Não sei se existe ou não algum acordo entre Luís Filipe Vieira e José Eduardo Moniz para que este possa vir a prazo a substituir, total ou parcialmente (por exemplo, e como já aqui o disse, passando LFV a "chairman - mas existem outras soluções), o actual presidente do Sport Lisboa e Benfica. Desconheço, portanto, se existem razões de fundo para a questão colocada ontem por José Rodrigues dos Santos a Moniz, na RTP1. Mas devo dizer que ter na direcção e na administração da SAD alguém com a capacidade de coadjuvar e substituir LFV, sempre que necessário, sem grandes rupturas ou soluções drásticas de continuidade me parece uma excelente ideia na actual situação do SLB. Exactamente por isso, e salvo algum enorme imprevisto de última-hora, a solução merece pois o meu apoio, apresentando-se, entre as possíveis, como a que melhor serve os interesses do meu clube. Sem prejuízo, escusado será dizer, da minha total independência e liberdade críticas, pois claro, das quais não abdico.
Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
Mostrar mensagens com a etiqueta José Eduardo Moniz. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta José Eduardo Moniz. Mostrar todas as mensagens
sexta-feira, outubro 12, 2012
terça-feira, setembro 08, 2009
Onde se tenta demonstrar que o "timing" escolhido para o afastamento de MMG terá sido o correcto e as consequências políticas devidamente avaliadas
Confesso-me espantado quando leio que a Prisa/Media Capital, na sua ânsia de agradar ao PS e ao governo, teria acabado por escolher um “timing” incorrecto para o fazer, como se ambas as administrações fossem compostas por adolescentes inexperientes ou gestores politicamente virgens. Não o são, claro: compõem-nas pessoas altamente competentes e experimentadas, tanto nos negócios como na política (Cébrian foi durante muito tempo íntimo do PSOE), que não podem dar-se, e não se dão, a devaneios deste género. A questão é bem outra.
Pondo de parte as várias teorias da conspiração que sempre aparecem (bom, mas as bruxas...), o que pode explicar uma tal decisão? A gestão e a tecnocracia “pura e dura”? Sim, mas talvez não só. Vejamos...
Do lado da gestão sabemos que a Prisa terá assumido pesados compromissos financeiros em função de um empréstimo de 1.950 milhões concedido em Maio deste ano e que se vencerá em Março de 2010. Sabemos também que necessita de uma injecção de capital na ordem dos 300 milhões até Outubro e que pretende vender alguns dos seus activos. Ponto. Nada de muito surpreendente, portanto, que a administração pretenda sanear rapidamente a empresa, terminando um programa, que, apesar das audiências, poderia contribuir para “desvalorizar” o seu activo TVI no mercado, assim tornando a sua venda menos atractiva. A dupla Moniz/MMG, em termos de venda desse activo e do tradicional perfil da Prisa em termos de informação, fazia claramente mais parte do problema do que da solução. MMG terá sido apenas o preço a pagar pela Prisa para JEM fazer da TVI uma estação de televisão de sucesso.
Era assim tão mau o “timing”? Bom, em termos de gestão já concluímos que não. Pelo contrário, era algo que urgia e o tempo de decisão terá sido o correcto. E em termos políticos? Em primeiro lugar, face à urgência de resolução do problema principal, estes terão sido, talvez, conscientemente desvalorizados, considerados como um mal menor e sem influência decisiva naquele que terá sido definido como o principal objectivo do grupo em função dos compromissos financeiros assumidos e da estratégia empresarial definida. Em segundo lugar, ganhando o PS as eleições, provar-se-ia que o afastamento de JEM/MMG não teria sido assim tão gravoso para o partido, e uma vez ambos fora de cena nada poderia obstar então a um bom relacionamento entre a Prisa/Media Capital e um futuro governo dirigido por José Sócrates. E ganhando o PSD as eleições? A Prisa poderia sempre invocar que teria tido nessa vitória uma significativa quota-parte de responsabilidade, não existindo assim qualquer razão para um mau relacionamento ou estabelecimento de qualquer mal-estar entre esta e um futuro governo Ferreira Leite.
Raciocínio rebuscado, este? Francamente não me parece... Estando de fora e sem acesso a qualquer informação privilegiada, até me parece que fará, senão todo, pelo menos algum sentido. “Vale”?
Pondo de parte as várias teorias da conspiração que sempre aparecem (bom, mas as bruxas...), o que pode explicar uma tal decisão? A gestão e a tecnocracia “pura e dura”? Sim, mas talvez não só. Vejamos...
Do lado da gestão sabemos que a Prisa terá assumido pesados compromissos financeiros em função de um empréstimo de 1.950 milhões concedido em Maio deste ano e que se vencerá em Março de 2010. Sabemos também que necessita de uma injecção de capital na ordem dos 300 milhões até Outubro e que pretende vender alguns dos seus activos. Ponto. Nada de muito surpreendente, portanto, que a administração pretenda sanear rapidamente a empresa, terminando um programa, que, apesar das audiências, poderia contribuir para “desvalorizar” o seu activo TVI no mercado, assim tornando a sua venda menos atractiva. A dupla Moniz/MMG, em termos de venda desse activo e do tradicional perfil da Prisa em termos de informação, fazia claramente mais parte do problema do que da solução. MMG terá sido apenas o preço a pagar pela Prisa para JEM fazer da TVI uma estação de televisão de sucesso.
