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sábado, outubro 25, 2014

De como a ministra Teixeira da Cruz pode prestar um bom serviço ao país

Duas pequenas notas sobre esta notícia relacionada com a Ministra Paula Teixeira da Cruz:
  1. É muito feio, para não dizer indigno de um qualquer responsável por uma equipa de trabalho, mais ainda tratando-se de um governante, culpar publicamente os seus colaboradores por um qualquer falhanço de um projecto comum. É demonstrativo de mau carácter, dá um mau exemplo aos portugueses e transmite uma péssima imagem de si própria, dos seus valores e dos do governo que integra. Digamos, em linguagem mais "terra a terra", que quem age desta maneira não está à altura do lugar que ocupa e deve ceder esse mesmo lugar a quem para tal demonstre maior competência.
  2. Compete a qualquer dirigente, mais ainda a um político, assegurar-se, antecipadamente e a cada momento, e perante um projecto que pretenda implementar, de quais são as situações delicadas que possam vir a surgir e venham a dificultar, tornar mais lenta ou mesmo a impedir essa sua implementação nos tempos e prazos previstos. Pelos vistos, e partindo da quase absurda premissa de que o falhanço se ficou fundamentalmente a dever a umas quaisquer "forças de bloqueio" sabotadoras, a ministra Teixeira da Cruz  não o fez, o que demonstra uma vez mais a sua incompetência para líderar este projecto. Por maioria de razões, também se justifica neste caso ceda o seu lugar a quem demonstre capacidade para o fazer.
Resumindo: por favor, preste finalmente um bom serviço ao país e vá-se embora.

sexta-feira, setembro 12, 2014

A confiança política na Ministra da Justiça

A confiança política na Ministra da Justiça não deveria ser equacionada, apenas e fundamentalmente, por causa de um programa informático que não funciona ou funciona de forma deficiente: estamos aqui perante uma questão puramente técnica e operacional, sem dúvida importante, penalizadora da eficácia de funcionamento do Ministério da Justiça, mas que não ultrapassa esse âmbito. Acresce que, por populismo, a actuação do PS (essa sim, política) no caso do novo mapa judiciário, furtando-se a negociações e prometendo repor tudo como estava se e quando chegasse ao governo, talvez seja ainda mais susceptível de crítica política do que o "crash" de um programa informático que, sem dúvida, afecta de modo grave a operacionalidade do sistema de Justiça mas a tal se circunscreve.

Questão onde a confiança política de Paula Teixeira da Cruz deveria e teria de estar em causa, essa seria a inenarrável e atentatória dos princípios mais básicos de Estado de Direito ideia de divulgar publicamente as listas de pedófilos "lá do bairro", proposta que se segue a uma outra (a do "enriquecimento ilícito") que pretendia inverter o ónus da prova. Aqui sim, estamos perante algo que deveria pôr de imediato em causa a confiança política numa Ministra da Justiça de um governo democrático de um Estado de Direito e que, em minha opinião, seria impeditivo da sua continuidade no cargo. Mas parece que neste país as prioridades e a hierarquia de valores também andam invertidas.

segunda-feira, abril 15, 2013

Demita-se, Srª ministra

É óbvio que quem faz uma afirmação destas não pode continuar a ser Ministra da Justiça ou sequer membro do governo. Estranho é como este tipo de comportamentos passa quase despercebido na comunicação social e também como tanta gente "rasga as vestes" por questões de quase "lana caprina" e encolhe os ombros perante ataques terroristas (é o termo exacto) deste jaez ao Estado de Direito. O comportamento desta senhora é indigno do lugar que ocupa e de um qualquer governo de um país civilizado. Como sou optimista, espero alguém me venha ainda dizer que afinal não é verdade e Paula Teixeira da Cruz nunca disse tal coisa. Mas tendo em atenção alguns dos seus comportamentos anteriores, confesso a esperança não é muita.