Mostrar mensagens com a etiqueta SCP. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta SCP. Mostrar todas as mensagens

quinta-feira, setembro 17, 2015

O SCP - Lokomotiv e o "mestre da táctica"

Jogar contra um Lokomotiv (que estando longe de ser uma grande equipa é pelo menos mediana e um pouco melhor do que 90% das equipas da Liga portuguesa) com uma dupla de centrais  pouco rodada e demasiado jovem, sem um "nº6" posicional, com uma defesa muito subida e com dois laterais abertos e sempre a pensarem em atacar é pouco menos do que suicídio. Mas foi isso mesmo que Jorge Jesus, alias, "o mestre da táctica", resolveu fazer. O resultado está à vista. Mas será que os sportinguista andaram seis anos distraídos e ainda não tinham percebido o que nós, benfiquistas, já sabíamos há alguns anos? Habituem-se.

sábado, agosto 29, 2015

Contra a demagogia: os jogos SCP-CSKA e as novas tecnologias

Vamos deixar-nos de demagogias e apelos populistas e falemos com rigor: em que é que a utilização das novas tecnologias iria contribuir para decisões de arbitragem diferentes nos jogos entre o SCP e o CSKA? Muito pouco ou nada. E porquê? No lance do primeiro golo da equipa russa, em Moscovo, a decisão da equipa de arbitragem, depois de visionado o lance, dificilmente seria diferente da validação do golo: até agora ainda não vi qualquer ex-árbitro pronunciar-se em sentido contrário à legalidade do lance. No lance do golo anulado a Slimani, nenhuma câmara consegue mostrar imagens concludentes e de um ângulo mais adequado do que o do árbitro auxiliar que assinala a saída da bola. Teria de facto saído? A não ser que se utilizasse uma tecnologia idêntica à da "linha de golo", demasiado cara para poder ser "popularizada" (quem pagaria a sua utilização em todos os estádios das pré-eliminatórias, "play off" e fase de grupos da Champions League) é à qual muito raramente seria necessário recorrer (o custo unitário seria pois elevadíssimo), dificilmente o tal recurso ao "video-árbitro" resolveria o que quer que fosse. Resta, claro, o lance do "penalty" não assinalado contra o CSKA no jogo de Alvalade. Mas nesse caso duas perguntas:
  1. A quem competiria a decisão do recurso ao "vídeo-árbitro"? Ao capitão do SCP? Ao árbitro principal, como no "rugby" em caso de um ensaio duvidoso? No caso da decisão de recurso pertencer aos capitães de equipa, quantas vezes o poderiam fazer durante o jogo? Em que condições? No caso de tal recurso pertencer ao árbitro principal, em que condições poderia a ele recorrer? (no "rugby" tal acontece apenas no caso de ensaio duvidoso).
  2. Nesse lance, a decisão de recurso competiria ao árbitro de baliza (que teria tido obrigação de analisar correctamente a jogada mesmosem recurso a ajudas tecnológicas - o lance é óbvio para quem está na sua posição) ou ao árbitro principal? E se para este não existissem dúvidas sobre a legalidade do lance?
Enfim, ficam algumas questões a que não me parece a demagogia e os apelos populistas possam dar resposta inequívoca. Como nunca dão.

quarta-feira, agosto 26, 2015

SCP: sofrerem 4 do CSKA? Pensem nisso.

Peço aos meus amigos "lagartos" que se deixem de "choradinhos" e atentem nisto: não tiveram sorte com os árbitros, principalmente naquele erro grosseiro da mão não assinalada em Alvalade, mas como pode uma equipa querer passar uma eliminatória sofrendo quatro golos (e mais um "penalty" que não foi convertido) de um CSKA que, basicamente, tem apenas uma jogada, mesmo que com uma ou outra variação? Um desses golos pode ter sido irregular? Pode, embora tenha sido uma tabela à queima-roupa num braço "colado" ao corpo, o que pode dar origem a algumas dúvidas. Mas a "balda" e confusão na jogada que lhe deu origem é responsabilidade de quem? Do árbitro não é com certeza...  Gastem lá uns minutos do vosso tempo a pensar nisto, conselho de "lampião".

sexta-feira, agosto 14, 2015

Luís Filipe Vieira: JJ ou "o pauzinho na engrenagem"

