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domingo, fevereiro 15, 2015

Ainda o SCP - SLB e a resposta do meu clube

  1. O meu clube respondeu tarde e mal aos disparates radicais e populistas de Bruno Carvalho. Devia ter repudiado, logo na segunda-feira seguinte, através de comunicado oficial e não de quaisquer declarações de quem quer que fosse, a exibição da tal faixa no jogo de futsal e a partir daí ter ficado calado. Assim, entrou num jogo que nada o favorece e apenas vai tirar gente dos estádios. Acabou por ser o Clube de Futebol Os Belenenses, ontem no Restelo, a dar a resposta mais eficaz a Bruno Carvalho, retirando dois pontos ao SCP.
  2. Gostava quem de direito me dissesse (PSP?) quantos cidadãos estão impedidos de assistir a jogos de futebol e quantos já foram condenados - e com que penas - por desacatos nos estádios. Talvez fosse didáctico tal lista ser fornecida à FPF e LPFP e tornada pública em permanência, como medida de prevenção.
  3. Não seria também indispensável que a LPFP regulamentasse o conteúdo da informação que é transmitida nos estádios durante as competições por si organizadas, i.e., o modo, conteúdo e "timing" com que são anunciadas as constituições das equipas, substituições, cartões, descontos de tempo, etc? Não se evitariam assim cenas tristes como a do locutor de serviço no estádio José Alvalade nunca mencionar o nome do SLB mas sim "equipa visitante"? Nas competições da UEFA até a entrada das equipas em campo está regulamentada ao minuto.

sábado, outubro 04, 2014

A convocatória

A primeira convocatória de Fernando Santos, mais do que obedecer a critérios estritos de natureza técnico-táctica, tem na sua base uma estratégia bem definida, que ultrapassa os citados critérios: agradar um pouco a toda a gente, prolongando o clima de apaziguamento e anti-crispação já claramente presente na sua conferência de imprensa de apresentação. Estamos aqui perante uma espécie de amnistia presidencial, de proposta de "fresh start", que me parecendo, para já, estratégia adequada no sentido de construir uma imagem de Fernando Santos nos antípodas do seu antecessor, não me parece susceptível, no seu período de vigência, de ultrapassar o muito curto-prazo, sem que o critério acabe por se reflectir negativamente no comportamento desportivo da selecção portuguesa.

Desportivamente, oferece, contudo e para já, uma vantagem: as chamadas de Tiago, Danny e Adrien permitem dar ao meio-campo português um outro andamento e uma bem maior intensidade, algo que já não estava ao alcance de Veloso e Meireles (de Veloso nunca esteve) e que não me parece William Carvalho seja capaz de oferecer. Quanto ao futuro, no entanto, convém Fernando Santos perceba que a selecção portuguesa irá precisar de bem mais do que apenas um estado de espírito.  

quarta-feira, setembro 24, 2014

Fernando Santos

Estive a ver a conferência de imprensa de Fernando Santos, novo seleccionador nacional. E, embora estando de fora, não tendo vislumbrado razões suficientes para a demissão de Paulo Bento, há pelo menos uma coisa que vai mudar com Fernando Santos: deixámos de ter um seleccionador que transporta consigo um permanente ar crispado, uma enorme nuvem negra sobre a cabeça e uma atitude defensiva de quem parece ter tudo a temer do mundo.

Não sei de que modo o perfil comunicacional de Fernando Santos, mais coloquial e descontraído, pode influenciar as exibições e os resultados conseguidos pela selecção portuguesa, mas, não tendo quaisquer dúvidas de que, do ponto de vista curricular, se trata do "homem certo no lugar certo", acho que o ambiente de distensão criado pelo seu discurso é pelo menos muito bem vindo num país que bem disso precisa.

sexta-feira, setembro 12, 2014

Apenas uma nota sobre a demissão de Paulo Bento

Embora eu não me considere um entusiasta da selecção e do futebol de selecções, em termos gerais, quem acompanha o que vou escrevendo neste "blog" sabe o que penso sobre a selecção e também sobre Paulo Bento. Portanto, a única coisa que me limito a acrescentar na hora da demissão do seleccionador é que me parece tratar-se de uma cedência em toda a linha, e por parte de uma direcção da FPF demasiado fraca, à direcção do FCP, à facção mais radical da "rua" sportinguista e ao que resta na comunicação social dos defensores de Carlos Queiroz; aos seus porta-vozes e ao conjunto idiotas úteis que se limita a repetir, de modo acéfalo, a moda do momento e prepararam assim o caminho para o actual desenlace.
 
