Aparentemente, o “comendador” Berardo – o verdadeiro e único empresário “antifascista e patriota” - está transformado em comentador oficial da SIC Notícias para “fusões e aquisições” e “mercado de capitais”. É parte interessada? Não importa; pois se também muitos dos comentadores e analistas políticos o são, alguns mesmo acumulando essa função com a de dirigentes partidários!
Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
sexta-feira, outubro 26, 2007
quinta-feira, setembro 06, 2007
O Comendador Berardo e a compreensão do mundo
Joe Berardo, o verdadeiro e único empresário “democrata, antifascista e patriota” (também benfiquista, pois claro, poderia lá ser de outro modo sem negar aquele estatuto tão arduamente conseguido em participadas assembleias gerais e entrevistas a Mário Crespo!?), parece que decidiu construir, lá para os lados do Bombarral, um jardim chinês com estátuas “cópias dos guerreiros de terracota de Xian e um lago artificial com um pagode (um “pagode” mesmo? um grande pagode?) no meio. Penso que a ideia – segundo Berardo – é os visitantes, “todos vestidos de igual para terem uma melhor compreensão do mundo”, poderem meditar e reflectir sobre si próprios.
Duas reflexões o assunto me merece:
- A primeira para agradecer ao Comendador Berardo o kitsch de tão notável empreendimento, já que isso me permite não só verificar quão feliz sou por ter bom gosto, como concluir, uma vez mais, quanto nós, os supostamente cultos e mais ou menos bem nascidos, ao ser-nos assim dada a oportunidade de nos compararmos com a sociedade afluente , temos a agradecer à divina providência pela graça concedida.
- A segunda porque finalmente percebi porque (eu acho) tenho uma “melhor compreensão do mundo”: é que entre o colégio e o serviço militar obrigatório, andei cerca de dez anos “vestido de igual”, ou seja, fardado!
Já agora um conselho, Senhor Comendador: farde-se, farde-se! Não importa bem de quê!
terça-feira, julho 10, 2007
A gestão do meu clube e o defeso
Mas, como se isso não bastasse, a gestão do meu “glorioso” tirou mais um coelho da cartola: trocou dois valores seguros do plantel (Karagounis e Miccoli), europeus e com experiência internacional neste continente, por dois sul americanos de 2ª linha sem qualquer experiência do futebol europeu, um deles comprado a valor bem alto num negócio de elevado risco dados os problemas de adaptação que são moeda corrente em casos não muito diferentes. Esperemos dê certo, mas o risco é demasiado elevado para o único dos “grandes” que não o pode correr dados o objectivos explicitados e a escassez de performance desportiva nos últimos anos quando confrontada com um potencial tão elevado. Esperemos também que Manuel Fernandes passe a apresentar a constância de exibições que nunca foi seu apanágio e que Zoro confirme ser o valor seguro que aparenta. É que se a fé move montanhas, nunca presenciei tal milagre. Talvez questão de falta dela!
sexta-feira, julho 06, 2007
domingo, junho 24, 2007
Luís Filipe Vieira e a gestão do SLB
quinta-feira, junho 21, 2007
A OPA sobre o "meu" Benfica (3)
Tal determina que alguns accionistas principais das SAD (do SLB, em particular – e excluo daqui os adeptos que compram umas dezenas, centenas ou poucos milhares de acções por “clubismo”) o sejam não por esperarem uma valorização das suas acções no mercado, mas para, desse modo, terem acesso directo à gestão e direcção do clube e, assim, poderem interferir no negócio das transferências, realizando aí, e não em Bolsa, as suas mais-valias sobre o capital investido. Normalmente, acrescente-se, com proveitos acrescidos. Isto tem conduzido em alguns clubes (uma vez mais tenho em mente o SLB) a uma deterioração da sua gestão, com especial reflexo na ausência de definição de uma estratégia adequada e rigorosa de recursos humanos e, logo, também com reflexo nos resultados desportivos alcançados, com a subsequente diminuição do valor dos activos ou sua não rentabilização.