O SLB e Luís Filipe Vieira partiram para esta época escudados no facto de que um título de bi-campeão e dois anos em que, a nível nacional, apenas falharam uma Taça de Portugal lhes trariam a ausência de pressão necessária e concederiam a margem de manobra suficiente para desinvestirem um pouco na equipa, colocando o seu foco no reequilíbrio financeiro do clube, deste modo contratando menos e mais barato e compensando isso com o recurso à rentabilização do investimento realizado na formação. Em minha opinião, face à realidade do clube e nacional, esta era a estratégia correcta (no lugar de LFV teria feito o mesmo) e a contratação de um treinador que, pelo seu perfil, percurso e condições salariais, nela encaixasse fazia igualmente todo o sentido

O problema é que LFV, talvez confiante em demasia na capacidade de Jorge Mendes e, ingenuamente, menosprezando o "ego" e as ambições de Jorge Jesus, não conseguiu evitar que este fosse contratado pelo vizinho e velho rival da segunda circular, e esse foi o "pauzinho na engrenagem" que tudo mudou: do "se formos segundos classificados atrás do FCP (o SCP era visto, e bem, apenas como um "outsider") isso será tido como aceitável e não dará origem a grande contestação" (o que fazia todo o sentido, principalmente se acompanhado de uma boa carreira europeia, "calcanhar de Aquiles" de JJ), passou-se obrigatoriamente a "no mínimo, é necessário evitar a todo o custo ficarmos atrás do SCP , o que se traduz também no "se o SCP for segundo temos mesmo de ser campeões". É portanto esta inesperada e não controlada ida de Jorge Jesus para Alvalade, com o acréscimo de investimento subsequente por parte do SCP, que está a obrigar LFV, senão a uma mudança de estratégia (não é disso que se trata), pelo menos a uma sua correcção brusca e de última hora, obrigando a um maior e mais tardio investimento em contratações, a uma menor rentabilização imediata da formação e a algum agravamento da folha salarial do clube face ao previsto. Por último, será também esta correcção (prefiro chamar-lhe "acerto") de estratégia - com a qual, note-se, estou de acordo e me parece indispensável na conjuntura criada - que pode tornar a posteriori inadequada a contratação de Rui Vitória, Como num "puzzle", uma peça que encaixava perfeitamente numa determinada lógica pode agora, face a uma realidade global "reajustada", ter problemas com esse mesmo "encaixe". 

Digamos que para já, no curto-prazo e ao obrigar a este "acerto" de estratégia por parte do SLB, a contratação de Jorge Jesus por Bruno de Carvalho foi uma decisão acertada, um género de acção de comandos ou de um pequeno exército que desorientou o inimigo mais poderoso e o obrigou a um realinhamento indesejado. Se tal será suficiente para, no médio-longo prazo, colocar em causa o maior poderio institucional e financeiro de SLB e FCP, é coisa que veremos. Provavelmente, já a partir da próxima terça-feira.

terça-feira, julho 21, 2015

A estratégia autónoma do SLB

Um ponto que é preciso realçar e muito raramente é focado pelo mentecapto jornalismo desportivo português : dos chamados "três grandes" do futebol português, apenas o SLB não mudou ou fez alterações à sua estratégia e modelo de negócio directamente em função dos adversários. As alterações verificadas - alívio do serviço da dívida, menor recurso ao financiamento externo e diversificação deste, maior foco na formação e consequente mudança de treinador - devem-se, isso sim, a opções estruturais internas há muito definidas e tomadas em função dos investimentos realizados e da sustentabilidade do clube no médio/longo-prazo. Isto é exactamente o oposto da actual estratégia de curto-prazo (ganhar já) de FCP e SCP, definida em função do bi-campeonato e outros títulos conquistados nos últimos anos pelo SLB. Significa também que dos três clubes é o SLB o menos dependente dos resultados desportivos no imediato, o que não signifique abdique de ganhar.

