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segunda-feira, abril 21, 2008

"Huit Femmes" (8)

Danielle Darrieux (acompanhada das restantes sete) - "Il n'y a Pas d'Amour Heureux"
Banda Sonora do filme "Huit Femmes", de François Ozon (2002)
Com poema de Louis Aragon e música de Georges Brassens este é o verdadeiro final feliz, a cereja no cimo do bolo. Neste caso quem sai do bolo é Danielle Darrieux, uma grande senhora do cinema francês, sendo que o tema foi também interpretado por outras duas grandes damas: Nina Simone em 1993 e Barbara dez anos antes. Espero que fiquem com saudades e tentem ver ou rever o filme.

sexta-feira, abril 18, 2008

"Huit Femmes" (7)

Fanny Ardant (com a presença das restantes sete) - "A Quoi Sert De Vivre Libre"
Banda sonora do filme "Huit Femmes", de François Ozon (2002)
Originalmente o seu título é “Can’t Give You Anything” (But My Love) um tema de Hugo Perretti / Luigi Creatore / George David Weiss que foi interpretado por muita e boa gente, incluindo os Stylistics e os Modern Talking, passando pela francesa Nicoletta. Um dos seus autores, George David Weiss, é ilustríssimo nome da música norte-americana e compositor dos célebres “Can’t Help Falling In Love”, para Elvis Presley, e também, com Perretti e Creatore, da versão de “The Lion Sleeps Tonight”, um tema baseado num original africano de 1939, que levou os Tokens ao sucesso em 1961

quinta-feira, abril 17, 2008

"Huit Femmes" (6)

Emmanuelle Béart (com a companhia de Isabelle Huppert e Ludivine Sagnier) - "Pile ou Face"
Banda Sonora do filme "Huit Femmes", de François Ozon (2002)
Pois algo bem mais pop ou yé-yé, se quiserem, embora seja a mais recente de todas as canções do filme, datada do já bem próximo (?) ano de 1987. Composta por Jean-Louis d'Onofrio e Franck Ivy é um original de uma obscura (pelo menos para mim) Corynne Charby, que parece foi um género de "one hit wonder" ou, pelo menos, apareceu e desapareceu no céu das estrelas como um cometa. Mas lá que, apesar dos eighties, tem um certo sabor a sixties... acho ninguém irá duvidar.

quarta-feira, abril 16, 2008

"Huit Femmes" (5)

Catherine Deneuve (com a presença de Fanny Ardant) - "Toi Jamais"
Banda sonora do filme "Huit Femmes" de François Ozon (2002)
“Toi Jamais”, uma canção de Michel Mallory (escreveu para o movimento Yé-Yé em peso) cuja interpretação é no filme responsabilidade de Catherine Deneuve, tem uma história bem interessante. Ela foi também interpretada, in illo tempore, por Sylvie Vartan , que era a primeira escolha para o papel que acabou por ser entregue a Deneuve em “Les Parapluies de Cherbourg” (1964) o filme de Jacques Demy que lançou essa mesma Deneuve para a fama. A vida tem destas coisas...

terça-feira, abril 15, 2008

"Huit Femmes" (4)

Firmine Richard - "Pour Ne Pas Vivre Seul".
Banda sonora do filme "Huit Femmes", de François Ozon (2002)
Um original de Dalida, o lado “B” do célebre “Paroles, Paroles”, da autoria de G. Kelly e D. Faure (1973). Aqui, no filme, é interpretado por Firmine Richard, mas existe também uma versão recente de Michelle Torr, uma das vedetas do Yé-Yé francês que foi casada com Cristophe, também um integrante do “grupo”.

segunda-feira, abril 14, 2008

"Huit Femmes" (3)

"Message Personnel" - Isabelle Huppert
Banda Sonora do filme "Huit Femmes", de François Ozon (2002)

Tem o seu quê de Elton John, esta balada escrita por Michel Berger e Françoise Hardy em 1973 e aqui interpretada por Isabelle Huppert. Claro que a versão original é da mesma Françoise Hardy, já num período em que o movimento Yé-Yé tinha ficado para trás e Françoise fazia uma necessária inflexão, aliás bem sucedida, na sua carreira. Curioso é que France Gall (essa mesmo, do “Poupée de Cire, Poupée de Son”) a interpretou uns anos mais tarde, em 1994, mesmo assim ainda antes da data do filme de Ozon.

sexta-feira, abril 11, 2008

"Huit Femmes" (2)

"Mon Amour, Mon Ami" - Virginie Ledoyen (com Ludivine Sagnier). Banda sonora do filme "Huit Femmes", de François Ozon (2002).

Pois, continuemos com o filme de François Ozon, desta vez com um tema de Edmond Bacri (música) e André Popp (letra) – escreveram para Montand e Aznavour - cantada originalmente (isto é, em 1967) por Marie Lafôret: “Mon Amour, Mon Ami”. Aqui o trabalho está a cargo de Virginie Ledoyen acolitada por Ludivine Sagnier, que se saem bem a contento e com graça da tarefa.

quinta-feira, abril 10, 2008

"Huit Femmes" (1)

"Papa, T'es Plus Dans Le Coup" - Ludivine Sagnier (com Catherine Deneuve e Virgine Ledoyen) . Banda sonora de "Huit Femmes", de Fraçois Ozon (2002)
Por vezes o “Gato Maltês” tem dificuldade em “encaixar” coisas de que gosta e acha cabem bem no espírito deste blog, ajudando a construir a sua coerência, em alguma das suas rubricas habituais. Nestes casos nada melhor do que abrir um espaço especial, não privando ninguém do seu usufruto e o autor do grande gozo que isso lhe dá. É esse o caso de “Huit Femmes”, de François Ozon, um filme “muito cá de casa” (que me desculpe o João Bénard da Costa) e que, juntando o cinema e a música, sem ser um musical, não pode ser incluído com rigor na série “Cinema e Rock and Roll”. Poderia, isso sim, dizer que se trata mais de um revivalismo do movimento Yé-Yé e da sua época, mas nem mesmo isso pode levado a um extremo rigor, já que não só por aqui se misturam uma Françoise Hardy, já na sua viragem pós Yé-Yé, com Sheila, George Brassens e Louis Aragon com Sylvie Vartan, Nicoletta com uma Corynne Charby já dos anos oitenta, como nem sequer é esse o objectivo do filme e aquilo ao que vem e se propõe. Poderíamos dizer, porventura, que se trata de um filme “à Dennis Potter”, um pouco como Resnais realizou “On Cônnait La Chanson” em sua homenagem, mas nem isso é inteiramente verdadeiro, já que no filme de Ozon os actores interpretam eles mesmos os temas o que não acontece nas séries de Potter ou com o filme de Alain Resnais, onde os actores são dobrados pela interpretação original.

E por onde começar? Bom, escolhi este “Papa, T’es Plus Dans Le Coup”, um rock-boogie muito Yé-Yé. Trata-se de um original de Sheila (1963), escrito por Jil (música) e Jean e Jacques Plait (foram autores de alguns dos originais de Johnny Halliday), e, no filme, interpretado por Ludivine Sagnier com a preciosíssima ajuda de Catherine Deneuve e Virgine Ledoyen.
Aqui fica.