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sexta-feira, dezembro 04, 2015

Uma enorme vitória do SLB


Para além dos 400M em si mesmos e do facto do SLB se permitir assim, com um contrato a dez anos, ter garantias que lhe facilitam uma gestão criteriosa a longo prazo, passando a depender menos da capacidade de contrair dívida e das condições impostas por fundos de investimento e alguns agentes desportivos, o contrato com a NOS constitui ainda enorme vitória sobre a parceria Proença/Olivedesportos/FCP/SCP, provando a muitos dos chamados "clubes pequenos", apoiantes de Pedro Proença, quem de facto tem mais poder no futebol português. Vem ainda confirmar, se tal ainda fosse necessário, que não faz qualquer sentido SLB, FCP e SCP (pelo menos estes) continuarem a disputar uma Liga nacional, deste modo cada vez mais desequilibrada, que impede o seu crescimento e onde são autenticamente "parasitados" pelos restantes clubes.

domingo, março 08, 2015

Jorge Jesus, a LPFP e a altura da relva

Jorge Jesus acaba de pôr o dedo na ferida em relação a uma questão que tem quase sempre escapado à análise de jornalistas e comentadores: não é raro, quando as chamadas "equipas grandes" se deslocam aos estádios dos menos cotados, a relva estar demasiado crescida, dificultando a rapidez e fluência de jogo das equipas tecnicamente mais dotadas. Não vejo estas diferenças, pelo menos tão notórias e frequentes, nos jogos a que assisto das melhores ligas europeias, pelo que este é um assunto que deveria preocupar os orgãos dirigentes da LPFP. Seria muito difícil estabelecer parâmetros para a altura da relva, verificáveis através de vistoria efectuada pelos elementos da LPFP no dia anterior aos jogos?

domingo, fevereiro 15, 2015

Ainda o SCP - SLB e a resposta do meu clube

  1. O meu clube respondeu tarde e mal aos disparates radicais e populistas de Bruno Carvalho. Devia ter repudiado, logo na segunda-feira seguinte, através de comunicado oficial e não de quaisquer declarações de quem quer que fosse, a exibição da tal faixa no jogo de futsal e a partir daí ter ficado calado. Assim, entrou num jogo que nada o favorece e apenas vai tirar gente dos estádios. Acabou por ser o Clube de Futebol Os Belenenses, ontem no Restelo, a dar a resposta mais eficaz a Bruno Carvalho, retirando dois pontos ao SCP.
  2. Gostava quem de direito me dissesse (PSP?) quantos cidadãos estão impedidos de assistir a jogos de futebol e quantos já foram condenados - e com que penas - por desacatos nos estádios. Talvez fosse didáctico tal lista ser fornecida à FPF e LPFP e tornada pública em permanência, como medida de prevenção.
  3. Não seria também indispensável que a LPFP regulamentasse o conteúdo da informação que é transmitida nos estádios durante as competições por si organizadas, i.e., o modo, conteúdo e "timing" com que são anunciadas as constituições das equipas, substituições, cartões, descontos de tempo, etc? Não se evitariam assim cenas tristes como a do locutor de serviço no estádio José Alvalade nunca mencionar o nome do SLB mas sim "equipa visitante"? Nas competições da UEFA até a entrada das equipas em campo está regulamentada ao minuto.

domingo, março 30, 2014

Os nomes nas camisolas

Primeiro, como homenagem a Eusébio, foram os jogadores do meu "Glorioso" a usar o nome do "King" nas camisolas. Confesso, apesar de tocado pela homenagem (fui dos que estive no estádio no dia do enterro de Eusébio), na altura já achei um pouco estranho tal fosse autorizado pela LPFP, mas limitei-me a isso mesmo: a  franzir o sobrolho e achar estranho. Confesso que fui sensível ao politicamente correcto e fiz mal em sê-lo. Ontem foi o SCP a homenagear os seus sócios usando o mesmo método, e lá tivemos o Manel, o António e, como não vi o jogo, não sei se algum jogador era a Tânia Vanessa ou a Maria Albertina, que não me parece possa nem deva existir segregação de género entre os associados. Lá virá o tempo em que os jogadores do FCP serão todos Pinto da Costa ou, em alternativa, inscreverão nas suas camisolas os nomes das "pikenas" das casas de alterne que consta Reinaldo Teles gere com enorme proficiência. Só faltará, por exemplo, os jogadores do Rio Ave FC ou do SC Olhanense homenagearem as espécies piscícolas dos seus mares e entrarem em campo ostentando orgulhosamente nas camisolas os nomes de "chicharro", "chaputa" ou "charroco". 

