- Vou mesmo ser "mauzinho"... Olhando para este SLB, parece que a equipa só se desinibe quando, em desespero e a correr atrás de um resultado negativo, parece também esquecer-se das ideias com que treina, das opções do seu treinador e decide jogar como cada um e o conjunto podem e sabem. E como tem bons jogadores e alguns automatismos herdados dos anos anteriores, a "coisa" por vezes até resulta. Mas esta é a pior crítica que se pode fazer à equipa, não é assim?
- Alguém percebeu as substituições ao intervalo? Quando, face a uma equipa com um bloco muito baixo, seria preciso jogar em "ataque posicional" e dar largura ao jogo atacante, meter Talisca, um jogador de transições, e Gonçalo Guedes, um avançado de "diagonais", era tudo o que não deveria ter sido feito. Resultado? Talisca passou ao lado do jogo e Guedes, sem realizar um mau jogo, foi tudo menos decisivo.
- Rui Vitória já percebeu que aquela ala direita não joga e deixa a equipa contrária jogar?
- Mitroglou tem uma má relação com a bola e parece um corpo estranho na equipa, além de que obriga Jonas a jogar demasiado tempo em terrenos muito recuados.Gostava de ver a dupla Jimenez/Jonas. Mas, neste caso, dou o benefício da dúvida a Rui Vitória.
- Como é possível o árbitro-assistente não ter visto o "fora de jogo" quilométrico do segundo golo do Moreirense F.C.? É que o avançado do MFC até recua apercebendo-se de que está em posição irregular! Quem comete um erro tão grosseiro não pode continuar a ser árbitro-assistente na primeira Liga. É melhor afastá-lo antes que repita igual ao pior. É que comparado com este erro, os outros a que tenho assistido, em jogos do SLB e dos seus principais adversários, são pormenores sem importância.
Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
Mostrar mensagens com a etiqueta arbitragem. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta arbitragem. Mostrar todas as mensagens
domingo, agosto 30, 2015
5 notas 5 sobre o SLB - Moreirense FC
sábado, agosto 29, 2015
Contra a demagogia: os jogos SCP-CSKA e as novas tecnologias
Vamos deixar-nos de demagogias e apelos populistas e falemos com rigor: em que é que a utilização das novas tecnologias iria contribuir para decisões de arbitragem diferentes nos jogos entre o SCP e o CSKA? Muito pouco ou nada. E porquê? No lance do primeiro golo da equipa russa, em Moscovo, a decisão da equipa de arbitragem, depois de visionado o lance, dificilmente seria diferente da validação do golo: até agora ainda não vi qualquer ex-árbitro pronunciar-se em sentido contrário à legalidade do lance. No lance do golo anulado a Slimani, nenhuma câmara consegue mostrar imagens concludentes e de um ângulo mais adequado do que o do árbitro auxiliar que assinala a saída da bola. Teria de facto saído? A não ser que se utilizasse uma tecnologia idêntica à da "linha de golo", demasiado cara para poder ser "popularizada" (quem pagaria a sua utilização em todos os estádios das pré-eliminatórias, "play off" e fase de grupos da Champions League) é à qual muito raramente seria necessário recorrer (o custo unitário seria pois elevadíssimo), dificilmente o tal recurso ao "video-árbitro" resolveria o que quer que fosse. Resta, claro, o lance do "penalty" não assinalado contra o CSKA no jogo de Alvalade. Mas nesse caso duas perguntas:
- A quem competiria a decisão do recurso ao "vídeo-árbitro"? Ao capitão do SCP? Ao árbitro principal, como no "rugby" em caso de um ensaio duvidoso? No caso da decisão de recurso pertencer aos capitães de equipa, quantas vezes o poderiam fazer durante o jogo? Em que condições? No caso de tal recurso pertencer ao árbitro principal, em que condições poderia a ele recorrer? (no "rugby" tal acontece apenas no caso de ensaio duvidoso).