Posta de parte, ao que parece e pelas razões conhecidas, a hipótese Fernando Santos (um sucessor natural), só espero não se regrida aos tempos do seleccionador nomeado pela Olivedesportos e aos beijos na bandeira após cada golo.

quarta-feira, agosto 27, 2014

O que o presidente da FPF não disse

O que Fernando Gomes deveria ter dito e não disse - e  bem, porque, como presidente da FPF, não lhe compete enveredar, pelo menos publicamente, por esse tipo de afirmações e análises no campo técnico-táctico - é que com Cristiano Ronaldo em condições físicas muito deficientes, Pepe expulso e Coentrão lesionado ambos logo no primeiro jogo, com o erro estratégico de Paulo Bento em querer jogar com os futuros campeões do mundo "olhos nos olhos" (o Brasil "levou" sete) e a mediania (para ser simpático) da maioria dos restantes jogadores portugueses, muito dificilmente a selecção poderia ter feito melhor no último Mundial, fosse com este seleccionador (apesar do erro que lhe aponto), fosse com quem fosse ou a estagiar na Patagónia. O resto, incluindo os comentários e críticas que por aí oiço e leio, é conversa da treta. Dispensável, claro, por isso passemos adiante. É que para "silly season" já bastam (e sobram) as notícias sobre "contratações", "vendas", a novela Enzo Perez, Quaresma-suplente e o "penalty" de Nani.

segunda-feira, junho 23, 2014

Paulo Bento? Pensemos com o cérebro, sff.

Paulo Bento chegou à FPF pouco depois do início do apuramento para o Europeu de 2012, em situação muito difícil para uma selecção que tinha conseguido apenas um ponto em seis possíveis (empate em casa com Chipre e derrota na Noruega). Qualificou a equipa para a fase final e, depois, num grupo de extrema dificuldade, com Alemanha, Holanda e Dinamarca, todos eles ex-campeões europeus (e da era moderna, não dos tempos da "bola quadrada"), chegou aos quartos-de-final e meias-finais, sendo eliminado na marcação de "pontapés da marca de grande penalidade" pela campeã do Mundo, da Europa e futura bi-campeã, que golearia a Itália na final (4-0). Foi um excelente resultado obtido com o pior conjunto de jogadores dos últimos 25 anos. Terei de recuar aos "seabrinhas", do período pós-Saltillo, para encontrar pior plantel.

Depois viria a conseguir o apuramento para o actual Mundial, naquilo que podemos considerar "serviços mínimos", um "suficiente menos", mas mesmo assim um resultado que cumpria com os objectivos. Não vai agora a selecção portuguesa cumprir os tais "serviços mínimos" apurando-se para os 1/8 de final num grupo que até nem era dos mais complicados, mas o mesmo acontecerá com a Espanha, a Inglaterra (ambos apurados para o Mundial sem recurso ao "play-off") e os que, entre os europeus, mais adiante ainda veremos. E o mesmo aconteceu com a França, campeã do Mundo em título, em 2002 (um empate e duas derrotas com zero golos marcados). Aliás, convém aqui lembrar a tradicional dificuldade das selecções europeias nos Mundiais disputados fora do seu continente, onde apenas a Espanha ganhou numa competição quando os efeitos "jet lag" e climatérico não estavam presentes (África do Sul).

Responsabilidades de Paulo Bento? Sim, numa má abordagem ao jogo com a Alemanha, tentando jogar "de igual para igual", com "pressão alta" e a linhas demasiado subidas, quando a constituição da equipa e o adversário recomendariam o contrário. Sem essa má escolha talvez a derrota tivesse sido menor ou até o empate tivesse sido possível. Má escolha de jogadores? Mas alguém é capaz de afirmar, com honestidade e pensando com o cérebro e não com outras partes do corpo menos adequadas a tal função, que Adrien, Cédric e Quaresma (os habitualmente citados; não me lembro de mais ninguém) poderiam ter feito a diferença? Responsabilidade nas demasiadas lesões musculares e numa deficiente adaptação às condições climatéricas? Sou leigo na matéria, mas penso o mesmo acontecerá com 99.999% dos que por aí oiço com opinião definitiva sobre o assunto. Aguardo as equipas médica e técnica da selecção se pronunciem. 