Mais a sério... Tanto quanto sei, os nomes nas camisolas destinam-se a tornar mais fácil para o telespectador (que paga - e bem caro - para ver os jogos) a identificação dos intervenientes no espectáculo. Aliás, pensava mesmo tal seria obrigatório também em Portugal, já que na Premiership existem mesmo regras bem definidas para regulamentar tal coisa. Em nome do rigor e da seriedade, seria bom que a LPFP acabasse de vez, legislando, com este desprestigiante "regabofe" e punisse severamente quem o não respeitasse.  O prestígio de uma indústria que gere muitos milhões de euros por ano certamente agradeceria.

quarta-feira, fevereiro 05, 2014

Dos "batatais"

Até aos anos 70 do século XX, os clubes pequenos tentavam complicar a vida aos "grandes", nos jogos em casa, recorrendo a campos "pelados" e de reduzida dimensão. Não era propriamente o cúmulo do "fair-play", mas o regulamentos permitiam-no e quanto a isso nada a fazer. Hoje, passada essa pouco gloriosa época e com o mesmo fim, o mesmo tipo de clubes apresenta relvados impróprios para que neles se jogue qualquer coisa de parecido com futebol. Durante épocas seguidas, o caso do José Arcanjo, em Olhão, era paradigmático, e não se poderia dizer tal se devesse ao inclemente clima algarvio. No recente jogo do SCP em Arouca ainda se poderia dizer com alguma dose de boa vontade choveu copiosamente durante todo o encontro. O SCP lá ganhou e isso evitou surgissem mais queixas e maiores problemas. Em Barcelos, no passado fim de semana, foi o que se viu e o SLB só não ganhou devido ao estado do "batatal". Claro que não sei, mas desconfio do que se prepara hoje para Penafiel. Escusado dizer que isto só serve para prejudicar o espectáculo e desprestigiar a indústria, mas quem se importa?

terça-feira, agosto 27, 2013

Benfica TV e "sumaríssimos"

Ora vamos lá ver... O que está errado na questão de imagens televisivas dos jogos da Liga poderem servir de prova nos tais processos "sumaríssimos" não é o facto, novo, de agora existir um operador televisivo pertencente a um clube, o que, alegadamente e segundo alguns comentadores e jornalistas de ideias curtas, poderia tornar o processo desigual falseando a tal "verdade desportiva". O que está errado é, isso sim, imagens captadas por um qualquer operador privado - como o são a  SportTV ou quaisquer outros - sem obedecerem a "guidelines" rigorosos da LPFP, sem supervisão desta na sua captação e edição e também sem que todos os jogos sejam televisionados, muito menos em condições técnicas idênticas, possam servir de meios de prova. Que eu saiba, o árbitro é a única autoridade em campo e é a ele que compete julgar e fazer cumprir as leis do jogo. Se viu, sanciona; se não viu, tivesse visto.  

quarta-feira, junho 12, 2013

FCP e Futebol Clube Paços de Ferreira: uma história simples

Para garantir a conquista do título, o FCP precisava de ganhar o último jogo do campeonato, em Paços de Ferreira, contra o já garantido terceiro classificado da Liga. Nada de muito complicado, dadas as circunstâncias, mas nunca se sabe. O FCP ganhou o jogo e para isso beneficiou de um "penalty" inexistente (não contesto a falta e a expulsão) e de um segundo golo no qual o seu marcador sai de posição de "fora de jogo". Passado um par de semanas, ficamos a saber que o Paços de Ferreira disputará o seu jogo em "casa" relativo ao "play off" da Champions League no estádio do FCP e este contrata ao primeiro, não só o seu melhor jogador (Josué), como o respectivo treinador, a troco de uma indemnização. Independentemente das muito interessantes declarações de Mano Menezes sobre as suas negociações como FCP, uns dias mais tarde somos igualmente informados de que um treinador do "círculo" do FCP (Costinha), rompendo com a lógica de continuidade contida nos perfis de ex-treinadores do Futebol Clube Paços de Ferreira (Paulo Fonseca, Rui Vitória, Ulisses Morais, etc), e um seu adjunto inexperiente, também ele ex-jogador do clube das Antas (Maniche), irão orientar o clube da capital do móvel na próxima época. Claro que se seguirão os habituais empréstimos de jogadores, mas disso já tenho dito. 

