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terça-feira, abril 29, 2014

A UEFA e Enzo Perez: os pontos nos ii

Desde que o sorteio ditou umas meia-finais SLB - Juventus, na Liga Europa, se sabia, dada a personalidade de Michel Platini e as suas ligações à equipa italiana, iríamos ter nos dois jogos árbitros "habilidosos", um pouco ao mau estilo in dubio pro "Juve". Não estou com isto a afirmar que nos arriscávamos a ter arbitragens "encomendadas", mas apenas que a vontade de "agradar ao chefe" poderia ser demasiado forte no momento das decisões. E o SLB sabia isso muito bem, pelo que devia ter tomado todas as precauções e alertado os seus jogadores em conformidade, evitando tanto quanto possível situações em que se pusesse "a jeito". De qualquer modo, se na dúvida Cüneit Çakir decidiu sempre a favor da Juventus, inclusivamente num lance para grande penalidade embora se possa dizer que Enzo Perez também "se fez" ao contacto, o que poderá ter induzido o árbitro em erro, ele e a sua equipa não terão, para bem do meu clube, visto a "altercação" entre Enzo e Chiellini, o que, a ter acontecido, poderia ter deixado desde logo o SLB a jogar em inferioridade numérica e sem poder contar com o jogador por, no mínimo, mais um jogo.

Tendo dito isto, devo também dizer que me restam poucas dúvidas sobre de onde terá partido a ideia da Juventus apresentar agora queixa do lance, e ainda menos dúvidas sobre qual será a decisão do Comité de Disciplina da UEFA, para quem o "fair play" é muitas vezes apenas quando e para quem convém. Mas também devo dizer, em abono da verdade e face àquilo que seria de esperar desde o sorteio, mas também em função do acontecido no tal lance da 1ª mão,  que o meu clube se deve queixar, em primeiro lugar e fundamentalmente, de si próprio, isto é, de se ter "posto a jeito" na tal acção do jogador argentino, acabando na altura por ter a sorte do seu lado. Espero, com pouca esperança, por um "milagre" que possibilite Enzo Perez possa jogar, mas, qualquer que seja a decisão e em função do que acima escrevo, ficam desde já a saber não poderão contar comigo para engrossar o coro dos Calimeros. Com Enzo ou sem Enzo, resta-nos pois uma única acção consequente: eliminar a Juventus e estar assim na final.

segunda-feira, agosto 12, 2013

Futebol: "media", mercado e regulamentação

É óbvio que o Sport Lisboa e Benfica - SAD deve explicações aos seus accionistas (e não aos "media") sobre toda a sua actividade e negócios realizados, mais ainda quando eles envolvem procedimentos menos imediatamente perceptíveis ou até aparentemente - ou mesmo eventualmente - , prejudiciais à boa gestão da SAD, como acontece com algumas compras e vendas de passes de jogadores. Espero o faça e rapidamente. Mas atenção:

  1. No caso de algumas transacções de passes de jogadores, como  são os casos mais conhecidos de Roberto, Pizzi e Fariña, todos sabemos que estamos perante negócios destinados a camuflar compensações, financiamentos e outras operações do mesmo tipo com empresários e agentes dos jogadores, de cujos bons ofícios clubes como o SLB e o FCP largamente dependem para o sucesso dos seus modelos de negócio. É "rabo escondido com todo o resto do gato de fora" e só não se entende como alguns "media", tão céleres a produzir e emitir documentários sobre o sucesso de alguns desses mesmos agentes, são muito mais comedidos ou mesmo omissos quando se trata de os interrogar e confrontar com alguns desses negócios.
  2. Também custa a entender como os "media", igualmente rápidos a apontar o dedo acusador aos clubes (e até admito algumas vezes com razão para tal), não confrontam FIFA e UEFA sobre a implementação do "fair play financeiro", sobre um mercado opaco, pouco ou nada regulamentado, com compras e vendas de jogadores com as competições a decorrer, empréstimos de jogadores a clubes que disputam as mesmas competições e assim sucessivamente. Enfim, sobre um espectáculo e uma indústria que funcionam ao sabor do "salve-se quem puder".
  3. Também custa a perceber qual o papel da CMVM no mercado do futebol, mais parecendo uma autêntica entidade espectadora que se contenta com meia dúzia de "patranhas" explicativas, mal alinhavadas, enviadas pelas SAD dos principais clubes. Já algum "media" (e estou a falar, por exemplo, dos especializados em assuntos de natureza económica e financeira) confrontou os responsáveis da CMVM sobre o assunto e exigiu explicações condizentes com a importância do problema? É que talvez não fosse má ideia, mas acontece que o que vende, numa cena mediática cada vez mais tablóide a que se junta  uma enorme incompetência, são as contratações e as dispensas, os escândalos e suspeições sobre os clubes. 

terça-feira, agosto 06, 2013

A FIFA, a UEFA e a "bagunça" do mercado.