- Nesse lance, a decisão de recurso competiria ao árbitro de baliza (que teria tido obrigação de analisar correctamente a jogada mesmosem recurso a ajudas tecnológicas - o lance é óbvio para quem está na sua posição) ou ao árbitro principal? E se para este não existissem dúvidas sobre a legalidade do lance?
Enfim, ficam algumas questões a que não me parece a demagogia e os apelos populistas possam dar resposta inequívoca. Como nunca dão.
quarta-feira, outubro 22, 2014
O SCP e o árbitro
O SCP tem razões de queixa da arbitragem do seu jogo de ontem em Gelsenkirchen? Sim, claro que sim e só um louco poderia dizer o contrário: o "penalty" mal assinalado que restá na origem do quarto golo do Schalke é um erro demasiado grosseiro para um jogo da Champions League com cinco pares de olhos a verem. Mas em relação a isso o SCP nada pode fazer e por muito barulho que faça junto da UEFA (e não deve ficar calado) pouco irá mudar no futuro. Por isso mesmo o SCP pode e deve olhar em primeiro lugar para si próprio, para os erros cometidos, porque aí, sim, já pode mudar muita coisa: a entrada de Maurício no lance que lhe valeu o segundo cartão amarelo é mais do que apenas imprudente e revela um jogador sem categoria para actuar a este nível (sintomático que o jovem e pouco experiente Paulo Oliveira seja já o melhor central da equipa) e Rui Patrício deu mais um dos seus habituais "frangos" (este foi um "copycat" do que custou a eliminação do SCP na Luz, para a Taça de Portugal, na época passada), facto que vem acontecendo com demasiada frequência em alternância com algumas excelentes exibições, demonstrando uma irregularidade que os grandes guarda-redes não podem exibir. Sem estes dois erros estou em crer o resultado, mesmo com um erro grosseiro da equipa de arbitragem a "ajudar" o Schalke, teria sido muito diferente, e é nisso que o SCP deve concentrar as suas energias. Conselho de "lampião".
Nota: vejo as capas de "A Bola" e do "Record" e leio títulos com "roubo" e "roubados". Por muitas razões de queixa que uma qualquer equipa tenha de uma uma várias arbitragens, estes títulos são bem sintomáticos de quão baixo desceu a imprensa desportivo. Ou de quão baixo sempre esteve sem que, por distração ou outra coisa qualquer, déssemos por isso. Depois não se esqueçam de, hipocritamente, virem queixar-se de tempestades.
sábado, maio 17, 2014
Ainda a final de Turim, agora para falar da arbitragem
Voltemos à final de Turim e para falar de um tema que muito raramente abordo, a arbitragem, tentando fazê-lo de um ponto de vista diferente dos que me habituei a ler e ouvir e pode ajudar a explicar as decisões de Felix Brich.
Sejamos claros: em condições normais, nenhuma equipa de arbitragem - a quem, para além de fazer aplicar as leis, compete também gerir o jogo - de uma final europeia (ou mundial, neste caso a nível de selecções) expulsa um jogador numa fase precoce do jogo a não ser por razões indiscutíveis e quando estas não lhe concedam alternativa. Do mesmo modo, não assinala uma grande penalidade a não ser quando o lance, analisado no campo e não depois de infinitas repetições, sob vários ângulos e em câmara lenta, vistas nas televisões, lhe parece indiscutível de tal sanção. São jogos-chave que devem ser geridos de forma cautelosa e sem protagonismos ou exposição excessiva por parte das equipas de arbitragem. Esta é a regra. Ora olhando para os lances mais polémicos do jogo de Turim, nem a falta sobre Sulejmani, num momento precoce do jogo, é passível de indiscutível expulsão (esta seria adequada, mas o "amarelo" é aceitável e corresponde à tal decisão "defensiva" da equipa de arbitragem em jogos deste tipo), nem as faltas sobre Lima (a que me parece mais evidente, depois de vista pela TV, mas mesmo assim num lance algo "embrulhado"), Gaitán (este exagera o espectáculo da queda o que com certeza ajudou à decisão de Brich) ou a "mão" de Carriço são dos tais lances que, mesmo que em rigor faltosos, se possam considerar, sem serem vistos via TV, escandalosos ou, falando de modo mais rigoroso e em termos jurídicos, "beyond reasonable doubt". Aliás, o facto de mesmo depois de visionamento televisivo ser difícil encontrar um consenso entre comentadores de arbitragem, antigos jogadores e jornalistas, relativamente a qual ou quais desses lances devia ser aplicada sanção diferente da decidida por Felix Brich, prova exactamente aquilo que digo e o racional que - penso - terá estado na base das decisões da equipa de arbitragem, infelizmente todas elas contrárias aos meus desejos e interesses do meu clube. No fundo, desde as ausências forçadas e uma lesão inoportuna até às decisões de uma equipa de arbitragem em que, como é normal nestas finais, o peso da gestão do jogo se sobrepôs a uma actuação em que a aplicação pura e dura das leis poderia ter assumido outro protagonismo, tudo o que poderia ter corrido mal, correu mesmo muito mal. E foi pena.