Tendo isto em atenção, deve Paulo Bento continuar como seleccionador? Estando de fora, francamente, não vejo porque não nem onde a FPF poderá conseguir melhor opção: Del Bosque, com outras obrigações, e Roy Hodgson, podendo a FA contar com outros recursos financeiros, vão também eles continuar. Não sejamos "mais papistas do que o Papa" e preparemos racionalmente o futuro, deixando-nos de populismos e dos tradicionais "oito/oitocentismos" bacocos. Certo?

terça-feira, abril 16, 2013

Taças e televisões

A Taça da Liga é uma competição desenhada para as televisões: com o desequilíbrio existente entre as equipas portuguesas, o seu modelo de competição quase impõe os principais clubes estejam presentes nas meias-finais e final. Até há pouco tempo, a Taça de Portugal era exactamente o contrário: com um pouco de felicidade nos sorteios, era possível assistir a uma final sem a presença de nenhum dos "grandes" ou até mesmo com equipas de escalões inferiores. Como este modelo era incompatível com o interesse televisivo (em Portugal, só é "vendável" um jogo no qual um ou dois "grandes" estejam presentes), a FPF resolveu alterar o modelo e passar a fazer disputar as meias-finais em duas "mãos", facilitando a vida aos principais clubes. Percebo e aceito perfeitamente as razões da FPF, dos patrocinadores e a necessidade de assegurar as receitas geradas pelas transmissões televisivas, mas receio também tal acabe, no médio-longo prazo, por matar o interesse da competição durante grande parte do seu desenrolar. Ontem, o SLB - Paços de Ferreira, por exemplo, até para mim, benfiquista, foi um enorme bocejo (uma espécie de jogo-treino) e receio bem o mesmo aconteça com o VSC - CFB de amanhã. Não sei muito bem como e alterando o quê, mas algum equilíbrio entre competitividade e interesses comerciais parece-me essencial para a sobrevivência das "Taças" e a dificuldade em conseguir patrocinadores para os modelos actuais parece demonstrar isso mesmo. 

sábado, março 16, 2013

A decisão da FPF sobre a Taça da Liga

Porque é que a decisão do Conselho de Justiça da FPF foi favorável à continuidade do FCP na Taça da Liga? O "sistema" e tudo aquilo com ele relacionado a que nos fomos, ou não, habituando? Penso que neste caso nem tanto. Bem mais o facto da Taça da Liga precisar desesperadamente de patrocinadores e uma final sem SLB (já eliminado) ou FCP, limitando enormemente as audiência televisivas, não ser grande cartão de visita para os vir a conseguir. E, claro, não conseguindo patrocinadores que a financiem e permitam assim recompensar devidamente os clubes, ela poder vir a tornar-se para estes ainda menos atractiva.

domingo, fevereiro 17, 2013

"Ganhar na secretaria"

Vi, li e ouvi o regozijo de alguns jornalistas pelo facto do FCP "não ter perdido na secretaria o que ganhou em campo", afirmando tal até seria um bom princípio. Bom, sobre o que penso da decisão do Conselho de Disciplina da FPF deixei aqui a minha opinião, mas convém lembrar a esses jornalistas que as competições, tal como os Estados, as actividades profissionais, empresariais e por aí fora, regem-se por leis e regulamentos, naturalmente elaborados fora "das quatro linhas" (para utilizar a expressão corrente), e que caso tal não acontecesse estaríamos em pleno reino do livre arbítrio, da "bagunça", de um vale tudo que permitiria, por exemplo, um clube pudesse jogar com atletas não legalmente inscritos ou impedidos de dar o seu concurso à equipa por impedimento disciplinar (são só dois exemplos corriqueiros). Que talvez tal conviesse a alguns - os que mais facilmente conseguem impor as suas ideias e opções com recurso aos métodos "do costume" - e que estamos em época na qual a legalidade, mesmo a constitucional, parece ser vista como um empecilho, é coisa de que não tenho qualquer dúvida. Por isso mesmo, e pensando melhor e vendo bem as coisas, o Conselho de Disciplina da FPF parece ter-se limitado a agir de acordo com o "estado da arte". Quem sai aos seus...