Ou a FIFA e a UEFA acabam com este forrobodó e regulamentam a sério o mercado das transferências, com uma supervisão eficaz e penalizações pesadas para os prevaricadores, a UEFA faz efectivamente funcionar o "fair play" financeiro ou algo do mesmo género e com objectivos idênticos, impõe uma data comum para o início dos vários campeonatos e impede transferências com estes e as provas europeias já a decorrerem ou o futebol arrisca-se a perder qualquer espécie de credibilidade e acabará por se transformar numa indústria e num desporto moribundos. Nenhuma indústria ou actividade económica próspera, muito menos quando estas se conjugam com o espectáculo desportivo, consegue sobreviver muito tempo à actual "bagunça". Digo eu, que gosto de dizer coisas.

terça-feira, julho 30, 2013

O negócio Roberto "contado às crianças e explicado ao povo"

Está agora bem à vista (se é que não esteve sempre) o modo como o SLB resolveu o "caso" do guarda-redes Roberto. Na realidade, ao afirmar que recuperou os direitos do jogador por incumprimento do contrato por parte do tal fundo BI Plan, o SLB deixa bem à vista que a venda do passe de Roberto Jimenez no ano passado não passou de um negócio fictício, para limpar a imagem do clube perante sócios, adeptos e "media", cujo "acerto/compensação" se terá realizado agora com a compra do passe do jogador Pizzi (imediatamente emprestado) e talvez também no ano passado com a transferência de Eduardo Salvio. Nome incontornável neste tipo de negócios, nos quais, aliás, o futebol e o desporto estão longe de deter o exclusivo, o do empresário Jorge Mendes, que até já teve direito a vídeo de promoção na SIC. .

No fundo, o que todo este imbróglio vem demonstrar é o enorme poder adquirido pelos empresários num mercado completamente desregulado e perante, por um lado, o "dinheiro novo" abundante que circula no futebol, ávido de promoção mas com enorme "déficit" de conhecimentos técnicos sobre o jogo e sobre esse mesmo mercado, e, por outro, a existência de muitos clubes em situação financeira frágil, como o são o SLB e o FCP, que para se manterem numa certa "alta roda" enveredaram por um "modelo de negócio" que acaba por ser bem sucedido, no curto-prazo, mas os deixa demasiado dependentes das "compras e vendas" e, portanto, completamente expostos aos "agentes FIFA" e a este tipo de negócios. Regulamentação, precisa-se.

domingo, fevereiro 03, 2013

2 notas 2 sobre o SLB-VFC

  1. André Gomes tem aquilo a que se costuma chamar na gíria futebolística "bons pés". Sabe pisar, tem visão de jogo e bom passe à distância. Mas faz demasiadas asneiras (perdas de bola, "cartões") e joga a um ritmo e com uma intensidade e agressividade competitivas notoriamente inferiores aos dos seus colegas, o que é fatal no futebol de alto nível e no modelo de jogo do SLB de Jorge Jesus. As asneiras podem-se ir corrigindo; o resto tenho muitas e sérias dúvidas. Se me fiz entender...
  2. Esta equipa do Vitória Futebol Clube é patética de má. Se bem me lembro, fez o primeiro remate à baliza aos 87 ou 88' perante a pior exibição da época do SLB. Não sei como joga numa I Divisão. A crise está a cavar ainda mais o fosso entre os participantes na Champions League e os outros, principalmente os clubes que dependem do financiamento e apoio autárquico ou regional, que são quase todos. Rio Ave FC e GD Estoril Praia encontraram outros meios de sobrevivência. Ou a UEFA reformula o quadro competitivo europeu, permitindo a fusão de Ligas ou a criando uma Liga Europeia, ou o Liga portuguesa se transformará num longo e imenso bocejo, com as consequências previsíveis nas respectivas receitas, mesmo de SLB e FCP.

