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segunda-feira, novembro 07, 2011

História(s) da Música Popular (189)

Johnny Rivers - "Sweet Smiling Children"

Jimmy Webb (VI)

Último tema do álbum "Rewind" e também deste capítulo de "História(s) da Música Popular dedicado a Jimmy Webb, devo dizer é dos temas de Rivers e Webb de que menos gosto. Por isso mesmo e também porque muito pouco há a dizer, aqui fica sem mais palavras.

quarta-feira, outubro 12, 2011

História(s) da Música Popular (188)

Johnny Rivers - "Do What You Gotta' Do" (Jimmy Webb)

Jimmy Webb (V)

Nada de muito especial para dizer sobre aquela que é a sexta faixa do álgum "Rewind" e quarta assinada por Webb, excepto que existe também uma bem conhecida versão de Nina Simone. Correndo risco de heresia (os admiradores de Nina são muitos e com boas razões para tal), não gosto particularmente da sua versão deste tema de Webb, um dos mais conhecidos. Prefiro Nina Simone em temas mais próximos do jazz/soul/blues como, por exemplo, "Don't Let Me Be Misunderstood", mais tarde objecto de um excelente "cover" pelos Animals, ou "I Put A Spell On You", um original de "Screamin' Jay Hawkins que um Alan Price já saído dos Animals levaria ao sucesso. E por aqui me fico.

segunda-feira, setembro 26, 2011

História(s) da Música Popular (187)



Johnny Rivers - "Tunesmith" (Jimmy Webb)

Jimmy Webb (IV)

Terceira faixa no alinhamento do álbum "Rewind" e segundo tema de Jimmy Webb no disco, este "Tunesmith" é o que mais de imediato me remete para o o velho "Em Órbita", onde era um dos favoritos de Webb emitido com maior regularidade.

Já agora - aproveito, convém salientar que o "Em Órbita, ao contrário do que parece fazer crer o modo como foi citado no programa da RTP "Estranha Forma de Vida" (primeira pergunta: por que raio este nome?), não foi só e apenas um programa de rádio comparável a qualquer outro (o programa da RTP cita o "PBX" como outro exemplo) que transmitisse "rock and roll" e música popular anglo-saxónica. Fazia-o em exclusivo (abriu uma excepção - aliás muito discutida - para "A Lenda De El-Rei D. Sebastião", do Quarteto 1111), revolucionou o modo com se fazia rádio em Portugal e foi, fundamentalmente, uma escola de rigor e intransigência num país que há muito adoptou o seu contrário como modo de vida. Pode ser que volte a falar sobre o programa da RTP que, ao que parece, terá 26 episódios e, neste seu primeiro episódio, confunde música popular com música ligeira, José Afonso com Simone de Oliveira, Marceneiro com Mariza e, pelo menos para já, foi apenas mais um exemplo de "corta e cola" sem grandes preocupações de critério.

E vejam lá onde nos trouxe Jimmy Webb! Ah!, existe uma versão de "Tunesmith" por Vikky Carr: fuja dela a "sete pés"!

quarta-feira, setembro 07, 2011

História(s) da Música Popular (186)

Johnny Rivers - "Carpet Man" (Jimmy Webb)

Jimmy Webb (III)

 Ora agora que estamos na rentrée, voltemos às História(s) da Música Popular e regressemos também a Jimmy Webb via Johnny Rivers e o seu álbum "Rewind", acrescentando desde já existir uma excelente edição em CD, da Imperial, que condensa os LPs "Changes" e "Rewind". Escolhi quatro temas deste último álbum da autoria de Jimmy Webb e, embora seguindo o alinhamento original, devo dizer que acho este "Carpet Man" (1967 - a Wikipedia está errada) talvez o que melhor exprima a assinatura do autor. Acho, mesmo, faz lembrar o tema mais emblemático de Webb e que já por aqui passei, o bem conhecido "Up, Up and Away" dos Fifth Dimension. Have fun, que os tempos bem o recomendam...


terça-feira, julho 12, 2011

História(s) da Música Popular (185)

Johnny Rivers - "By The Time I Get To Phoenix" (Jimmy Webb)

Isaac Hayes - "By The Time I Get To Phoenix" (Jimmy Webb)

Jimmy Webb (II)

Ora aqui está um caso bem interessante em que (quanto a mim) as duas versões de referência do tema não são nem a interpretada pelo autor (que desconheço se alguma vez a gravou em estúdio ou editou em disco, mas da qual existe uma interpretação "ao vivo" na BBC), nem a que obteve maior sucesso popular (Glen Campbell, #2 do "hit parade" "country" em 1968). Para mim, as duas referências do tema mais famoso de Jimmy Webb e um dos mais tocados de sempre da música popular, com versões que vão de "crooners" como Frank Sinatra e Dean Martin, ao "soul" de Soloman Burke e ao "rhythm & blues" de Georgie Fame, aliás uma das minhas interpretações favoritas, são o original de Johnny Rivers (1965) e a versão mais longa do tema (18' 40''), a de Isaac Hayes, um dos nomes de referência da Stax/Volt, incluída no álbum "Hot Buttered Soul", de 1969.

Aliás, e voltando a Johnny Rivers, a sua colaboração com Jimmy Webb ficou bem patente em álbuns como "Changes", que inclui "By The Time I Get To Phoenix", e "Rewind", onde podemos encontrar alguns dos melhores temas de Webb e por onde iremos andar nos próximos "posts" de "História(s) da Música Popular.

terça-feira, junho 28, 2011

História(s) da Música Popular (184)

Richard Harris - "MacArthur Park"

Jimmy Webb (I)

Pois nem sequer pensei muito tempo e, em vez de começar pelo princípio ou pelo seu tema mais conhecido ("By The Time I Get to Phoenix"), ao falar de Jimmy Webb (1946, Oklahoma) fui directo àquele que é um dos temas mais insólitos, estranhos, mesmo, de toda a música popular anglo-americana da década prodigiosa. Estranho pela temática, pela sua longa duração (7' e 27''), pelo intérprete (o actor Richard Harris), pelo modo como é interpretado e pelo facto de, com todas estas características que parecem apontar mais para um tema a ocupar todo um lado "B" de um qualquer duplo álbum, ter sido editado em single" e ter chegado a #2 nos USA (1968). O álbum do qual a canção faz parte ("A Tramp Shining"), com Harris interpretando temas de Webb, manteve-se também nos tops durante cerca de um ano e inclui ainda um outro tema que faz parte dos meus favoritos: "Paper Chase".

"MacArthur Park" foi proposto em primeiro lugar aos Association, mas não estranho o facto de ter sido por estes recusado e ainda bem que o fizeram: de facto,  não só pouco me parece ter a ver com a temática "sunshine pop" da banda californiana, que já por aqui passou, como também nunca teríamos oportunidade para conhecer a "angústia" da interpretação de Harris, que constitui um verdadeiro "trademark" do tema.

Já agora: esqueça a versão de Donna Summer, de 1978. Aliás, fará bem melhor em esquecer Donna Summer, por junto.