quinta-feira, março 13, 2014
A confissão do jogador Aaron Hunt e a atitude do árbitro
Tenho visto por aí muito elogiada a atitude do jogador Aaron Hunt, do Werder Bremen, ao assumir, perante o árbitro da partida, ter simulado um "penalty", levando este a alterar a sua decisão inicial. Não vou ser eu a criticar a atitude de Hunt, mas pergunto: pode um árbitro (ou uma equipa de arbitragem, para ser mais rigoroso), autoridade máxima em campo, a quem compete dirigir o jogo e cujas decisões são inapeláveis, alterar uma decisão anteriormente tomada em função das declarações de um jogador, mesmo que estas sejam em prejuízo da própria equipa do declarante? E se o jogador estiver equivocado e a irregularidade tiver mesmo existido? E se, por alguma razão, existir, por parte da equipa a que pertence o jogador em causa, interesse em que a falta não seja marcada, por exemplo, beneficiando assim uma qualquer outra equipa envolvida na mesma competição mas não em concorrência directa? Por fim, a quem compete dirigir um jogo de futebol? Aos jogadores ou à equipa de arbitragem? Sempre ou essa sua competência pode ser suspensa quando de circunstâncias como as acima relatadas? Pois é, há sempre uma outra maneira de ver as coisas...
segunda-feira, março 03, 2014
CFB - SLB: o vídeo do golo anulado
"Freddy tapa a visão ao guardião do Benfica e desvia-se para este rematar à baliza" - afirmação do comentador que as imagens corroboram. Decisão discutível da arbitragem, aceito, mas tudo menos o "erro grosseiro" que oiço e leio por aí vindo da parte de quem devia conhecer melhor as leis do jogo.
CFB - SLB: sobre o golo anulado
Não vou agora aqui discutir se o árbitro errou ou não ao anular o golo do C.F. Os Belenenses. Aliás, a minha primeira reacção quando vi o lance na TV foi que o árbitro assistente teria mesmo errado. Mas depois de ler com atenção os "Amendments to the Laws of The Game" - 2013/2014, sem ter adquirido certezas sobre o julgamento do lance, sou de opinião que, a existir erro, ele não será assim tão grosseiro como por aí se afirma e existe alguma latitude para que a equipa de arbitragem aplique o seu critério. Acresce que o jogador do CFB não só não está estático como, inclusivamente, o seu movimento de recuo não é linear, o que se pode ver no vídeo do lance (infelizmente, não o tenho: se alguém o tiver agradeço me envie o "link").