domingo, janeiro 06, 2013

Trocas de jogadores e "direitos económicos"

Quem me lê, sabe que sempre me manifestei contra o empréstimo de jogadores entre equipas que disputam a mesma competição: não faz qualquer sentido e adultera a verdade desportiva um jogador ter contrato com um determinado clube, que, além do mais,  lhe pode pagar, total ou parcialmente, o ordenado, e alinhar por um outro, por vezes mesmo contra o clube ao qual se encontra vinculado. Do mesmo modo e por razões semelhantes, sempre achei não deveria ser permitido aos clubes efectuarem contratações com as competições já a decorrerem, seja no início da época seja no chamado mercado de Janeiro. No limite, admito elas pudessem ocorrer apenas no mercado de Janeiro desde que entre equipas que não disputassem a mesma competição. Agora, e segundo tudo leva a crer, descobriu-se um novo "modelo de negócio": dois clubes disputando a mesma competição trocam jogadores partilhando uma percentagem elevada dos chamados "direitos económicos" dos mesmos. Tudo isto, claro, perante a complacência de FIFA, UEFA e LPFP e com a crítica desportiva exultando com a "invenção" e aplaudindo a troca de jogadores entre os "grandes". Para não lhes chamar incompetentes ou acusá-los de conivência com a falsificação da tal "verdade desportiva", que pelos vistos só é invocada quando se trata das novas tecnologias, direi que devem andar muito distraídos...   

sexta-feira, setembro 07, 2012

Jorge Jesus, Vítor Pereira e o mercado

Foi preciso o "raid" predador do Zenit para os clubes portugueses (ou melhor, os seus treinadores, o que faz alguma diferença) perceberem quão absurdo é manter o mercado aberto com as competições já a decorrer e os sorteios europeus efectuados, podendo os clubes mais ricos enfraquecer assim os seus futuros adversários. O problema é que esses mesmos treinadores se esquecem de mencionar o chamado "mercado de Janeiro", quando, passando de presas a predadores, não se coíbem de fazer o mesmo a nível interno. Ou ainda da questão dos empréstimos entre clubes que disputam a mesma competição, alterando completamente as regras da concorrência e a tão falada "verdade desportiva". Talvez agora o emergente dinheiro russo e árabe, entrando em conflito potencial ou efectivo com os interesses de alguns clubes poderosos e com pergaminhos aristocráticos, leve finalmente a UEFA a agir, regulamentando, a nível global, o mercado de empréstimos e transferências. É que não existe efectiva livre concorrência sem regras bem definidas, regulamentação adequada e quem zele efectivamente pelo seu cumprimento. E não é só no futebol... 

segunda-feira, setembro 03, 2012

3 notas que tentam ser sensatas sobre as transferências de hoje

Sobre a questão do mercado continuar aberto com os campeonatos em curso já está tudo dito. Mas três notas me sugerem os acontecimentos de hoje:
  1. Existirem datas diferentes para o fecho dos vários mercados torna o assunto das transferências ainda mais desigual e iníquo. SLB e FCP vêem-se perante o facto consumado da venda de dois dos seus principais activos - e no caso do SLB/Witsel sem hipótese de recusa - já sem possibilidade de recorrerem ao mercado para tentarem suprir a sua falta. Até há pouco tempo, o assunto passava despercebido, dada a pouca relevância dos mercados russo e turco. Tudo isso mudou de há meia-dúzia de anos a esta parte, e a UEFA terá que regulamentar rapidamente o assunto. É que, por si só, o "fair play" financeiro não será remédio para tudo...
  2. Os clubes vendem os lugares de época aos seus associados a determinado preço e estes compram-nos em função das suas expectativas sobre o comportamento das equipas nas competições que vão disputar. Alterar substancialmente o quadro de jogadores já depois de muitos lugares de época estarem vendidos, reduzindo unilateralmente o valor do produto oferecido, é, no mínimo, um logro, e, no máximo, prefigura uma situação de burla. Assim sendo, os associados de SLB e FCP com lugares de época deveriam exigir uma renegociação do preço dos lugares que adquiriram, ou a devolução do dinheiro despendido. Aliás, é isso que acontece em outros espectáculos quando ocorrem situações semelhantes.
  3. E agora o meu clube... O SLB conhecia desde há muito os jogadores transferíveis. Aliás, mesmo que de modo informal e sabendo precisava de realizar mais-valias para se financiar, o próprio clube os tinha colocado no mercado por via mediática: Cardozo Gaitán, Witsel e Javi. Investiu entre 20 e 25 milhões em Sálvio, Ola John e Lima (não está em causa o seu valor enquanto jogadores), lugares onde, mesmo que com características não exactamente iguais, existiam opções, e esqueceu o meio-campo. Apesar de tudo, ainda existia uma alternativa a Javi, embora personificada por um jogador um pouco diferente (Matic), mas este passou agora a ser a única opção disponível. E se Matic ainda parece constituir uma opção credível para o lugar de Javi Garcia, o mesmo não poderei dizer de Carlos Martins, que pela sua irregularidade, características e historial de lesões, não me parece constituir opção com suficiente qualidade para preencher o lugar deixado vago por Witsel. Estamos perante um enorme erro estratégico na gestão do plantel que o clube poderá vir a pagar bem caro. Veremos como Jorge Jesus irá minimizar o problema. Agora é que chegou mesmo a altura de "inventar".

