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sábado, fevereiro 20, 2010

Os senhores jornalistas e o "caso" Taguspark

Os senhores jornalistas – ou pelo menos alguns deles – acham, acham mesmo, que numa sociedade anónima com a dimensão da Taguspark campanhas de promoção como aquela que envolve a empresa e o ex-jogador de futebol Luís Figo são discutidas, de forma individualizada, nas reuniões do Conselho de Administração? Os senhores jornalistas – ou pelo menos alguns deles – acham, acham mesmo, que um Presidente de um Conselho de Administração, normalmente um cargo honorífico, tem conhecimento antecipado e aprova, uma a uma, todas as campanhas promocionais que uma sociedade anónima com a dimensão da Taguspark desenvolve e implementa, mesmo que envolvam valores significativos (e não extraordinariamente elevados, como já ouvi e li para aí)? Os senhores jornalistas – ou pelo menos alguns deles – acham, acham mesmo, que tal coisa também se passa com presidentes de Conselhos Fiscais, Assembleias Gerais e por aí fora? Os senhores jornalistas – ou pelo menos alguns deles – acham, acham mesmo, que numa empresa com a dimensão da Taguspark não existem níveis de informação, decisão e responsabilização?

Bom, se acham trata-se de um puro e simples caso de incompetência jornalística, pois talvez não tivesse sido má ideia informarem-se previamente sobre o modo de funcionamento da empresa. Se não acham e, mesmo assim, publicam a notícia sem ter isso em conta, estão, pura e simplesmente, a ser desonestos. Resta uma terceira hipótese: a Taguspark funciona mesmo assim como os senhores jornalistas acham que funciona, isto é, sem níveis de informação, responsabilização e decisão definidos e, como empresa na órbita do Estado, deve ser então denunciada por esses mesmos senhores jornalistas como empresa muito mal gerida. Vale?