Nada disto é aparentemente ilegal, embora talvez merecesse maior atenção dos "media", mas diz-nos pelo menos que se o SLB ou qualquer outro clube quiserem ser campeões nacionais não terão outra alternativa senão obter vantagem nos jogos contra o FCP. Porque em função do que acima se pode ler, esperar que este perca pontos nos jogos com terceiros já me parece bem mais complicado.  

quinta-feira, maio 09, 2013

Proença? Mas está tudo doido?

Ok, vou abrir uma excepção e vou falar de árbitros. Mais propriamente de um árbitro e da Comissão de Arbitragem. Nomear Pedro Proença para o FCP-SLB é uma decisão, não direi de risco, mas nas margens da loucura e que se pode vir a tornar catastrófica. Se errar contra o SLB, será "mais do mesmo" e não imagino o que possa vir a suceder; se o fizer contra o FCP será porque é benfiquista confesso e, face à história recente, resolveu entrar no "jogo das compensações". Pior: nestes três dias anteriores ao jogo vai ser já arvorado pelos "media"  em "vedeta do espectáculo".

Enfim... até pode ser o melhor árbitro português (na prática, é-o), mas David Moyes também não é melhor treinador do que José Mourinho e este não foi - e bem - o escolhido para treinar o United, pelo facto de perfis de clube e treinador não se "encaixarem". Proença seria mesmo talvez o único árbitro que nada recomendaria fosse nomeado, mas este país parece mesmo ter ensandecido. Desejo-lhe boa sorte e, como não sou hipócrita, na dúvida... (vocês sabem).  

sábado, março 16, 2013

A decisão da FPF sobre a Taça da Liga

Porque é que a decisão do Conselho de Justiça da FPF foi favorável à continuidade do FCP na Taça da Liga? O "sistema" e tudo aquilo com ele relacionado a que nos fomos, ou não, habituando? Penso que neste caso nem tanto. Bem mais o facto da Taça da Liga precisar desesperadamente de patrocinadores e uma final sem SLB (já eliminado) ou FCP, limitando enormemente as audiência televisivas, não ser grande cartão de visita para os vir a conseguir. E, claro, não conseguindo patrocinadores que a financiem e permitam assim recompensar devidamente os clubes, ela poder vir a tornar-se para estes ainda menos atractiva.

quarta-feira, fevereiro 13, 2013

A FPF e o rei Salomão

A FPF e a LPFP tentaram desesperadamente durante algumas semanas encontrar um bom pretexto e uma igualmente adequada oportunidade para manter o FCP na Taça da Liga sem que tal pudesse dar azo a grandes protestos e algazarra a condizer. Finalmente, com a arbitragem de Pedro Proença na Madeira, encontraram ambos: numa decisão tão salomónica como vergonhosa, trocaram a autêntica benesse agora concedida ao FCP por um castigo reduzido de apenas um jogo para Oscar Cardozo. Assim vai a justiça futebolística aqui na parvónia. Depois ainda querem ver gente nos estádios, não querem?

Já agora: de caminho desautorizaram completamente Pedro Proença. Como benfiquista, até posso achar andava a pedi-las - e há muito tempo. Mas como adepto do futebol e sendo de opinião que não se desenvolvem o espectáculo e a indústria sem clareza de processos, só posso lamentar. Espero para ver a reacção da APAF.

