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sexta-feira, setembro 14, 2012

Javi, Witsel e agora Luisão. Que fazer?

Primeiro foram-se Javi e Witsel, mas era preciso vender e o erro foi o clube não se ter precavido. Agora Luisão, durante dois meses, vítima de si próprio e da habitual instabilidade emocional da equipa. E assim ficou a equipa sem a sua "espinha dorsal" (é assim que se diz, não é?). Que fazer, diria Vladimir Ilitch Ulianov (esse mesmo)? Bom, para além de umas rezas para que nenhum jogador do meio-campo se lesione, nas quais acredito pouco, e esperar que 14 de Novembro chegue depressa, limitando entretanto os estragos, aqui vão alguns conselhos.
  1. Não inventar. Mexer o mínimo possível no modelo e princípios de jogo já enraizados na equipa e, sobretudo, não pôr jogadores a fazer aquilo que não sabem e em lugares onde não conseguem ser eficazes. Se é em 4x1x3x2, 4x3x3 ou 4x4x2 pouco me interessa. Aquilo não são matraquilhos: o jogo é dinâmico e existem jogadores com características diferentes para a mesma posição, o que modifica completamente o modo com a equipa se comporta.
  2. Colocar o foco principal no campeonato e na Champions League (onde nunca conseguiremos ganhar o grupo, o que significa que, mesmo se nos apurarmos para os 1/8 de final, levamos aí com um "colosso") logo se verá o que vai dando.
  3. Chegados a Janeiro tentar tudo, mas mesmo tudo, para fazer regressar Ailton e Rúben Amorim. Nem que LFV e Jorge Jesus tenham que ir a Braga a pé em peregrinação ou a nado até ao Cristo do Corcovado. Jesus não gosta deles? Tanto pior para ele; trate de gostar. Não são grande coisa? São o que há para os lugares que precisamos.
  4. Não fazer asneiras no mercado de Janeiro. Contratar? Só mesmo alguém barato, que entre "de caras" na equipa ou nos habituais convocados. E se forem em peregrinação ao Bom Jesus tragam o Custódio, que entra neste critério e até dava um certo jeito!
  5. Vão tratando de ver se aquele miúdo André Gomes é alguém que se aproveite (vi-o contra o Bétis e pareceu-me um jogador interessante) e, se sim, tratem de o ir fazendo crescer. Uns joguitos na Taça da Liga e na Taça de Portugal e o mimo suficiente para se sentir importante.
  6. Para terminar, que tal um "bónus" aos pobres associados que compraram "Red Pass" pensando o espectáculo iria ter outros artistas? 

terça-feira, agosto 14, 2012

Luisão e a "justiça popular"

  1. Tal como aqui disse (e não retiro uma vírgula), Luisão, ao dirigir-se ao árbitro no tom e modo como o fez, cometeu um acto estúpido em Düsseldorf, agravado por ser o capitão de equipa, acto esse que poderá eventualmente vir a trazer consequências desagradáveis (espero que não - também o disse), para si e para o clube, para além das  que já se verificam no que diz respeito à instabilidade que pode estar a criar e em alguma degradação da autoridade perante os árbitros, característica que deve ser sempre apanágio de um capitão de equipa. Independentemente disso, também o disse, é sintoma da falta de estabilidade emocional da equipa já verificada em outros jogos das últimas épocas, com prejuízo de alguns pontos que poderiam ter sido conquistados.  
  2. Tendo dito isto, a direcção do SLB e o seu gabinete de comunicação têm agido correctamente no sentido de defender o seu profissional e activo do clube, assim protegendo a própria instituição. Qualquer outro clube organizado faria o mesmo, em idênticas circunstâncias, e espero continuem a agir correctamente nesse sentido. Enquanto benfiquista, têm todo o meu apoio nessa acção, escusado será dizer.
  3. Convém ainda lembrar aos adeptos dos linchamentos e julgamentos "populares", efectuados nas páginas de muitos jornais, "blogs", caixas de comentários, etc, que existem instâncias competentes (penso que apenas a UEFA e dentro do seu quadro legal normativo) para julgar da atitude do jogador, castigando-o ou não, e, para isso, para além de achar possa existir matéria para tal, será necessário que o assunto siga os procedimentos normais e competentes, isto é, e segundo parece, que exista um relatório oficial do jogo entregue na DFB, que a ocorrência seja aí mencionada, etc, etc. Não me parece que a UEFA decida em função das imagens, principalmente de um jogo particular e não de uma competição em que esteja envolvida, títulos dos jornais ou a pedido da Cofina e dos seus Octávios Ribeiros, nem que a eventual entrega de uma queixa-crime, por parte do árbitro, possa vir a influenciar as instâncias desportivas. Aguardemos.