quarta-feira, fevereiro 13, 2013

A FPF e o rei Salomão

A FPF e a LPFP tentaram desesperadamente durante algumas semanas encontrar um bom pretexto e uma igualmente adequada oportunidade para manter o FCP na Taça da Liga sem que tal pudesse dar azo a grandes protestos e algazarra a condizer. Finalmente, com a arbitragem de Pedro Proença na Madeira, encontraram ambos: numa decisão tão salomónica como vergonhosa, trocaram a autêntica benesse agora concedida ao FCP por um castigo reduzido de apenas um jogo para Oscar Cardozo. Assim vai a justiça futebolística aqui na parvónia. Depois ainda querem ver gente nos estádios, não querem?

Já agora: de caminho desautorizaram completamente Pedro Proença. Como benfiquista, até posso achar andava a pedi-las - e há muito tempo. Mas como adepto do futebol e sendo de opinião que não se desenvolvem o espectáculo e a indústria sem clareza de processos, só posso lamentar. Espero para ver a reacção da APAF.

segunda-feira, junho 18, 2012

Gilberto Madaíl, pois, uma questão de justiça


Em Portugal (e não só) existe o vício de avaliarmos as pessoas que exercem cargos públicos demasiado em função de empatias ou simpatias pessoais, e não, como deveria ser, colocando em primeiro lugar os resultados obtidos; em função dos objectivos alcançados e não por termos ou não com elas identificações de carácter, personalidade, imagem, etc. No futebol, terreno por excelência de emoções mas onde os interesses e o valor da imagem estão cada vez mais presentes, isso não escapa à regra e tem vindo mesmo a ocupar espaço cada vez mais importante. No momento em que a selecção portuguesa de futebol já ultrapassou as expectativas no EURO 2012, convém lembrar que Gilberto Madaíl, depois de ter deixado a FPF financeiramente saneada e com o melhor conjunto de resultados de sempre obtidos pela sua principal equipa representativa, ainda teve tempo e discernimento para contratar Paulo Bento, o principal obreiro da qualificação para a fase final da competição e do apuramento para os 1/4 de final. Madaíl nunca seria pessoa das minhas relações próximas, muito menos meu amigo. Mas tal não me impede o elogio e de dizer que é bom que se faça justiça e não se tenha a memória curta.  

quinta-feira, junho 07, 2012

FPF, selecção e patrocinadores

Confesso não entender - nem muito bem, nem muito mal - qual o problema por, em tempos, um patrocinador da selecção portuguesa de futebol ter sugerido um dos jogadores a incluir no lote final dos 23 fosse designado por votação popular. Os contratos entre FPF e patrocinadores são negociados previamente, no seu valor e contrapartidas, e, por conseguinte, qualquer patrocinador tonto até poderia exigir, no limite, um dos 23 fosse... a Soraia Chaves, competindo à FPF recusar tal disparate. Portanto, um patrocinador querer impor aquilo que acha mais favorável para rentabilizar o seu investimento deve ser encarado como absolutamente normal. Escandaloso seria a FPF não zelar pelos seus interesses e não ter recusado liminarmente qualquer proposta que os pudesse lesar. Como recusou - e muito bem - o tal disparate da votação popular, não chego a perceber onde está o problema. A não ser na cabeça dos jornalistas e comentadores da "bola", claro.   

segunda-feira, maio 21, 2012

A final da Taça e o Jamor

Ok, gosto das tradições. Costumo mesmo dizer que sou um tradicionalista não conservador, querendo com isto talvez dizer que a tradição só tem significado enquanto acrescente valor, mesmo que apenas simbólico (digamos que nunca é apenas simbólico...), a um qualquer acontecimento ou instituição. Por isso não concebo Wimbledon sem o branco do(a)s jogadore(a)s, a ausência de publicidade e os morangos com natas (a obrigatoriedade da "vénia" já desapareceu), a final da FA Cup sem Wembley e o hino "Abide With Me", o "Masters" de Augusta sem o "blazer" verde e a Fórmula Um sem o Grande Prémio de Mónaco. E, acho, a monarquia  britânica só pode continuar a fazer algum sentido mantendo a sua "pompa e circunstância", já que no dia em que se tornar tão burguesa como a de outros países europeus, então venha a república que terá outras vantagens.