A OPA sobre o Sport Lisboa e Benfica vinda de alguém – como Joe Berardo - conhecido pelos seus bem conseguidos negócios com activos financeiros e, principalmente, as declarações sobre o facto de não se querer envolver directamente na gestão do futebol é por isso muito positiva. Mais do que isso, é algo muito desejável num sector de actividade que tarda em modernizar-se e tem sobrevivido, apenas, fruto de um enorme apoio estatal...
segunda-feira, junho 18, 2007
A OPA sobre o "meu" Benfica (2)
E como pode o Sport Lisboa e Benfica valorizar esses seus activos? Bom, dadas as limitações do mercado interno e a impossibilidade legal de os “três grandes” jogarem o campeonato de Espanha (assim tornado mercado interno e que é a solução que preferencialmente defenderia), o que lhes permitiria, num prazo relativamente curto, ascenderem ao nível de Barcelona ou Real Madrid, isso só será possível através de uma política coerente e sustentada de internacionalização, quer através do aumento das suas receitas extraordinárias via valorização e venda dos seus recursos humanos, quer através do aumento das suas receitas ordinárias pela participação regular na Champions League até fases avançadas da competição. Nada de diferente, portanto, dos modelos seguidos por FCP e Sporting, este investindo estrategicamente na formação (a venda de Nani, Quaresma, Cristiano Ronaldo e Simão terá gerado mais de 50 milhões de euros de mais valias para o clube) e aquele, de modo mais casuístico, por via do sucesso internacional da era Mourinho, gerando receitas acrescidas por via do desses êxitos internacionais e assim também valorizando e alienando posteriormente os seus recursos humanos. Nada disto o Benfica conseguiu fazer, apesar do seu potencial e a conjuntura favorável serem de molde, digamos, a lhe possibilitarem ser campeão pelo menos cinco ou seis vezes por década, conseguir a qualificação directa para a "Champions League" em quatro de cada cinco campeonatos e a presença nos oitavos de final da competição em 100% das participações.
Bom, e porque não conseguiu a SAD valorizar devidamente os seus activos? Fundamentalmente devido a uma política de recursos humanos desastrosa, quer na formação (o que dói ver o filho de um dos capitães mais emblemáticos do clube, nos últimos anos, e um jogador de futuro larguíssimo, jogar pelo rival!), quer no recrutamento. O Benfica não só foi o último dos três grandes a construir um centro de estágio como mesmo os poucos valores gerados na formação (Miguel e Manuel Fernandes, que são médios valores) foram geridos de forma a não possibilitar a maximização das mais valias a obter quando das vendas dos respectivos passes. Quanto á política de contratações, não valerá a pena alongar-me muito, já que é aquela que mais está sujeita a um maior escrutínio público. Apenas gostaria de acrescentar que o seu fracasso, para além de limitar os resultados desportivos, tem também impedido que o clube possa prescindir, sem uma enorme perda da eficácia da sua prestação desportiva enquanto colectivo, de jogadores como Simão, dos poucos activos valorizados e susceptíveis de possibilitarem um encaixe financeiro significativo. O que tem sido apresentado como algo de positivo, portanto, é, isso sim, muito mais prova de um fracasso, embora “envolvido” no papel de seda de uma estratégia de comunicação populista.
É aqui, portanto - na sua política de recursos humanos - que o Benfica terá claramente de mudar se quiser valorizar os seus activos. É aqui, portanto, que um futuro investidor do clube, Berardo ou outro qualquer, terá que fazer incidir a sua atenção, já que não me parece, em face dos interesses que se jogam nesta área e do perfil das pessoas envolvidas, que a actual gestão da SAD possa, neste campo, mudar significativamente de rumo. Daí que, pese embora todas as dúvidas que alguém como Berardo possa suscitar – e suscita – a OPA, ou melhor, uma mudança significativa na estrutura accionista da SAD, seja bem vinda. Aguardemos...
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