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segunda-feira, julho 14, 2014

E substituir Oblak?

Não sei quem o meu clube irá contratar para substituir Jan Oblak, mas dadas as circunstâncias e a empatia existente entre o esloveno e os adeptos, recomendaria uma opção de baixo ou nenhum risco, o que significa, se possível, um guarda-redes experiente e testado em equipas de primeira linha do futebol europeu, mesmo que já a aproximar-se do fim da carreira. Podemos chamar-lhe uma espécie de solução Michel Preud'homme, se quisermos. 

Sobretudo, não "embarcar" no "encanto" de um daqueles guarda-redes que mais deram nas vistas no Mundial, "brilhando" em equipas com poucas ou quase nenhumas ambições quando, sendo estas submetidas a intenso domínio, pareciam praticamente intransponíveis. Esta é uma daquelas circunstâncias em que a administração do SLB não pode falhar.

domingo, agosto 09, 2009

O SLB, os guarda-redes e os "penalties"

Infelizmente, sendo todos eles de categoria mediana, não posso considerar nenhum dos três guarda-redes do meu clube muito superior aos restantes dois. Pessoalmente, prefiro Moreira, já que pouco vi jogar Júlio César, mas aceito perfeitamente quem opte por Quim.

O problema dos guarda-redes em Portugal tem muito a ver com os princípios de jogo dominantes: joga-se pouco em cruzamentos para a área e domina-se mal a técnica de remate de longa distância; por isso, preferem-se guarda-redes mais baixos, mas também mais ágeis e rápidos nas bolas rasteiras e chutadas de perto. Em jogos contra equipas que não perfilhem estes princípios, normalmente estrangeiras, o problema torna-se complicado. No meu clube, por exemplo, os dois guarda-redes estrangeiros melhor sucedidos foram Michel Preud’homme e Robert Enke, em termos morfológicos atípicos quando comparados com o “modelo” dominante na Europa do guarda-redes com mais de 1,90m.

Tudo isto vem a propósito do facto de Quim ter ontem defendido “não sei quantos penalties” e ter sido arvorado pela crítica em super guarda-redes – que está longe de ser – apesar de umas três saídas em falso, de arrepiar”, durante o jogo contra o A. C. Milan. A pergunta que logo fiz no estádio e agora aqui repito é a seguinte: quantos "penalties" decisivos vai ter Quim de enfrentar durante a época? Dois, três? Qual a probabilidade de um guarda-redes defender um "penalty"? Baixíssima, certamente.

Assim sendo, pode esse ser um elemento de primordial importância na escolha de um guarda-redes para uma época? A resposta, obviamente, é não e, se Quim for o escolhido, na base dessa escolha terão de ter estado razões com índices de ponderação bem superiores. Apesar das parangonas...