domingo, fevereiro 03, 2013

2 notas 2 sobre o SLB-VFC

  1. André Gomes tem aquilo a que se costuma chamar na gíria futebolística "bons pés". Sabe pisar, tem visão de jogo e bom passe à distância. Mas faz demasiadas asneiras (perdas de bola, "cartões") e joga a um ritmo e com uma intensidade e agressividade competitivas notoriamente inferiores aos dos seus colegas, o que é fatal no futebol de alto nível e no modelo de jogo do SLB de Jorge Jesus. As asneiras podem-se ir corrigindo; o resto tenho muitas e sérias dúvidas. Se me fiz entender...
  2. Esta equipa do Vitória Futebol Clube é patética de má. Se bem me lembro, fez o primeiro remate à baliza aos 87 ou 88' perante a pior exibição da época do SLB. Não sei como joga numa I Divisão. A crise está a cavar ainda mais o fosso entre os participantes na Champions League e os outros, principalmente os clubes que dependem do financiamento e apoio autárquico ou regional, que são quase todos. Rio Ave FC e GD Estoril Praia encontraram outros meios de sobrevivência. Ou a UEFA reformula o quadro competitivo europeu, permitindo a fusão de Ligas ou a criando uma Liga Europeia, ou o Liga portuguesa se transformará num longo e imenso bocejo, com as consequências previsíveis nas respectivas receitas, mesmo de SLB e FCP.

terça-feira, janeiro 15, 2013

O VFC - FCP, Meyong e a "verdade(?) desportiva"

O jogo Vitória Futebol Clube - FCP, correspondente à 12ª jornada da 1ª Liga, que deveria ter sido disputado no passado dia 14 de Dezembro de 2012, foi adiado devido ao mau tempo. Na altura, Meyong, melhor marcador do VFC e actualmente um dos dois melhores da Liga portuguesa, era jogador do clube setubalense. O jogo vai agora ser repetido no próximo dia 23 de Janeiro, já não actuando o jogador Meyong no VFC por entretanto ter sido transferido. Alguém me explica onde está a verdade desportiva ou tal coisa tem apenas a ver com as "novas tecnologias"?

domingo, janeiro 06, 2013

Trocas de jogadores e "direitos económicos"

Quem me lê, sabe que sempre me manifestei contra o empréstimo de jogadores entre equipas que disputam a mesma competição: não faz qualquer sentido e adultera a verdade desportiva um jogador ter contrato com um determinado clube, que, além do mais,  lhe pode pagar, total ou parcialmente, o ordenado, e alinhar por um outro, por vezes mesmo contra o clube ao qual se encontra vinculado. Do mesmo modo e por razões semelhantes, sempre achei não deveria ser permitido aos clubes efectuarem contratações com as competições já a decorrerem, seja no início da época seja no chamado mercado de Janeiro. No limite, admito elas pudessem ocorrer apenas no mercado de Janeiro desde que entre equipas que não disputassem a mesma competição. Agora, e segundo tudo leva a crer, descobriu-se um novo "modelo de negócio": dois clubes disputando a mesma competição trocam jogadores partilhando uma percentagem elevada dos chamados "direitos económicos" dos mesmos. Tudo isto, claro, perante a complacência de FIFA, UEFA e LPFP e com a crítica desportiva exultando com a "invenção" e aplaudindo a troca de jogadores entre os "grandes". Para não lhes chamar incompetentes ou acusá-los de conivência com a falsificação da tal "verdade desportiva", que pelos vistos só é invocada quando se trata das novas tecnologias, direi que devem andar muito distraídos...   

sexta-feira, dezembro 07, 2012

O SCP e o adiamento do "derby"

Ao pretender, sem qualquer base legal, adiar o seu jogo com o SLB para terça-feira, o SCP está a tentar criar à volta desse jogo um ambiente de conflito e crispação que - pensa -, e tratando-se de um jogo em "casa", lhe poderá trazer alguns benefícios. Tendo jogadores importantes a recuperar de lesões e apenas voltando a jogar no sábado seguinte, não vejo razões para o SLB não anuir a essa pretensão "leonina", desmontando assim o factor de diversão saloio, ao nível do que há de pior no futebol indígena, que a direcção do SCP, em dificuldades evidentes para justificar perante sócios e adeptos uma época desastrosa e uma situação financeira à beira do colapso, está a tentar criar. 

