- Aquela "bimbalhice" do presidente da Câmara Municipal de Beja organizar uma excursão para "ir ver o avião" no aeroporto de Beja é bem o retrato de algum país autárquico. Não há quem lhe chame a atenção para o ridículo?
- Tanto quanto sei, quando foram iniciadas as obras (ou tomada a decisão da sua construção, não me lembro) do aeroporto de Beja, o novo aeroporto de Lisboa estava planeado para a Ota. De que modo a sua transferência para Alcochete e, agora, o adiamento da sua construção alteram o que estava previsto para Beja em termos de tráfego, rentabilidade, etc? De que modo o aeroporto de Beja se passou a enquadrar na estratégia do governo (se ainda existe uma) para o sector de transportes?
- Já agora: seria interessante que o próximo governo apresentasse um plano estratégico credível para o sector dos transportes e logística, nele incluindo ferrovia (com o projecto de alta-velocidade e linhas de bitola europeia), estruturas aeroportuárias, plataformas logísticas, portos e tudo o mais. E, embora eu não seja adepto de demasiados unanimismos, que esse plano fosse um daqueles objecto de consenso alargado. A ver se nos entendemos, definitivamente, neste ponto e uma decisão tão estruturante deixa de servir objectivos eleitorais ou populistas, de um ou outro lado.
Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
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quarta-feira, abril 13, 2011
A propósito ou a despropósito do aeroporto de Beja
sábado, novembro 24, 2007
Aeroportos, ou um "post" simples de uma manhã de sábado
É comum os aeroportos guardarem o nome do local onde foram construídos (mesmo que seja o de uma pequena aldeia), ou então tomarem o nome de alguma personalidade política ou histórica do país onde se situam e, quando isso é possível, muitas vezes de um herói da aviação. É assim com Roissy – Charles de Gaule, Leonardo da Vinci – Fiumicino, NY – JFK, Washington – Foster Dulles, Francisco Sá Carneiro e Santos Dumont. Menos conhecidos serão os casos de La Guardia (NY), assim chamado em honra de um antigo mayor de NY com o mesmo nome, ou de Chigago O’ Hara (ou O’Hare), nome do aviador americano Edward O’ Hare, herói da WWII. Mais prosaicamente, temos os casos da Portela, Barajas, Orly e por aí fora.
Bom... mas a que propósito virá esta quase “lenga-lenga”? Muito simples. Ontem recebo uma mensagem via Skype enviada por um amigo que se encontrava em viagem dizendo que estava no aeroporto António Carlos Jobim. Sabendo que ele se desloca frequentemente pelo interior do Brasil, respondi, passados segundos, manifestando algum espanto (“onde raio fica isso?”), já que tendo eu viajado um par de vezes pelo país não me lembrava de qualquer aeroporto com tal nome, por muito que a música de Jobim me fosse familiar. Bom, talvez fosse um pequeno aeroporto da terra de naturalidade do homem, pensei, pois, sabendo-o “carioca” de vivência, poderia dar-se o caso de ter nascido casualmente em algum lugar ignoto. Mas não, desenganei-me segundos depois: o aeroporto António Carlos Jobim é agora, nem mais nem menos, o nome do “velho” Galeão "carioca"!
Bom, e que importância tem isto? Tem: não que o autor da “Garota de Ipanema” não mereça tal distinção (e muitas outras, claro), mas na próxima vez que me acusarem de politicamente incorrecto por dizer que brasileiro ou é tocador de samba ou futebolista – o que tem tanto de inocente e redutor como as anedotas que contamos dos alentejanos - que muito prezo - os franceses contam dos belgas, os ingleses dos irlandeses, os brasileiros dos portugueses e todos da tradicional – dizem - “forretice” de judeus e escoceses – poderei afirmar melhor a minha inocência. Para que a vingança seja completa, só espero - daqui a muitos anos, claro - ter ainda tempo de ver Congonhas ou Guarulhos, um deles, devidamente crismado de Aeroporto Edson Arantes do Nascimento, já que o homem até jogou no Santos que é ali "paredes meias". Que raio, Congonhas e Guarulhos sempre são nomes bem mais complicados de pronunciar do que Galeão e o genial Pelé será tão ou mais conhecido do que o também genial "Tom" Jobim!!!
Bom... mas a que propósito virá esta quase “lenga-lenga”? Muito simples. Ontem recebo uma mensagem via Skype enviada por um amigo que se encontrava em viagem dizendo que estava no aeroporto António Carlos Jobim. Sabendo que ele se desloca frequentemente pelo interior do Brasil, respondi, passados segundos, manifestando algum espanto (“onde raio fica isso?”), já que tendo eu viajado um par de vezes pelo país não me lembrava de qualquer aeroporto com tal nome, por muito que a música de Jobim me fosse familiar. Bom, talvez fosse um pequeno aeroporto da terra de naturalidade do homem, pensei, pois, sabendo-o “carioca” de vivência, poderia dar-se o caso de ter nascido casualmente em algum lugar ignoto. Mas não, desenganei-me segundos depois: o aeroporto António Carlos Jobim é agora, nem mais nem menos, o nome do “velho” Galeão "carioca"!
Bom, e que importância tem isto? Tem: não que o autor da “Garota de Ipanema” não mereça tal distinção (e muitas outras, claro), mas na próxima vez que me acusarem de politicamente incorrecto por dizer que brasileiro ou é tocador de samba ou futebolista – o que tem tanto de inocente e redutor como as anedotas que contamos dos alentejanos - que muito prezo - os franceses contam dos belgas, os ingleses dos irlandeses, os brasileiros dos portugueses e todos da tradicional – dizem - “forretice” de judeus e escoceses – poderei afirmar melhor a minha inocência. Para que a vingança seja completa, só espero - daqui a muitos anos, claro - ter ainda tempo de ver Congonhas ou Guarulhos, um deles, devidamente crismado de Aeroporto Edson Arantes do Nascimento, já que o homem até jogou no Santos que é ali "paredes meias". Que raio, Congonhas e Guarulhos sempre são nomes bem mais complicados de pronunciar do que Galeão e o genial Pelé será tão ou mais conhecido do que o também genial "Tom" Jobim!!!
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