Já agora: como é óbvio, não vou discutir aqui cretinices do género quem é ou foi mais beneficiado ao longo do campeonato, lances de julgamento errado ou duvidoso em outros jogos, etc, etc. Coloco aqui este caso, independentemente de o meu clube ter sido alegadamente beneficiado, porque me parece ser, à luz das leis do jogo e das recomendações da FIFA, um "case study".
domingo, setembro 29, 2013
Vieira, os árbitros e as suas próprias responsabilidades
Luís Filipe Vieira tem toda a razão em protestar contra a má qualidade (ou qualquer coisa mais) das arbitragens e o modo como têm, directa ou indirectamente, prejudicado o SLB neste início de época. Mas deve lembrar-se que, ao fazê-lo, está também, e em certa medida, a passar um atestado de incompetência a si próprio e à incapacidade que tem vindo a demonstrar, ao longo dos anos, para alterar o estado de coisas vigente no futebol português. Para além disso, está também a afastar o foco da sua liderança; da incapacidade demonstrada, apesar do investimento realizado e dos resultados financeiros que começam a ser preocupantes, para apresentar resultados desportivos acima do sofrível. Está também a aligeirar as responsabilidades que cabem ao treinador que escolheu ("o seu treinador") e que chega à sexta jornada do campeonato completamente "perdido na tradução": sem modelo e sistema de jogo definidos, jogadores em má forma e outros fora do seu lugar. Tudo isto vem provar que "estabilidade" não significa apenas manter o treinador, e que ela pode coexistir com a sua mudança ou estar ausente mesmo ele se mantendo.
quinta-feira, maio 09, 2013
Proença? Mas está tudo doido?
Ok, vou abrir uma excepção e vou falar de árbitros. Mais propriamente de um árbitro e da Comissão de Arbitragem. Nomear Pedro Proença para o FCP-SLB é uma decisão, não direi de risco, mas nas margens da loucura e que se pode vir a tornar catastrófica. Se errar contra o SLB, será "mais do mesmo" e não imagino o que possa vir a suceder; se o fizer contra o FCP será porque é benfiquista confesso e, face à história recente, resolveu entrar no "jogo das compensações". Pior: nestes três dias anteriores ao jogo vai ser já arvorado pelos "media" em "vedeta do espectáculo".
Enfim... até pode ser o melhor árbitro português (na prática, é-o), mas David Moyes também não é melhor treinador do que José Mourinho e este não foi - e bem - o escolhido para treinar o United, pelo facto de perfis de clube e treinador não se "encaixarem". Proença seria mesmo talvez o único árbitro que nada recomendaria fosse nomeado, mas este país parece mesmo ter ensandecido. Desejo-lhe boa sorte e, como não sou hipócrita, na dúvida... (vocês sabem).
domingo, maio 13, 2012
Proença e a final
Nomear um árbitro português (Proença ou qualquer outro) para uma final da Champions League que opõe Bayern Munique a uma equipa até bem há pouco dirigida por um português e onde jogam, se as minhas contas estão certas, quatro portugueses (Meireles, Bosingwa, Paulo Ferreira e Hilário), para além dos "aparentados" Ramires e David Luiz, que passaram há pouco tempo pelo SLB, não me parece lá muito avisado. Parece que a memória é curta, e a UEFA já não se lembra do Ajax-Real Madrid de Dezembro do ano passado apitado por Jorge Sousa. Ou então, como a final é em Munique, está a ver se equilibra um pouco as coisas... Bom, espero que se saiam ambos bem, Proença e a UEFA.
quinta-feira, março 29, 2012
Hipocrisia e falta de memória
Para os de pouca memória e muita hipocrisia, há que lembrar como se chegou a este estado vergonhoso e a esta atmosfera irrespirável que envolve as arbitragens e, por consequência, o futebol português:
- No final dos anos 70 do século passado, foi o FCP que, aproveitando uma conjuntura política, económica e socialmente favorável, incluiu o domínio da arbitragem na sua estratégia de hegemonização, a qualquer preço, do futebol português, tendo Pedroto como ideólogo, Pinto da Costa como "padrinho" e alguns homens de mão, como Adriano Pinto e outros, actuando no"back office". Claro que sempre se discutiram as decisões dos árbitros, mas não me lembro, antes dessa época, da suspeição atingir, nem sequer de longe, os níveis insuportáveis do "post-anos 70. Quem semeia tempestades colhe terramotos e "tsunamis".