quinta-feira, dezembro 06, 2012

Duas notas sobre os jogos de ontem

O desequilíbrio da Liga portuguesa ficou ontem bem patente em duas áreas e dois jogos distintos:
  1. O SC Braga, que nos últimos anos foi a equipa que mais se conseguiu aproximar de SLB e FCP, não conseguiu mais dos que três pontos num grupo da Champions League que contava com "colossos" do futebol mundial como o Cluj e o Galatasaray.
  2. As oportunidades esbanjadas pelo SLB em Camp Nou não acontecem por acaso: numa Liga desequilibrada como a portuguesa, equipas como o SLB e o FCP podem normalmente dar-se ao luxo de esbanjar inúmeras oportunidades de golo por jogo sem que tal ponha em causa a sua vitória. O rigor, concentração, responsabilidade e decisão na hora de rematar à baliza adquirem-se, ou melhor, não se adquirem, aí. Já agora, e tal como eu tinha dito em tempo oportuno, o problema não foi a derrota em Moscovo, embora indiscutivelmente um mau resultado: um empate, resultado normal, teria deixado ontem tudo na mesma. O problema foi a vitória do Celtic contra o Barça, daí a justiça do seu apuramento.

segunda-feira, novembro 26, 2012

Tudo igual na frente do campeonato? Nem por isso...

Depois da vitória do FCP ontem em Braga num jogo em que teve tudo a seu favor (um "penalty" não assinalado e um golo de muita sorte confirmaram, com e sem ironia, as previsões de Jorge Jesus), só aparentemente tudo continua igual entre os dois primeiros: o FCP já jogou e venceu SCP e SCB, este último "fora", enquanto o SLB se limitou a empatar com o SCB em casa. Com saídas próximas a Alvalade e a S. Roque da Lameira, onde também não costuma ter muita "sorte", dificilmente o meu "Glorioso" conseguirá evitar que o FCP "vire" para a segunda volta isolado no primeiro lugar. Acresce que a mais do que provável participação na Liga Europa (só um milagre o evitará) também não ajuda: a competição tem mais uma eliminatória do que a Champions League e, teoricamente, o SLB poderá ir mais longe na LE do que o FCP na CL, o que agravará o desgaste. 

Digamos que o FCP pode ter começado ontem a ganhar o campeonato... Infelizmente.

Correcção às 16.05h: o SLB jogará o próximo jogo com o FCP em "casa" e não "fora", o que pode melhorar um pouco as perspectivas se não se repetirem os resultados da duas últimas épocas.

terça-feira, agosto 28, 2012

1ª Liga: orçamentos e competitividade

O Vitória FC (Setúbal) tem o orçamento mais baixo da primeira liga (1.2M), 83.3 vezes inferior ao do FCP (100M) e 58.3 vezes inferior ao do SLB (70M). Agora digam-me se faz algum sentido o VFC competir na mesma prova de regularidade de FCP e SLB,  tipo de competição este onde o valor dos orçamentos acaba por ser decisivo.

Mais do que tempo de UEFA pensar seriamente na fusão de campeonatos ou na criação de uma liga europeia que ponha fim a esta situação aberrante.

domingo, agosto 26, 2012

Estádios e relvados

Não vou ao Bonfim há cerca de vinte anos, e já nessa altura o estádio estava decrépito, em estado adiantado de degradação. Mas como espectador tenho sempre o direito de opção, e por isso mesmo resolvi não voltar. Acontece, no entanto, que os jogadores não podem escolher e têm mesmo que jogar naquele péssimo relvado, indigno de um clube da primeira liga. E nós, espectadores, se queremos ver o jogo com alguma comodidade temos de pagar um "balúrdio" à Sport TV, sendo que em troca deveríamos direito a ver um jogo disputado com todas as condições para ser um bom espectáculo. Aliás, já na jornada anterior já tive oportunidade de entrever um relvado - Olhão - em estado deplorável. E se isto acontece nas primeiras jornadas, ainda com sol, calor e um "defeso" onde teria sido possível tratar do assunto, pergunto-me o que acontecerá daqui a uns meses. Importa-se a LPFP de olhar para os relvados, vetar os impróprios e perguntar aos clubes da Premiership como cuidam deles? 