terça-feira, agosto 28, 2012

1ª Liga: orçamentos e competitividade

O Vitória FC (Setúbal) tem o orçamento mais baixo da primeira liga (1.2M), 83.3 vezes inferior ao do FCP (100M) e 58.3 vezes inferior ao do SLB (70M). Agora digam-me se faz algum sentido o VFC competir na mesma prova de regularidade de FCP e SLB,  tipo de competição este onde o valor dos orçamentos acaba por ser decisivo.

Mais do que tempo de UEFA pensar seriamente na fusão de campeonatos ou na criação de uma liga europeia que ponha fim a esta situação aberrante.

quarta-feira, junho 20, 2012

A propósito do Ucrânia-Inglaterra: futebol e novas tecnologias

A propósito do "golo" de ontem no Ucrânia-Inglaterra, que afinal não valeu, e da utilização das novas tecnologias no futebol, deixo este meu "post" sobre o assunto escrito durante o último Mundial (28 de Junho de 2010). Não adiciono nem retiro uma vírgula.

segunda-feira, junho 04, 2012

As "reformas estruturais" da UEFA

Aqui vão quatro "reformas estruturais", muito simples e urgentes, que a UEFA deveria levar a cabo para assegurar a tal "verdade desportiva", que tem muito mais a ver com regulamentação do que com novas tecnologias.
  1. Iniciar na mesma data todos os campeonatos nacionais profissionais, com a possível excepção dos disputados em países com condições climatéricas extremas (Rússia, países nórdicos, etc).
  2. Fechar nesse mesmo dia o prazo para a transferência de jogadores entre e para essas mesmas equipas.
  3. Impedir as transferência no mercado de Janeiro entre clubes que disputem as mesmas competições e limitar o número de transferências autorizadas, neste mesmo período, entre qualquer deles e os restantes.
  4. Proibir os empréstimos de jogadores a equipas que disputem as mesmas competições.
  5. Limitar o número de jogadores que cada clube pode ter sob contrato e/ou aqueles que podem constar da respectiva "folha de salários".
Será assim tão complicado...?

domingo, maio 13, 2012

Proença e a final

Nomear um árbitro português (Proença ou qualquer outro) para uma final da Champions League que opõe Bayern Munique a uma equipa até bem há pouco dirigida por um português e onde jogam, se as minhas contas estão certas, quatro portugueses (Meireles, Bosingwa, Paulo Ferreira e Hilário), para além dos "aparentados" Ramires e David Luiz, que passaram há pouco tempo pelo SLB, não me parece lá muito avisado. Parece que a memória é curta, e a UEFA já não se lembra do Ajax-Real Madrid de Dezembro do ano passado apitado por Jorge Sousa. Ou então, como a final é em Munique, está a ver se equilibra um pouco as coisas... Bom, espero que se saiam ambos bem, Proença e a UEFA.

terça-feira, abril 24, 2012

"Pep Guardiola & Seus Jogadores Amestrados" estão "out"