Para que conste.

segunda-feira, junho 08, 2015

A "Nacht der langer Messen" de Bruno de Carvalho

Tenho por hábito pensar que mesmo em actividades onde as emoções assumem papel importante, como o são, por exemplo, os casos dos amores e do futebol, os homens reservam sempre um lugar de relativo destaque para a racionalidade. Por isso mesmo me interrogo sobre quais as razões que terão levado o Presidente do SCP, depois de ter contratado Jorge Jesus e com isso conseguir um trunfo capaz de unir e entusiasmar os sportinguistas, a assumir o despedimento litigioso de Marco Silva e, pior, invocar como uma das razões para "justa causa" aquela história inacreditável do "fato oficial do clube", elementos  estão na origem de críticas contundentes vindas de alguns sectores "leoninos". Estupidez? Burrice? Não me parece, a não ser que homens como Hitler, Stalin ou Pol Pot (podem acrescentar alguns outros a vosso jeito) fossem desprovidos da mais elementar inteligência, o que, pese embora a megalomania demonstrada a partir de dado momento, não era com certeza o caso. 

O que acontece é que como qualquer radical, Bruno de Carvalho tem um projecto para o clube que passa pela assumpção e exercício do poder por uma espécie de pequena vanguarda iluminada detentora da verdade e da razão, exercendo essa "vanguarda" o poder em nome das "massas populares" (a tal "devolução do clube ao povo"), e, tal como acontece nas ditaduras mais radicais, da esquerda à direita, aproveita uma situação que pensa lhe é favorável (e é, sem dúvida) para expurgar do clube, "purificando-o", os elementos que se lhe opõem, tentando no mínimo enfraquecê-los perante "as massas". No fundo, e salvaguardadas as devidas e longas distâncias, estamos perante uma espécie de "Nacht  der langer Messen" ("Noite das Facas Longas") ou dos célebres Processos de Moscovo de 1936, reinventados e adaptados às circunstâncias, quando Hitler e Stalin consolidaram os seus poderes e os seus projectos aproveitando ou forjando situações que lhes eram favoráveis. Continuando com as analogias, o SCP e Bruno de Carvalho assumem assim a sua "Revolução Cultural", pedindo às "massas" um género de "fogo sobre o quartel-general" dos notáveis "traidores sportinguistas". O que acontece neste caso, ao contrário do que disse um dia Cavaco Silva sobre os referendos ("sabe-se como começam mas não se sabe como acabam"), é que nos ensina a História como estes processos começam, mas também, infelizmente, como desde sempre têm acabado.

quarta-feira, junho 03, 2015

Jorge Jesus no SCP? Vou dormir descansado

Depois do bi-campeonato, Luís Filipe Vieira quer provar que os resultados conseguidos nos últimos anos dependem mais de si próprio, da reorganização que empreendeu no clube e do investimento realizado do que de Jorge Jesus. É uma jogada de elevadíssimo risco, mas se Vieira conseguir provar que está certo conseguirá um lugar na história do clube ao nível de um Cosme Damião ou de um Joaquim Ferreira Bogalho. Por mim, que considero os resultados alcançados se devem a uma combinação de factores onde o investimento realizado e a reorganização do clube assumem papel de destaque em conjunto com um modelo de jogo (o de Jorge Jesus) que funcionou bastante bem a nível interno mas reúne em si todas as condições para falhar no "grande futebol", não estou demasiado preocupado com estas mudanças, mas sim curioso para ver o que o futuro nos reserva. É que se o risco é grande para Vieira, para Jorge Jesus o gesto será quase suicidário, recolocando em cima da mesa a velha questão da dimensão do seu ego e da noção que possa ter das realidades.

Já agora: vou dormir descansado, coisa que não fiz na noite em que empatámos em casa com o GD Estoril-Praia. 

domingo, maio 31, 2015

SCP: "Garra", "sofrimento" ou, pura e simplesmente, melhor futebol?

Como o SCP conseguiu ganhar a Taça de Portugal "virando" um resultado negativo de 0-2 e jogando desde os 15' com apenas dez jogadores, vejo um pouco por todo o lado referências ao "sofrimento", `"garra" e "ambição" dos jogadores do SCP, bem como a outros argumentos do mesmo género. Pergunta: o SC Braga não teve "querer", "ambição", "garra" e por aí fora? Vamos ser claros: o SCP ganhou a Taça de Portugal - com inteiro mérito e merecimento - porque tem muito melhores jogadores do que o seu adversário (principalmente do 1/2 campo para a frente), e por isso foi melhor equipa e praticou o melhor futebol durante todo o encontro. Aliás, tal diferença de argumentos técnicos foi bem visível na marcação final das grandes penalidades. Ou será que Éder (não sabe "jogar à bola") e Pardo têm alguma coisa a ver com Slimani, Montero e Nani?

segunda-feira, março 02, 2015

O SCP no jogo de ontem: um enorme equívoco táctico.