- Grande parte da responsabilidade da actual situação cabe às televisões, que, detentoras do poder que lhes é proporcionado por transmissões com dezenas e câmaras e recurso fácil a movimentos lentos e imagens virtuais, o usam, nos tais programas dos "três estarolas" (a feliz expressão é de Jorge Baptista, comentador da SIC), com recurso a gente trauliteira de baixa qualificação moral e intelectual, para acicatar ânimos, promover o obscurantismo futebolístico e, claro, lutar pelas audiências. Infelizmente, é este tipo de gente e de programas que, apesar do actual esforço de seriedade da SportTV, definem os padrões do comentário desportivo dominante em Portugal. A promoção que televisões e jornalistas(?) fazem ou fizeram de gente como Pinto da Costa e Valentim Loureiro, este responsável por atirar para a falência um clube centenário e prestigiado em troca da sua promoção pessoal, deveria fazê-los corar de vergonha de cada fez que, agora que as coisas quase atingiram proporções incontroláveis, criticam o ambiente que eles próprios acabaram por gerar.
domingo, agosto 21, 2011
Um brincadeira de mau gosto?
Digamos, em abono da verdade, que pelo menos nestas coisas da escolha dos árbitros o FCP costuma ser um pouco mais discreto...
Já agora, espero também, caso isto, na prática, venha a acontecer, isto é, se fôr esta a equipa de arbitragem a actuar, que os restantes clubes da Liga, e principalmente o SLB, tomem a única posição admissível: a impugnação do campeonato.
A LPFP e a "greve"
A greve dos árbitros a um jogo do SCP, que Vítor Pereira e a Liga não conseguem resolver, a fazer "jurisprudência" arrisca-se a criar um grave e iníquo precedente: sempre que um clube não queira aceitar o árbitro nomeado, preferindo um de 3ª, 4ª ou 5ª categoria, ou até mesmo um "curioso", basta a um dirigente insurgir-se contra tal de modo público e notório, de preferência com algum estrondo à mistura. Significa isto que o SCP não se possa queixar (até arrisco a dizer, "reiteradamente") de erros de arbitragem em seu prejuízo? Nada disso, mas apenas que a LPFP, perante os factos, só poderia agir de uma maneira: punir severamente Godinho Lopes e João Ferreira, de tal modo ficassem, eles ou quaisquer outros, sem vontade de repetir a "gracinha". O problema, o grave problema, é que perante um panorama feito de "apitos dourados", "assistentes de recintos desportivos" transformados, por arte circense, em meros espectadores, um clube (FCP) que todos sabemos por que caminhos de Guímaros, Pratas e guardas Abéis se alcandorou até ao topo com a conivência das autoridades desportivas, o histórico de complacência perante afirmações incendiárias de dirigentes e distúrbios nos estádios (e fora deles) perpetrados por grupos de arruaceiros e criminosos, a LPFP, mais a mais presidida por uma personalidade como Fernando Gomes, perdeu qualquer autoridade para actuar consequentemente na defesa da indústria e da isenção das competições de futebol profissional. Por tal razão, resta-lhe assistir e assobiar para o lado.
quarta-feira, março 09, 2011
A mesma luta! Ou será "separados à nascença"?
segunda-feira, março 07, 2011
SLB: má fortuna ou erros meus (nossos)?