  1. Confesso não entender como há gente que se diverte e gosta deste género de andebol jogado com os pés de "Pep Guardiola & Seus Jogadores Amestrados", em que uma equipa fica na "rabia", acantonada junto à sua área dos sete metros (desculpem, grande-área), enquanto a outra vai trocando a bola até um dos seus jogadores entrar na área e rematar à baliza sem oposição. Mas pronto, ele há gente para tudo.
  2. Mais uma vez assistimos à arbitragem do costume, mas, felizmente, nem isso valeu desta vez. Tenho esperança que um dia a UEFA chegue à conclusão que a sua escandalosa protecção ao Barça acabará por ter um efeito contrário ao pretendido, afastando os espectadores do circo (desculpem, do jogo). Se querem ganhar sempre, façam como os Harlem Globetrotters: organizem "tournées" para mostrar as habilidades e contratem um "sparring partner" para abrilhantar o "show".
  3. Peço desculpa, mas estava farto de aturar os meus amigos "lagartos" a dizerem que o "Glorioso" tinha sido eliminado pelo Chelsea mais fraco dos últimos anos e blá, blá, blá. Ora tomem!

segunda-feira, outubro 03, 2011

O indecoroso espectáculo de ontem em Coimbra

Quem se deu ao trabalho de passar hoje os olhos nas crónicas dos jornais desportivos sobre o A. A. Coimbra - FCP de ontem, facilmente conclui, pela leitura das entrelinhas, do que se terá passado em Coimbra. Aliás, nem sequer era preciso ter dons de pitonisa para calcular antecipadamente que assim seria. Infelizmente, é este o estado do futebol português, e para o corrigir já não bastará impedir que jogadores com contrato com um clube sejam cedidos, por empréstimo, a clubes que actuam nas mesmas competições: seria também necessário impedir que clubes que são autênticas filiais e funcionam, de facto, como verdadeiras equipas "B" de outros actuassem nos mesmos campeonatos. Se, no caso dos empréstimos, a correcção desta situação aberrante dependerá apenas da vontade política de quem dirige a indústria, a nível nacional (LPFP e FPF) e internacional (FIFA e UEFA), no caso das equipas "B" encapotadas, e infelizmente, tal já me parece bem mais difícil de provar e, consequentemente, de legislar em conformidade. Entretanto, resta-nos ir assistindo a estes indecorosos espectáculos.  

terça-feira, setembro 06, 2011

Clubes, selecções e calendário

Esta proposta da ECA (Associação Europeia de Clubes), para a redução de datas para os jogos das selecções, tem toda a razão de ser. De facto, não faz qualquer sentido que os melhores jogadores profissionais, pagos a peso de oiro pelos maiores clubes europeus, percam o seu tempo a disputar, pelas suas selecções nacionais, jogos de qualificação contra as Ilhas Faroe, Andorra, São Marino, Luxembugo, Lichtenstein e assim sucessivamente. Nem sequer me parece isso possa contribuir, na Europa, para a promoção do futebol, argumento que me parece ser aquele de que a UEFA se socorre. Para tal, muito mais contribuirá a transmissão dos jogos da CL, Premier League, Liga espanhola, etc. Parece-me, pois, ser tempo de, à semelhança do que acontece em outros desportos, existirem no futebol vários níveis de qualificação para os campeonatos europeu e mundial.

segunda-feira, setembro 05, 2011

As receitas da Champions League e da Liga Europa

Percebo, aceito e acho razoável que o clube que obteve maior receita na Champions League (Manchester United, 53M) tenha recebido um valor superior em mais de cinco vezes o do seu par da Liga Europa (Villareal, 9M): a Champions League é a competição de elite da UEFA, em termos de clubes, um exemplo de êxito e para assim continuar torna-se absolutamente necessário proporcionar aos principais clubes receitas que lhes permitam continuar a apresentar um futebol de alto nível competitivo.

Já me parece bem mais questionável que o Villareal, o primeiro do "ranking" de receitas da Liga Europa, tenha recebido menos que o Hapoel Tel-Haviv, o 30º do ranking de receitas da Champions League, e pouco mais dos que os dois últimos desse mesmo "ranking", FK Partizan (8.5M) e MSK Zilina (7.5M): parece-me ser absolutamente necessário aumentar a competitividade da Liga Europa e para tal torna-se imprescindível que os principais clubes que nela participam vejam as suas receitas crescer.

