“ Pelos vistos, não doeu muito. Apenas foi preciso decidir que o Orçamento do Estado regional açoreano desviava parcialmente verbas do subsídio de seis milhões de euros que ia dar para a construção de dois estádios de futebol privados”.
O comentário que faço é o seguinte: se foi possível deixar de subsidiar a construção dos tais estádios de futebol, isso significa que não se estava perante um projecto urgente e que, em tempo de crise, ele poderia ser adiado, sem prejuízo significativo, para ocasião posterior. Por isso mesmo, não seria possível, em quaisquer circunstâncias, poupar esse dinheiro e, simultaneamente, evitar conceder o subsídio extraordinário dos funcionários públicos açoreanos, assim diminuindo ainda mais a despesa e contribuindo para a coesão nacional e para a necessária solidadriedade institucional com o governo do partido a que Carlos César pertence?