Tudo isto a propósito da final da Taça no Jamor, claro, e a pergunta que deixo é a seguinte: continuará a fazer sentido manter a tradição disputando a final num estádio sem condições de segurança, maus acessos e fraca comodidade, má visibilidade para os espectadores (a pouca inclinação das bancadas, a pista de atletismo e aquele largo corredor de acesso tornam o jogo num espectáculo que se vê "lá ao longe"), só porque alguns espectadores aproveitam para um "picnic" com o velho garrafão substituído pelo moderno "bag in box"? Isto quando existem uma mão cheia de estádio modernos, sendo que num deles até se irá disputar em 2014 a final da mais importante competição europeia de clubes? O Jamor ainda acrescenta valor à prova? Por quanto tempo e até quando? Faz sentido remodelá-lo, com os custos inerentes, para manter essa tradição? (o "court" central de Wimbledon foi remodelado, por exemplo).  Durante muito tempo, antes da construção dos estádios para o Euro 2004, fui um defensor da manutenção da final da Taça de Portugal no Jamor na medida em que as alternativas não eram muito melhores. Mas antes que a FPF tenha de tomar uma decisão pressionada pelas circunstâncias (Inglaterra remodelou os seus estádios na sequência do desastre de Hillsborough), seria bom que gastasse algum do seu tempo a pensar um pouco sobre o assunto.

terça-feira, maio 15, 2012

O FCP e a satelização dos clubes da 1ª Liga

Enquanto o meu clube prepara a formação de uma equipa "B" para jogar na II Liga e até, numa operação de contornos pouco e mal explicados, já comprou(!) um campo de futebol especificamente para esse efeito, o FCP continua o seu processo de satelização das equipas da I Liga. Depois de SC Braga, AA Coimbra, SC Olhanense e não me lembro se algum mais, Rio Ave FC e Paços de Ferreira, por via de Fenando Couto e Nuno Espírito Santo, são os senhores que se seguem. Seguir-se-ão, também, os habituais empréstimos de jogadores, num sentido, ou a contratação de outros cuja razão ninguém entende, em sentido inverso, neste último caso apenas tendo como objectivo dar cobertura a uma autêntica injecção de dinheiro nos clubes satelizados. 

Significa isto que o FCP se prepara para competir, na próxima época, num campeonato onde cerca de 1/3 dos participantes poderão ser clubes por si controlados, provando-se assim que o tão falado "sistema" está cada vez mais longe de se restringir apenas ao controlo da arbitragem. Perante este quadro, já não espero qualquer reacção da LPFP, FPF ou até do Governo. Muito menos da UEFA. Mas, pelo menos, gostaria de ouvir o que têm a dizer sobre este estado de coisas Luís Filipe Vieira  e a direcção do meu "glorioso", que mais uma vez se prepara para investir alguns milhões para que, como se verifica, tudo fique na mesma.

terça-feira, março 13, 2012

Um bando de burgessos...