Ora vamos lá ver... De um modo geral, tem o SLB tido, esta época, razões de queixa de algumas decisões das equipas de arbitragem? Muitas delas, de modo que parece quase cirúrgico, acontecidas em momentos decisivos? Penso que sim, e talvez só as sturmabteilung de Pinto da Costa & Associados sejam capazes de afirmar o contrário. Mas tendo dito isto, não saberiam todos, e por maioria de razões a direcção e equipa técnica do clube e da SAD, que depois da equipa ter sido campeã a época passada, dos ataques descabelados a Ricardo Costa e ao Conselho de Disciplina da Liga, da decisão em sentido contrário do Conselho de Justiça da FPF, depois do SLB não ter conseguido encontrar alternativa a Fernando Gomes para a Direcção da LPFP, depois de Pinto da Costa ter arriscado tudo num treinador com pouca experiência (não está em causa o seu já provado valor) e de ter falhado a contratação de Jesus, de o FCP ter ficado afastado da CL, depois de tudo isto, repito, ninguém pensou seriamente que este cenário – de arbitragens tendencialmente desfavoráveis - teria uma enorme probabilidade de vir a tornar-se realidade? E “das duas uma”: ou não pensou e cometeu enorme erro, primário e grosseiro; ou pensou e, sabendo que isso reduziria as hipóteses de erros próprios a zero ou perto disso, não soube tomar as decisões certas para que erros infantis e primários, como os que por várias vezes, principalmente no início de época e nos jogos da CL, aqui assinalei, viessem a acontecer. E o que podia correr mal correu mesmo muito mal. É que sempre me disseram ,e fui confirmando ao longo da vida, que a primeira coisa a fazer quando alguma coisa não corre de acordo com os nossos desejos é procurar onde errámos e o que fizemos mal feito, antes de tentarmos encontrar em terceiros responsabilidades para o mal de que padecemos. Certo?, Luís Filipe Vieira, Rui Costa e Jorge Jesus?
terça-feira, setembro 14, 2010
"Bullshit"
O chorrilho de disparates de Olegário Benquerença e a falta de senso de Vítor Pereira ofereceram de mão beijada a Luís Filipe Vieira a oportunidade para desviar as atenções de sócios e adeptos dos erros grosseiros cometidos por treinador, director desportivo e presidente na preparação desta temporada. E, já agora, tiveram como resposta dos orgãos sociais do meu “glorioso” igual chorrilho de asneiras.
Etiquetas:
arbitragem,
Jorge Jesus,
LFV,
Rui Costa,
SLB
terça-feira, fevereiro 16, 2010
A. C. Milan-Man. United: um bom exemplo para as TVs
Não sei se repararam, os que acabaram de ver a transmissão do A. C. Milan - Man. United, que os diversos ângulos de repetição das jogadas eram fundamentalmente escolhidos no sentido de enfatizar a sua beleza e espectacularidade, a percepção dos movimentos individuais e colectivos, em vez de se dedicarem a mostrar até exaustão eventuais erros dos árbitros. Os ângulos que permitiam esta análise eram apenas transmitidos uma só vez. Um bom exemplo para as televisões cá do rectângulo.
domingo, janeiro 31, 2010
Falemos então de arbitragem, mas com seriedade e de modo estruturado
Afirmei ontem aqui que o principal problema da má qualidade das arbitragens em Portugal, no futebol profissional, terá bem mais a ver com problemas de ordem psicológica – abstrair do ambiente inquinado em vive o futebol indígena e ter a capacidade para, psicologicamente, saber resistir a pressões directas e indirectas – do que técnica, isto é, da correcta interpretação das leis do jogo e da capacidade de as saber aplicar durante o seu decurso, gerindo-o (o árbitro é também um gestor do jogo, assegurando o espectáculo e o seu bom andamento). Terá também muito mais a ver com questões desse tipo do que com a adopção de novas tecnologias. Por exemplo: com recurso a novas tecnologias, a árbitro Carlos Xistra teria decidido de modo diferente nos, a olho nu, tão claros lances do Nacional-FCP de ontem? Ou Elmano Santos teria, porventura, mostrado o cartão encarnado, em vez do amarelo, ao jogador do V. de Guimarães que derruba Saviola, que se isolava, num lance em que, pelo facto da posição de Saviola não se poder considerar indiscutivelmente frontal, o critério do árbitro é decisivo e qualquer das duas decisões aceitável? Duvido...
