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terça-feira, junho 05, 2012

Uma questão civilizacional...

A justeza e oportunidade da aprovação da lei que autoriza o casamento entre pessoas do mesmo sexo (faz hoje dois anos) não se pode medir apenas pelo número, maior ou menor, de actos realizados (mais de 600, segundo a TSF) ou pelo número de divórcios correspondentes. Para além de uma questão de liberdade, de justiça e igualdade de direitos que sobreleva toda e qualquer outra, parece-me claro que a lei muito tem contribuído para que a homossexualidade, masculina e feminina, tenha passado a ser melhor aceite na sociedade portuguesa e encarada com muito menos preconceitos - digamos assim - mesmo em sectores onde o conservadorismo ainda é dominante. Portugal tornou-se um país mais tolerante, mais democrático e civilizado e todos nos devemos congratular por isso.

quarta-feira, fevereiro 01, 2012

Noronha do Nascimento

Ao fazer ontem estas afirmações na abertura do ano judicial, não ignoro Noronha do Nascimento está também a defender a sua "quinta" para quando o Diabo as tecer. Escusado dizer que elas também não deixam de piscar um olho - ou, para ser mais correcto, acenar com ambos os braços - ao populismo justiceiro, atitude sempre presente quando o poder judicial decide imiscuir-se no jogo da política (e em Portugal a tentação é grande). Mas a questão-chave, essa, é mesmo saber até que ponto Noronha do Nascimento, com estas suas afirmações, não está também a alertar para o facto de estarem a ser postos em causa os princípios e o contrato em que tradicionalmente assenta o Estado Democrático (para já não falar da decência), tal como o conhecemos, e para isso recomendo oiçam o que disse Pedro Marques Lopes no início do "Fórum TSF" de hoje. Duvido alguém o possa dizer melhor.