  1. Para quem ainda tinha dúvidas ou andava distraído, o tal "alargamento" vem lembrar que o futebol português é dirigido por um conjunto de autarcas de província, um bando de burgessos quase analfabetos a quem importa apenas o poder imediato, pouco se preocupando com a sustentabilidade das instituições que dirigem. É preciso é apresentar "obra feita" ou manter o clube na 1ª divisão a curto prazo, pouco importando se a rotunda tem alguma utilidade, que a autarquia fique na bancarrota ou o clube caia nos distritais para de lá mais não sair. O problema é que o povo local pouco ou nada aprende com os casos de Boavista, Salgueiros, Farense e "tutti quanti".
  2. Seria altura dos principais clubes portugueses, autenticamente parasitados por este tipo de gente e de clubes, tomarem uma atitude de força para acabarem com o recreio. De facto, que interessa a SLB, FCP, SCP e, até, VSC e SCB, perderem o seu tempo jogar contra Feirenses, Paços de Ferreira, UDL e quejandos, que nos jogos entre si mal conseguem arregimentar mil pessoas? O ideal, de facto, seria a UEFA autorizar a fusão de ligas nacionais, mas não sendo tal possível (nem a formação de uma liga autónoma), pelo menos para já, seria bom que os principais clubes portugueses conseguissem chegar a uma qualquer plataforma de entendimento que pusesse estes "fora da lei" na ordem. Espero que à FPF e ao Conselho Superior do Desporto sobrem alguma dose de bom senso e de decência. Mas a esperança é reduzida.

segunda-feira, outubro 03, 2011

O indecoroso espectáculo de ontem em Coimbra

Quem se deu ao trabalho de passar hoje os olhos nas crónicas dos jornais desportivos sobre o A. A. Coimbra - FCP de ontem, facilmente conclui, pela leitura das entrelinhas, do que se terá passado em Coimbra. Aliás, nem sequer era preciso ter dons de pitonisa para calcular antecipadamente que assim seria. Infelizmente, é este o estado do futebol português, e para o corrigir já não bastará impedir que jogadores com contrato com um clube sejam cedidos, por empréstimo, a clubes que actuam nas mesmas competições: seria também necessário impedir que clubes que são autênticas filiais e funcionam, de facto, como verdadeiras equipas "B" de outros actuassem nos mesmos campeonatos. Se, no caso dos empréstimos, a correcção desta situação aberrante dependerá apenas da vontade política de quem dirige a indústria, a nível nacional (LPFP e FPF) e internacional (FIFA e UEFA), no caso das equipas "B" encapotadas, e infelizmente, tal já me parece bem mais difícil de provar e, consequentemente, de legislar em conformidade. Entretanto, resta-nos ir assistindo a estes indecorosos espectáculos.  

quarta-feira, setembro 07, 2011

Soares Franco candidato à FPF

Filipe Soares Franco é candidato a presidente da Federação Portuguesa de Futebol com o apoio de FCP, SC Braga e Clube Desportivo Nacional. Gostava de saber o que os meus amigos "lagartos" têm a dizer sobre isto, candidatura que prova, se tal necessário fosse, a submissão estratégica das últimas direcções do seu clube aos interesses do FCP, que sempre por aqui fui aqui apontando.

sábado, setembro 03, 2011

Ricardo Carvalho e a desculpabilização

A tendência para a desculpabilização das atitudes mais graves, que violam os deveres mais elementares dos cidadãos para com o Estado, lei, entidades patronais, instituições que servem, cidadãos seus pares, etc, etc, é, simultâneamente, sintoma e causa de algum subdesenvolvimento que teima ainda em persistir na sociedade portuguesa. Espero, neste caso Ricardo Carvalho/FPF, não se assista a uma repetição do que acima descrevo e, independentemente do seu passado de profissional respeitável e respeitado, a grave atitude do jogador não deixe de ter as devidas consequências. Não sei se o país o exige; mas, de certeza, lucrará se tal acontecer. 

terça-feira, setembro 21, 2010

Um conselho a Paulo Bento

Que conselho posso dar a Paulo Bento? Muito simples: quando for aos estádios, nas suas missões de observação, não se sente na tribuna ao lado de presidentes e dirigentes de clubes, sejam eles quais forem. Na sua maioria, é gente pouco ou nada recomendável. Verá que os portugueses passarão a olhá-lo com maior respeito e você ganhará em autoridade perante todos, jogadores incluídos.

quinta-feira, setembro 16, 2010

Madaíl, Mourinho e Cavaco Silva...

A selecção não está melhor do que o país, mas Madaíl, em situação de crise extrema, demonstra que leva o seu papel de presidente da FPF bem mais a sério do que Cavaco Silva exerce o seu de Presidente da República. Pode ser que o exemplo frutifique e Cavaco se digne reunir com Passos e Sócrates. É que nem precisa ir a Madrid...