Bom, vamos então ao que interessa, isto é, como ajudar a resolver ou, pelo menos, a minorar o problema. Tendo em atenção a livre circulação de pessoas na UE e o facto de a grande maioria dos jogadores que integram as equipas profissionais em cada Liga serem de nacionalidades diversas, europeias e não europeias, penso não existir nenhuma razão inultrapassável para que jogos das diversas Ligas nacionais não possam e devam dirigidos por equipas de arbitragem de nacionalidade diferente da Liga em questão, nomeadas pela UEFA ou por acordo entre duas ou mais estruturas de arbitragem nacionais (por exemplo, Portugal e Espanha). Dando um exemplo prático e ficando-me aqui pelos estados ibéricos, penso que um grupo de árbitros de elite portugueses e espanhóis, arbitrando indiferentemente em ambas as Ligas profissionais por nomeação de uma estrutura ibérica, teria uma qualidade bem mais homogénea e capacidade acrescida para manter um alheamento maior para com o “caldo de cultura” existente em cada um dos países. Acresce que a maior concorrência assim criada teria também com certeza reflexos no aumento da qualidade técnica dos árbitros de ambos os países e a cooperação deste modo iniciada só poderia ter efeitos positivos para uma futura e indispensável aproximação entre as duas Ligas com vista a uma eventual maior cooperação ou, até, integração. Seria uma interessante experiência a levar a cabo, até porque não consigo vislumbrar nela nada de negativo.
Bom, vamos então ao que interessa, isto é, como ajudar a resolver ou, pelo menos, a minorar o problema. Tendo em atenção a livre circulação de pessoas na UE e o facto de a grande maioria dos jogadores que integram as equipas profissionais em cada Liga serem de nacionalidades diversas, europeias e não europeias, penso não existir nenhuma razão inultrapassável para que jogos das diversas Ligas nacionais não possam e devam dirigidos por equipas de arbitragem de nacionalidade diferente da Liga em questão, nomeadas pela UEFA ou por acordo entre duas ou mais estruturas de arbitragem nacionais (por exemplo, Portugal e Espanha). Dando um exemplo prático e ficando-me aqui pelos estados ibéricos, penso que um grupo de árbitros de elite portugueses e espanhóis, arbitrando indiferentemente em ambas as Ligas profissionais por nomeação de uma estrutura ibérica, teria uma qualidade bem mais homogénea e capacidade acrescida para manter um alheamento maior para com o “caldo de cultura” existente em cada um dos países. Acresce que a maior concorrência assim criada teria também com certeza reflexos no aumento da qualidade técnica dos árbitros de ambos os países e a cooperação deste modo iniciada só poderia ter efeitos positivos para uma futura e indispensável aproximação entre as duas Ligas com vista a uma eventual maior cooperação ou, até, integração. Seria uma interessante experiência a levar a cabo, até porque não consigo vislumbrar nela nada de negativo.
sábado, janeiro 30, 2010
Por excepção vi 1/2 jogo da Liga portuguesa em que o meu clube não participava e também por excepção falo de árbitros
Não costumo ver jogos da Liga portuguesa, excepto, claro está, os do meu clube e um ou outro SCP-FCP (ou vice-versa) se nada mais reclama a minha atenção e o meu tempo. A falta de qualidade dos jogos faz da sua visão uma espécie de cumprimento de promessa, coisa a que o meu ateísmo de furta.
Também não tenho por hábito falar de arbitragens, foras-de-jogo de milímetro e bolas na mão ou mãos na bola que só um extra-terrestre consegue deslindar da conformidade ou não com as leis do jogo: há gente de mais a preocupar-se com tal assunto e a cair no ridículo por tais análises. Além de tudo o mais, existem no futebol assuntos bem mais importantes e interessantes a merecerem análise.
