Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
sexta-feira, maio 30, 2014
O que têm a ver o PS, a "moção de censura" e Ricardo Araújo Pereira?
quarta-feira, abril 03, 2013
Um mau debate e as opções possíveis
- Criar condições para atrair para a vida política gente melhor preparada, com um perfil mais adequado para a função e para o debate, com melhores qualificações e formação política acrescida, o que inclui, obviamente, prestigiar a função e considerar a oferta de melhores condições de trabalho e salariais.
- Ou deixar estar tudo como está, alimentando o ataque aos "altos salários" e "mordomias" dos políticos, arriscando-nos assim a assistir a uma cada vez maior degradação da qualidade do debate e do trabalho político. Também da vida do país, claro está.
sábado, fevereiro 19, 2011
A moção" do "Bloco" e o seu texto
quinta-feira, fevereiro 10, 2011
A moção
Duas coisas serão curiosas de analisar na moção de censura ao governo que o “Bloco de Esquerda” irá apresentar na Assembleia da República:
- Em primeiro lugar se a sua redacção será de molde a “piscar o olho” à direita parlamentar, única hipótese de a moção ter alguma eficácia e de deixar esta em maus lençóis face a uma sua mais do que provável abstenção, pelo menos da parte do PSD. Caso não o seja, optando o BE por uma formulação mais radical “à esquerda”, isso significa que o partido não tem qualquer intenção de derrubar o governo e apenas pretende “marcar a agenda política” e, assim, capitalizar o descontentamento popular face às medidas de austeridade. Passaria a ser uma questão apenas a dois, entre BE e PCP.
- Em segundo lugar ver qual a opção do PCP, que ou irá atrás do BE ou terá que se explicar muito bem aos seus militantes. E atenção: o PCP não costuma brincar em serviço. Mas, de facto, perdeu aqui a iniciativa política, embora o partido, pela sua própria natureza, costume recuperar bem destas situações de algum desconforto parlamentar.
Mas, para já, parece-me que será o PSD o partido mais incomodado com esta iniciativa “bloquista. Se optar pela mais do que provável abstenção desagrada ao anti-sócratismo mais populista e radical, que, quer queiram quer não, constitui, neste momento, uma boa parte da sua base eleitoral e, principalmente, da “vanguarda” da opinião publicada; e a não aprovação de uma moção de censura será sempre assinalada como uma vitória do governo e do primeiro-ministro. Se votar a favor tal será recebido com desconforto por uma boa parte do mundo empresarial e dos negócios, e o PSD não escapará à acusação, pelo PS, de actuação “aventureirista”, “anti-patriótica”, “causadora de instabilidade” e por aí fora, sendo obrigado a enfrentar eleições sob o peso deste anátema . Mas penso que, entre estas duas opções, o PSD optará pela “responsabilidade”.