Assim de repente e sem grande esforço de memória e muito menos de consulta, do que vi, "Road To Nowhere", de Mont Hellman, e "Sangue do Meu Sangue", de João Canijo, foram talvez o melhor cinema de 2011. E peço desculpa se me estou a esquecer de algum.
Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
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quinta-feira, dezembro 29, 2011
quarta-feira, dezembro 21, 2011
segunda-feira, janeiro 03, 2011
2011
Deixemo-nos de dispersões, fantasias e devaneios. O principal objectivo para 2011 é cumprir escrupulosamente com o que se encontra inscrito no Orçamento de Estado. E já a partir do primeiro trimestre, escusado será acrescentar. Esta é a questão-chave, sem o cumprimento da qual tudo o resto não passará de uma ou várias ilusões. E, como sabemos, para isso temos os sonhos, os livros e os filmes (e para os menos exigentes as telenovelas e as revistas do coração).
domingo, janeiro 02, 2011
As televisões e o Ano Novo
Na véspera e dia de Ano Novo, tanto quanto pude observar as televisões tornaram a brindar-nos com as cretinices e falta de imaginação do costume: ele foram o primeiro bebé do ano, aquele banho de mar idiota de uns quantos que querem parecer divertidos (acho que agora já existem várias versões e não só a de Carcavelos), o “já é 2011 no "atol" não sei o quê do Pacífico”, o fogo de artifício, os quilos de bolo-rei vendidos não sei onde e por aí fora. Isto para já não falar nas enfadonhas “revistas do ano” (nacional, internacional e desportivo), nos “best of” de 2010 e nas mensagens de Presidente, Cardeal Patriarca, Papa e “ofícios correlativos”. E, acho que por pouco, lá escapámos às previsões da “astróloga” Maya, agora que já não há Zandinga! Claro que de televisões especialistas em “Tempo Extra”, “Plano inclinado”, “Directo ao Assunto” e “Trio de Ataque” não seria de esperar grande coisa, mas lembrando-me que o” serviço público de televisão” (leia-se RTP) também já nos deu “A Guerra”, de Joaquim Furtado, e “Portugal – Um Retrato Social”, de António Barreto e Joana Pontes, talvez fosse bom lembrar que no ano que agora começa se comemoram 50 anos de alguns dos acontecimentos mais marcantes da História da segunda metade do século XX português, alguns deles marcos da luta contra a ditadura do Estado Novo e o regime colonialista de Salazar e Caetano. Quais? Por exemplo – e tentando seguir a ordem cronológica – já em Janeiro o assalto ao Santa Maria; em Fevereiro o início, de facto, da guerra colonial, com o assalto à cadeia de S. Paulo e a uma esquadra de polícia de Luanda, e libertação dos presos políticos; em Abril a tentativa de afastamento de Salazar protagonizada por vários oficiais das Forças Armadas, com Botelho Moniz na primeira linha e Costa Gomes (como sempre) e Craveiro Lopes na sombra; em Dezembro a invasão de Goa, Damão e Diu (Operação Vijay) pelo exército da União Indiana. Já agora, e puxando a brasa à minha sardinha benfiquista, também passam 50 anos sobre a primeira grande vitória internacional do futebol português, por obra e graça do meu “glorioso” naquela inesquecível final de Berna.
Tendo dito isto, talvez tivesse sido de esperar das televisões, principalmente da RTP, uma chamada de atenção para estes assuntos, abrindo caminho a uma abordagem mais aprofundada a efectuar, “au fur et à mesure”, durante o ano que agora começa. Debalde! Nem uma só referência que abrisse caminho ao interesse dos portugueses pela sua História recente. Como em Abril decorrerão também cinquenta anos sobre o chamado “putsch de Argel”, um dos acontecimentos mais relevantes da História de França do pós-guerra e dos processos de descolonização europeus, estarei atento para ver se a França também ignora assim o seu passado recente.
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