episodicamente, a partir de 1959, antes de, no final de 1960, também ele abandonar em troco de uma carreira a solo que lhe renderia dinheiro e êxitos: “Stand By Me” e “Spanish Harlem”, este de Jerry Leiber e Phil Spector. O maior sucesso dos Drifters com Clyde McPhatter terá sido “Money Honey” (1953), mais tarde (bem) “recuperado” por Elvis Presley, mas o sucesso duradouro viria com a colaboração do grupo, já com Ben E. King, com o Brill Building: Leiber e Stoller, Goffin e King, Phil Spector e... Doc Pomus e Mort Shuman, que nunca trabalharam para a Aldon Music mas podem ser considerados membros honoris causa do nº 1619 da Broadway.
Pois um dos meus temas favoritos do grupo e de Pomus & Shuman será este “This Magic Moment”, #16 em 1960 e com Ben E. King como vocalista, pois claro. Comecemos por aqui, já que começaremos muito bem.
segunda-feira, junho 09, 2008
História(s) da Música Popular (91)

Talvez o mais interessante desses teenage idols tenha sido Ricky Nelson (1940 – 1985), misturando em doses convenientes baladas xaroposas (“Hello, Mary Lou” e “Poor Little Fool” são canções das quais fujo quase tão depressa como de uma cobra – atenção, sofro de ofidiofobia) e temas mais próximos do "rock and roll" e até da cultura creola de New Orleans ("I’m Walking" de Fats Domino). Estará para os cinéfilos sempre ligado à personagem de Colorado naquele que seria para todo o sempre um western de referência (“Rio Bravo”, de Howard Hawks), onde também não se coibia de dar um ar da sua graça de intérprete canoro (o tema de Dean Martin no filme, “My Rifle, My Pony and Me, é, contudo, bem mais interessante).
Bom, mas esta história toda vem a propósito de quê? Ah, já sei, de outro dos teenage idols, Fabian (Filadélfia 1943), de seu nome Fabiano Forte, como diria o já desaparecido Alves dos Santos agora que estamos em época de futebol. Pois o tal Fabian (que também andou pelo cinema e até fez uma "perninha" no "Dia Mais Longo" - mas quem não fez?), para mim, é dos teenage idols aquele cujos temas mais próximos estariam do "rock and roll" original (com algum esforço, claro). “Tiger” foi o seu tema mais famoso (#3 em 1959, mas oiçam também "Turn Me Loose"), mas Doc Pomus e Mort Shuman escreveram para ele este “Hound Dog Man” (#9 no mesmo ano), muito à Presley de quando este ainda era coisa que se ouvisse. Querem ver como tenho razão?
quarta-feira, maio 28, 2008
História(s) da Música Popular (89)
Bom, mas para começar digamos que Jerome “Doc” Pomus (1925) e Mort Shuman (1936) são ambos nova-iorquinos, o que não interessa lá muito para a sua música, como não será igualmente demasiado relevante o facto de Pomus ter começado a sua carreira com cantor de blues. Mais relevante será o facto de não ter tido grande êxito como cantor, o que o levou a associar-se a Shuman como compositor de canções onde o êxito sorriu mais um pouco. E sorriu com Dion & The Belmonts, já depois de ter sorrido a Dion quando este resolveu não aceitar uma boleia no avião em cuja última viagem morreram Buddy Holly e Ritchie Valens. Dion, também ele um nova-iorquino com um clean cut look mas com sérios problemas com a droga, teve vários êxitos, tais como “The Wanderer” e Runaround Sue”, mas foi “A Teenager In Love” (muito, muito Doo Wop), de Pomus e Shuman (1959), que o catapultou para o êxito. Nem mais...
