Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
sexta-feira, maio 22, 2015
Tumultos no Marquês: marginais à paisana e marginais fardados
quarta-feira, maio 20, 2015
Um polícia sem cabeça é sempre o pior dos cidadãos
terça-feira, maio 19, 2015
PSP e segurança no futebol: e se perguntassem aos ingleses?
segunda-feira, maio 18, 2015
Justiça e polícias em "roda livre"
quinta-feira, março 06, 2014
"Nós somos o poder"?
segunda-feira, dezembro 16, 2013
O polícia parisiense
quarta-feira, dezembro 19, 2012
"Empobrecimento", terceiro-mundismo e forças de segurança
terça-feira, outubro 16, 2012
Dispensável
segunda-feira, julho 09, 2012
"Mais rápidos do que a própria sombra"
sexta-feira, março 23, 2012
Os "indignados" e o PCP
quinta-feira, março 22, 2012
A PSP e a Plataforma 15 de Outubro
quinta-feira, março 01, 2012
As "mega-operações" policiais
quinta-feira, agosto 11, 2011
À atenção da PSP, GNR e populismo ultra-securitário
Nota: vale a pena ler a entrevista na íntegra.
sexta-feira, julho 15, 2011
Sem mercê(s)
domingo, junho 12, 2011
A fusão das polícias ou "era bom, não era?"
sexta-feira, fevereiro 25, 2011
Desta vez a PSP até consegue ter razão...
Esta notícia põe, de facto, o dedo na ferida (ou nas feridas) de um dos problemas mais inexplicáveis deste país:
- O facto de uma boa parte da legislação não ser aplicada.
- O facto de não se entender muito bem (nem muito mal) como umas dezenas ou centenas destes energúmenos não são efectivamente impedidos de frequentar os estádios, o que seria uma medida (parece-me) muito fácil de aplicar.
Inglaterra teve um muito mais sério problema de “hooliganismo” nos anos 80 e 90. Resolveu-o e hoje o futebol é um espectáculo para famílias. Sendo os jogos mais importantes da Premiership transmitidos para Portugal, digam-me se já alguém assistiu a cenas como a aqui descrita.
Claro que também me parece que a PSP terá alguma responsabilidade no assunto, já que aquelas manifestações de fanfarronice e exibição gratuita de poder nas televisões na véspera dos jogos que ela própria classifica como de “alto risco” me parecem completamente despropositadas e contraproducentes. Parecem-se sempre mais com más acções de relações públicas do que com informação com qualquer intuito dissuasor. O mesmo devo dizer do modo como são permitidos os “ajuntamentos” das claques e a sua condução aos estádios, algo a que nunca assisti em Inglaterra, por exemplo, onde inclusivamente aquelas mega-bandeiras e tarjas estão proibidas. Se o sistema utilizado é este há muitos anos, sem resultados práticos, já deveria ter sido modificado, ou não será assim? Mas tem razão a PSP ao perguntar porque não é a legislação aplicada.
Por último: este é um caso paradigmático de que não é necessário inventar a roda. Basta ver como se fez em Inglaterra (e não só) e copiar, adaptando. Assim haja vontade política.
segunda-feira, janeiro 31, 2011
PSP: um Estado dentro do Estado?
Sim, sou dos que prefere um criminoso em liberdade do que o desrespeito pelas mais elementares regras do Estado de Direito. E também não me parece seja o meu perfil o de um terrorista ou "perigoso esquerdista radical"...
quarta-feira, dezembro 22, 2010
O triste espectáculo de duas forças de segurança
quarta-feira, setembro 08, 2010
PSP: direito à greve?
A questão está longe de ser pacífica e de ter decisão fácil: se a PSP é uma polícia civil – e é assim que deve ser; difícil é entender a existência da GNR - , porque não o direito à greve? Exerce a sua actividade numa área muito específica, relacionada com a segurança e apoio aos cidadãos? É verdade, mas médicos, paramédicos, enfermeiros e “tutti quanti” (acho que também o SEF e a PJ) têm todos direito à greve, exercendo a sua actividade em sectores socialmente nevrálgicos. Porque não a PSP?, desde que os serviços essenciais a essa actividade tão sensível, garantindo todo o apoio e a segurança dos cidadãos, sejam assegurados? Pois é, o mundo não é a preto e branco e eu próprio tenho dificuldade em ter opinião conclusiva.
Mas independentemente desta análise mais estrutural, que pode e deve ser feita, pode o governo, neste momento, tendo em atenção o clima populista/securitário dominante na sociedade e perante uma lei que parece não ser clara e taxativa na extensão desse direito fundamental a uma polícia civil, arriscar-se a uma greve da PSP? Manda o bom senso, que em casos de pouca clareza legal deve ser invocado, dizer que não; que uma cedência deste tipo poderia ter mesmo o resultado contrário à eventual possibilidade de uma extensão futura deste direito à PSP, à aceitação das ideias daqueles que, como eu, defendem uma única polícia (civil) para todos os cidadãos e ao aprofundamento dos direitos, liberdades e garantias na sociedade. Os tais - aproveito para dizer - que a PSP gosta de invocar para si própria mas que (ainda) vezes demais tem dificuldade em reconhecer aos cidadãos.
Nota: a data escolhida para a greve, coincidindo com a cimeira da NATO em Lisboa, revela apenas falta de senso ou trata-se antes de uma provocação gratuíta? Ou, então, estaremos perante uma posição política de princípio, anti-NATO e anti-ocidente? Qualquer que seja, é um tiro no pé do Sinapol.
quarta-feira, março 17, 2010
Várias coisas que gostaria de saber sobre a PSP
- Se, e até que ponto, os agentes da PSP (os “normais” – digamos assim – e não os das forças especiais) andarem armados funciona, de facto, como um real dissuasor da criminalidade.
- Qual a frequência com que os agentes da PSP têm de usar a sua arma em verdadeira legítima defesa.
- Quais as normas e instruções efectivamente dadas pela hierarquia ao agentes no que diz respeito ao uso da arma que lhes está distribuída. Em que medida as instruções dadas seguem essas mesmas normas?
- Se existe um registo público dos processos e eventuais punições sofridas pelos agentes envolvidos em casos de morte ou ferimentos graves infligidos a terceiros e de que modo isso afectou as suas carreiras na corporação.
- Se os frequentes casos de morte de terceiros provocada por agentes da PSP, sem que esta possa alegar legítima defesa, em consonância com as pulsões securitárias populistas existentes e fomentadas na sociedade não se destinam, de facto, a funcionar como forma de pressão da instituição junto das instâncias políticas e judiciais no sentido de reivindicarem mais poder para a corporação e para as suas acções à margem da lei de um estado democrático e civilizado.
- Já agora, gostaria também de saber a opinião do ministro Rui Pereira, tão pronto a felicitar a PSP quando uma sua unidade especial abateu dois assaltantes de Banco a “sangue frio”, sobre a actuação da PSP no caso da morte do “rapper” Nuno Rodrigues.