Mas, almoço tardio em casa de amigos e desejo deles fez-me abrir uma excepção e lá dei comigo, frente ao televisor e na companhia de um LBV da Quinta do Noval, a ver a primeira parte do Nacional-FCP. Azar o meu, pois duas decisões do árbitro do jogo que me pareceram, grosseiramente, erradas (uma grande penalidade não assinalada a favor do Nacional e uma outra assinalada a favor do FCP que me pareceu - repito: pareceu - mais do que duvidosa e originou uma expulsão nos madeirenses) condicionaram completamente um jogo decisivo para o FCP e no qual, minha opinião, esta equipa até estava a ser francamente superior (custa-me dizê-lo mas é a verdade). Há pouco, ganhava por 3-0. Mas adiante...
O que me leva a escrever este “post” uns minutos antes de começar o jogo do meu clube é imaginar a pressão a que, por via dos erros cometidos pelo seu colega no jogo do FCP e que claramente beneficiaram esta equipa - e tendo em conta o ambiente que se vai vivendo no futebol português - o árbitro do SLB-V. Guimarães vai estar sujeito ao entrar em campo, escrutinado que será até ao milímetro nos lances que se vão desenrolar nas duas áreas. Que acontecerá se, em sua boa consciência, decidir algum um lance duvidoso nas áreas em favor do V. de Guimarães? Claro que um árbitro a este nível é treinado e pago para resistir a pressões de todo o género, mas também todos sabemos como a má qualidade dos árbitros portugueses tem frequentemente mais a ver com questões de ordem psicológica do que técnica. Não gostaria de estar no seu lugar...
Também não tenho por hábito falar de arbitragens, foras-de-jogo de milímetro e bolas na mão ou mãos na bola que só um extra-terrestre consegue deslindar da conformidade ou não com as leis do jogo: há gente de mais a preocupar-se com tal assunto e a cair no ridículo por tais análises. Além de tudo o mais, existem no futebol assuntos bem mais importantes e interessantes a merecerem análise.
Mas, almoço tardio em casa de amigos e desejo deles fez-me abrir uma excepção e lá dei comigo, frente ao televisor e na companhia de um LBV da Quinta do Noval, a ver a primeira parte do Nacional-FCP. Azar o meu, pois duas decisões do árbitro do jogo que me pareceram, grosseiramente, erradas (uma grande penalidade não assinalada a favor do Nacional e uma outra assinalada a favor do FCP que me pareceu - repito: pareceu - mais do que duvidosa e originou uma expulsão nos madeirenses) condicionaram completamente um jogo decisivo para o FCP e no qual, minha opinião, esta equipa até estava a ser francamente superior (custa-me dizê-lo mas é a verdade). Há pouco, ganhava por 3-0. Mas adiante...
O que me leva a escrever este “post” uns minutos antes de começar o jogo do meu clube é imaginar a pressão a que, por via dos erros cometidos pelo seu colega no jogo do FCP e que claramente beneficiaram esta equipa - e tendo em conta o ambiente que se vai vivendo no futebol português - o árbitro do SLB-V. Guimarães vai estar sujeito ao entrar em campo, escrutinado que será até ao milímetro nos lances que se vão desenrolar nas duas áreas. Que acontecerá se, em sua boa consciência, decidir algum um lance duvidoso nas áreas em favor do V. de Guimarães? Claro que um árbitro a este nível é treinado e pago para resistir a pressões de todo o género, mas também todos sabemos como a má qualidade dos árbitros portugueses tem frequentemente mais a ver com questões de ordem psicológica do que técnica. Não gostaria de estar no seu lugar...
sábado, março 28, 2009
Para os meus amigos lagartos; provando que não estão sózinhos no mundo e já houve erros bem mais graves sem tanta histeria à mistura (5)
Euro 2008. Holanda, 3-Itália, 0. 1º golo da Holanda da autoria de Ruud van Nistelrooij. O golo foi bastante controverso, depois da UEFA declarar que o jogador italiano, fora das quatro linhas após choque com Buffon, estaria a colocar van Nistelrooij em jogo. Ficou a controvérsia, para além de uma excelente exibição da Holanda que, contudo, não a levou muito longe.
Subscrever:
Mensagens (Atom)