quinta-feira, julho 05, 2012

O fim do empréstimo de jogadores e alguns "escribas" de serviço

A proibição de empréstimos de jogadores entre clubes que disputam a mesma competição, decretada pela LPFP e desde sempre defendida neste "blog", é uma medida essencial para a garantia da chamada "verdade desportiva", e se quisermos importar linguagem do campo dos negócios, decisão regulatória fundamental para o normal funcionamento do mercado. 
  1. Em primeiro lugar porque garante uma saudável concorrência, em condições de maior igualdade financeira, já que deixam de existir clubes que, por via desses empréstimos, são autenticamente subsidiados por outros que actuam na mesma competição. E, mais uma vez, como não há almoços grátis...
  2. Depois, porque não faz qualquer sentido, é mesmo absurdo e presta-se a suspeição, um jogador actuar contra o clube com o qual tem contrato e lhe paga, total ou parcialmente, o ordenado.
  3. Por último, porque deixa de existir aquela "cena" habitual das falsas lesões para que um atleta não actue contra o clube com o qual tem contrato, criando condições de desigualdade com outros participantes na competição.
Claro que já vejo por aí escribas ao serviço daqueles a quem esta medida aparentemente prejudica, muitos sempre prontos a defenderem a verdade desportiva das "novas tecnologias", virem argumentar contra a medida em nome da luta contra o desemprego, das oportunidades para os jovens, etc, etc (sempre a mesma "cegarrega"...). A esses lembro o seguinte:
  1. O fim dos empréstimos é uma medida fundamental para assegurar a credibilidade da indústria e do negócio e, por via disso, do seu desenvolvimento e prosperidade, e tal deveria prevalecer sobre tudo o resto.
  2. A existência de equipas "B" serve exactamente para rodar esses jogadores mais jovens, numa Liga de Honra que se tem revelado bastante competitiva.
  3. Por último, o empréstimo de jogadores a clubes estrangeiros, como acontece já hoje com muitos clubes portugueses, permite que esses atletas conheçam e evoluam em realidades diferentes, provas muitas vezes mais competitivas, deixando, ao contrário do que acontecia há 20 ou 30 anos, de voltar para trás ao fim de quinze dias com saudades do bacalhau com batatas. E não me falem da impossibilidade de seguir de perto a evolução desses jogadores, pois muitos desses clubes de empréstimo têm portugueses, integrados nas respectivas equipas técnicas, com ligações aos clubes de origem, e a maioria destes clubes possuem já equipas de "scouting" estruturadas e presentes no terreno. 
Falta agora ir mais fundo e proibir as contratações, entre clubes que disputam a mesma competição no "mercado de Janeiro" ou com os campeonatos já a decorrer, bem como limitar o número de jogadores que cada clube pode incluir na sua folha salarial ou ter sob contrato.

domingo, julho 01, 2012

O orçamento do SCP

Já por aqui provei que, de um modo geral, numa competição de regularidade os orçamentos dos clubes acabam por ditar leis no que diz respeito à classificação final. Na época passada, os sete clubes com orçamento mais elevado corresponderam aos sete primeiros classificados da Liga e, de entre estes, apenas a troca entre SCP e SCP, mesmo assim assegurada "in-extremis", foi significativa e em grande parte explicada pela maior estabilidade da gestão minhota nos últimos anos. Sabendo que nessa última época o orçamento do FCP foi de 95M, o do SLB de 50M e o do SCP de 40M, e partindo do princípio os orçamentos de FCP e SLB não descerão mais de, digamos, uns 30% face à época anterior (parece-me uma estimativa razoável), espanta-me como os sócios de Alvalade aprovaram ontem, sem pestanejar, um orçamento de apenas 18M (- 55%) para a época de 2012/2013. Será que têm perfeita noção do que fizeram e das implicações que isso irá ter nas prestações desportivas da equipa? Dir-me-ão os meus amigos "lagartos" que a situação financeira do clube é conhecida e não permite alternativas. E eu lembraria a expressão certeira de há um par de anos de José Eduardo Bettencourt, quando disse que "o SCP gasta demais para ser apenas terceiro e de menos para ser campeão". Tudo isto está certíssimo, mas depois não me venham dizer que são candidatos ao título e por aí fora. Ou que sou eu, "lampião", que tenho má vontade e coisas semelhantes. Vale?