O Ocidente, ou seja, nós, que nos seus valores e modo de vida genericamente nele nos reconhecemos, desafiou a Rússia pensando que poderia fazer entrar a NATO e a UE de supetão pela sua "porta das traseiras". Levou, deste modo, o desafio demasiado longe, sem prever ou importar-se demasiado com as consequências desde que estas fossem limitadas a uns ucranianos desavindos numa zona que todos somos levados a considerar demasiado longínqua e talvez pouco civilizada. Agora, choque e espanto: concluímos, quando as consequências já nos atingem directamente e causam a morte a mais de duas centenas dos nossos, que brincámos de "aprendizes de feiticeiro". Ou então, pura a simplesmente, não concluímos coisa nenhuma e consideramos apenas estarmos na presença dos inevitáveis "danos colaterais". Mas não se iludam: ninguém, no Ocidente, está nem nunca esteve disposto a morrer pela Ucrânia.
Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
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sexta-feira, julho 18, 2014
sexta-feira, março 07, 2014
A RTP e a Ucrânia
A RTP1 - Serviço Público de Televisão - tem tratado no seu Telejornal a questão ucraniana de modo pouco rigoroso, enviesado, maniqueísta, para não ir mais longe e dizer propagandístico. Numa questão tão complexa, esperar-se-ia maior rigor e uma análise um pouco mais profunda do tema, bem como aproveitar a ocasião para divulgar que a Europa acaba nos Urais e a sua História não se reduziu às lutas entre Portugal e Castela ou às Invasões Napoleónicas. Se para questões de "lana caprina", mais próprias do jornalismo tablóide, ou outras mais sérias, como quando foi o caso da guerra do Iraque, desfilaram no canal um sem número de comentadores civis e militares, era obrigatório agora uma informação mais completa e também mais isenta e rigorosa por parte da RTP. Aos "russos e aos húngaros" - e ninguém cria ser russo em 1956 - brincávamos nós - crianças - no pátio do colégio quando a minha idade ainda se contava apenas por um dígito. Quero com isto dizer que a RTP deveria obrigar-se a bem mais do que a uma infantilização da informação. Os portugueses que não podem ou não querem pagar para ver televisão têm esse direito.
sexta-feira, fevereiro 28, 2014
Como começam as guerras
Nos anos que antecederam o início da Grande Guerra, eram as ambições da Sérvia sobre a multi-étnica Bósnia e, na retaguarda delas, a rivalidade entre os impérios Russo (apoiante da Sérvia) e Austro-Húngaro (ocupante da Bósnia). Sabemos o que aconteceu a seguir. Na Segunda Guerra Mundial, foram a questão dos alemães dos Sudetas e de uma Polónia que até ao final da Grande Guerra (1918) era território dividido entre os Impérios (Russo, Alemão e Austro-Húngaro). Também se sabe o que sucedeu. Lembrei-me disto e do modo como começaram as duas últimas grandes guerras europeias e mundiais a propósito da Ucrânia. É que há por aí demasiada gente ingénua e/ou perigosa a querer atear fogos. Cá por mim, não acho graça nenhuma ao que está a acontecer.
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