Era assim tão mau o “timing”? Bom, em termos de gestão já concluímos que não. Pelo contrário, era algo que urgia e o tempo de decisão terá sido o correcto. E em termos políticos? Em primeiro lugar, face à urgência de resolução do problema principal, estes terão sido, talvez, conscientemente desvalorizados, considerados como um mal menor e sem influência decisiva naquele que terá sido definido como o principal objectivo do grupo em função dos compromissos financeiros assumidos e da estratégia empresarial definida. Em segundo lugar, ganhando o PS as eleições, provar-se-ia que o afastamento de JEM/MMG não teria sido assim tão gravoso para o partido, e uma vez ambos fora de cena nada poderia obstar então a um bom relacionamento entre a Prisa/Media Capital e um futuro governo dirigido por José Sócrates. E ganhando o PSD as eleições? A Prisa poderia sempre invocar que teria tido nessa vitória uma significativa quota-parte de responsabilidade, não existindo assim qualquer razão para um mau relacionamento ou estabelecimento de qualquer mal-estar entre esta e um futuro governo Ferreira Leite.
Raciocínio rebuscado, este? Francamente não me parece... Estando de fora e sem acesso a qualquer informação privilegiada, até me parece que fará, senão todo, pelo menos algum sentido. “Vale”?
domingo, junho 21, 2009
A não-candidatura de Moniz
Pondo de parte teorias de conspiração mais ou menos credíveis veiculadas por grupos de comunicação concorrentes da Prisa - muitas delas tendo por base a importante questão dos direitos televisivos –, bem como a tradicional bisbilhotice da imprensa cor de rosa, José Eduardo Moniz fez bem em “não ir às urnas” - por falta de condições, tal como se dizia no tempo da oposição democrática. Na realidade, e como aqui afirmei, o movimento “Benfica, Vencer Vencer” é demasiado heterogéneo para que, em todas as suas tendências, pudesse dar origem, em tão curto espaço de tempo, a uma ideia para o clube, um projecto e uma lista com a indispensável consistência “ideológica” – digamos assim. O que é aceitável num movimento amplo, não o pode ser quando passamos a falar de algo com características mais “executivas, como uma candidatura, um projecto de gestão para o clube, e de atitudes voluntaristas e projectos meramente taticistas, como os que presidiram, bem sei que em circunstâncias muito gravosas, à eleição de Vilarinho, tem o SLB má experiência que baste.
Para além disso, e partindo do princípio da necessidade de José Veiga fazer parte da lista a apresentar a sufrágio (incompreensivelmente – deve-se a ele, por exemplo, o ruinoso negócio da troca de Marchena por Zahovic - recolhe grandes apoios entre os associados benfiquistas), a existência de um projecto sólido, na base de objectivos bem definidos e pessoas credíveis, será uma das condições necessárias para o controle das ambições (desmedidas?) de Veiga, não permitindo, de modo algum, que se possa vir a tornar no Luís Filipe Vieira da lista de Moniz.
Como também afirmei, passa a partir deste momento a existir um esboço de projecto institucional alternativo para o clube, e não mais o vazio ou apenas as ambições individuais, mais ou menos folclóricas, de alguns. Ironicamente, o clube fica a devê-lo a Luís Filipe Vieira, talvez o seu derradeiro serviço prestado ao clube: se não tivesse demitido Quique Flores, nas condições em que o fez, e levado a efeito o “golpe de estado estatutário” da antecipação das eleições, talvez, infelizmente, tudo tivesse continuado como dantes, no marasmo do costume.
Para além disso, e partindo do princípio da necessidade de José Veiga fazer parte da lista a apresentar a sufrágio (incompreensivelmente – deve-se a ele, por exemplo, o ruinoso negócio da troca de Marchena por Zahovic - recolhe grandes apoios entre os associados benfiquistas), a existência de um projecto sólido, na base de objectivos bem definidos e pessoas credíveis, será uma das condições necessárias para o controle das ambições (desmedidas?) de Veiga, não permitindo, de modo algum, que se possa vir a tornar no Luís Filipe Vieira da lista de Moniz.
Como também afirmei, passa a partir deste momento a existir um esboço de projecto institucional alternativo para o clube, e não mais o vazio ou apenas as ambições individuais, mais ou menos folclóricas, de alguns. Ironicamente, o clube fica a devê-lo a Luís Filipe Vieira, talvez o seu derradeiro serviço prestado ao clube: se não tivesse demitido Quique Flores, nas condições em que o fez, e levado a efeito o “golpe de estado estatutário” da antecipação das eleições, talvez, infelizmente, tudo tivesse continuado como dantes, no marasmo do costume.
Subscrever:
Mensagens (Atom)