Ora aqui está um assunto para a UEFA repensar.

quinta-feira, agosto 04, 2011

Equipas com mais jogadores nacionais ou Liga Europeia?

Em vez de criticarem a falta de jogadores portugueses nas equipas nacionais, o que não terá quaisquer consequências e é uma posição ideologicamente reacionária (o tempo não volta para trás nem o mundo anda às arrecuas), os jornalistas e comentadores deveriam aproveitar a oportunidade para, partindo desta constatação, se interrogarem sobre se um sistema competitivo baseado fundamentalmente em ligas nacionais continua a fazer sentido. É, mais uma vez, a velha questão da Liga Europeia ou da fusão de ligas nacionais, pois claro.

segunda-feira, junho 27, 2011

A UEFA e o período de transferências

Acho já por aqui o disse uma ou outra vez, mas repito: com os campeonatos nacionais a começarem a meio de Agosto e as pré-eliminatórias e "playoff" das competições europeias a terem lugar em Julho, faz cada vez menos sentido que o período de abertura do mercado de transferências se alargue até ao final de Agosto, com plantéis a manterem-se indefinidos, preparação afectada, jogadores a começarem a época num clube e a mudarem logo depois de duas ou três jornadas e por aí fora. Este é um assunto a que a UEFA deveria atribuir um maior grau de prioridade.

segunda-feira, maio 02, 2011

Luís Freitas Lobo e o regulamento da Liga Europa

Luís Freitas Lobo é contrário a que os terceiros classificados da fase de grupos da Champions League acedam à Liga Europa, alegando isso adultera a competição. Bom, toda a gente tem direito ao seu disparate; até Freitas Lobo, cujas opiniões normalmente respeito.

Vejamos...
  • Tal disposição regulamentar aumenta a competitividade da CL, permitindo maiores investimentos a equipas de "segunda linha" (do tipo FCP, SLB, Shalke, OL, etc) cujo apuramento para os 1/8 de final possa ser duvidoso. Podem assim, embora a um nível mais modesto, continuar a amortizar esses mesmos investimentos, diminuindo o seu risco.
  • Por outro lado, a passagem de algumas dessas equipas para a Liga Europa permite atrair maior interesse e maiores assistências televisivas para esta competição (um género de II Divisão europeia), logo, mais e melhores patrocinadores. Permitirá, assim, gerar maiores receitas para distribuir pelos os clubes nela participantes.
Parece-me, pois, estarmos perante o negócio ideal - aquele em que todos ganham - por esse motivo não compreendendo a animosidade de Freitas Lobo. Enfim, todos temos direito às nossa embirrações de estimação e Freitas Lobo até é dos que merece alguma condescendência.  

quinta-feira, abril 28, 2011

Real Madrid - Barça: gosto é de futebol; para ver habilidades vou ao circo

Alguém convenceu a UEFA - vá lá saber-se porquê - de que aquele jogo da "rabia", do tipo praticado pelos Harlem Globetrotters e em que a equipa opositora, despromovida a "sparring partner", apenas lá está para abrilhantar o espectáculo, seria o ideal para promover o futebol no mundo. Por isso, quando o "sparring partner" se chateia e não parece estar lá muito na disposição de cumprir o seu papel, tal como acontece nos jogos-exibição dos basquetebolistas do bairro a norte da rua 125 arranja-se um árbitro que dê um jeito e faça cumprir o guião ao qual deveria ter obedecido o espectáculo. Foi assim contra o Chelsea de Guus Hiddink ( o maior escândalo a que assisti, ultrapassando mesmo os Guímaro de má memória!), e como na época passada qualquer coisa terá falhado, este ano preparou-se melhor a cena. Vítimas? Um tal Arsenal de Islington & Highbury, um cidadão holandês de nome Robbie Van Persie e, como se suficiente não fora, um clube do Paseo de La Castellana e os cidadãos portugueses José Mário Félix Mourinho e Képler Lima Ferreira.

O problema é que, tal como no caso dos Harlem Globetrotters, a coisa vive da novidade e depois começa a cansar: um dia destes já quase ninguém terá "pachorra" para o espectáculo, entediante de previsível, chato de monótono. Por mim, do que gosto é de futebol, "bola" mesmo, "à séria"; não gosto de animais amestrados e se quiser ver habilidades ou palhaçadas (com o maior respeito para com os "ditos", os verdadeiros) vou ao circo!