- Sou do tempo em que os cinemas tinham balcão (1º e 2º) e plateia.
- Do tempo em que as salas esgotavam, havia "bicha" para comprar bilhetes e por vezes acabavam "agora mesmo que estava a chegar a nossa vez".
- Do tempo em que se telefonava a marcar bilhetes ou, por precaução, estes se compravam na agência dos Restauradores com dez por cento de agravamento no preço.
- Do tempo em que havia "arrumadores" a quem se davam dez ou quinze tostões de gorjeta (os bilhetes custavam dez escudos ou doze e quinhentos).
- Do tempo dos filmes para "maiores de 12" ou "maiores de 17" e de cinemas que me eram interditos em razão da sua má frequência.
- Do tempo em que existia uma indústria cinematográfica europeia, francesa, britânica, italiana, até mesmo alemã e as empregadas do Lanalgo iam ver a Sarita Montiel ao Odeon.
- Mas também do tempo em que os Oscares eram desvalorizados e normalmente identificados com "pastelões" bíblicos ao estilo Ben-Hur, um filme que sempre me incomodou e achei detestável.
Mas pelo que tenho visto nestes últimos anos, e passados de moda os "pastelões" bíblicos substituídos, ao que parece, pelos igualmente "pastelões" do tipo "Titanic" ou "Avatar" (a este último, pedi escusa), não tenho grandes ou pequenos motivos para mudar a minha opinião sobre os tais Oscares. Ah!, excepto que talvez ache a maioria das actrizes de agora bem mais "giras" do que algumas "gordinhas" de antanho. Mas isso deve ser por estar a ficar velho e lascivo!