O SCP, ontem no Porto, não foi bem uma equipa mas sim um equívoco táctico. Em primeiro lugar, jogar com um bloco tão subido contra jogadores rápidos como o são Tello, Brahimi ou Quaresma é mais ou menos como jogar à roleta russa com seis balas no tambor do revólver. Viu-se. Em segundo lugar, porque sendo o FCP muito eficaz na pressão alta e média-alta mas sendo também vulnerável quando o jogo chega à sua zona defensiva, o SCP teria de optar por uma de duas soluções para "levar o jogo para a frente": jogar directo, o que sem Slimani estava mais ou menos condenado ao fracasso, ou sair a jogar curto, em posse mas com segurança, sendo que para isso teria de ter alguém com capacidade para tal. Ora nem William (que em jogos como este revela bem as suas limitações nas saídas de bola) nem Adrián são jogadores para o fazerem com eficácia, o que levou a inúmeras perdas de bola do SCP em zonas proibidas. Ter-lhe-ia restado jogar num bloco baixo, contra o qual o FCP sempre tem revelado dificuldades, e esperar que a pressão do FCP se cansasse e assim o SCP conseguisse "descansar com bola" ou vislumbrar uma nesga de terreno para chegar à zona defensiva contrária. Mas Marco Silva foi no engodo de querer jogar de "igual para igual" e isso foi-lhe fatal. Aprenda que saber jogar "à Arrentela" não é vergonha nenhuma e às vezes até pode ser eficaz.

domingo, fevereiro 15, 2015

Ainda o SCP - SLB e a resposta do meu clube

  1. O meu clube respondeu tarde e mal aos disparates radicais e populistas de Bruno Carvalho. Devia ter repudiado, logo na segunda-feira seguinte, através de comunicado oficial e não de quaisquer declarações de quem quer que fosse, a exibição da tal faixa no jogo de futsal e a partir daí ter ficado calado. Assim, entrou num jogo que nada o favorece e apenas vai tirar gente dos estádios. Acabou por ser o Clube de Futebol Os Belenenses, ontem no Restelo, a dar a resposta mais eficaz a Bruno Carvalho, retirando dois pontos ao SCP.
  2. Gostava quem de direito me dissesse (PSP?) quantos cidadãos estão impedidos de assistir a jogos de futebol e quantos já foram condenados - e com que penas - por desacatos nos estádios. Talvez fosse didáctico tal lista ser fornecida à FPF e LPFP e tornada pública em permanência, como medida de prevenção.
  3. Não seria também indispensável que a LPFP regulamentasse o conteúdo da informação que é transmitida nos estádios durante as competições por si organizadas, i.e., o modo, conteúdo e "timing" com que são anunciadas as constituições das equipas, substituições, cartões, descontos de tempo, etc? Não se evitariam assim cenas tristes como a do locutor de serviço no estádio José Alvalade nunca mencionar o nome do SLB mas sim "equipa visitante"? Nas competições da UEFA até a entrada das equipas em campo está regulamentada ao minuto.

terça-feira, fevereiro 10, 2015

O radicalismo populista de Bruno Carvalho

O Sporting Clube de Portugal pôs fim a um tal "blackout" antes do jogo com o SLB com o intuito da sua direcção e equipa técnica não ficarem na conjuntura prejudicadas em termos de "share of voice" face ao seu rival. Caso tivessem ganho o jogo, e assim reentrassem na luta pelo título, tal quebra do "blackout" até daria muito jeito para mobilizarem as hostes leoninas para o que resta da época, o que é perfeitamente legítimo. Como não conseguiram a vitória, e, assim, dificilmente poderão aspirar ao título de campeão, aproveitaram alguns incidentes menores, recorrentes, infelizmente, em todos os jogos entre SCP e SLB (exceptuo dos incidentes menores o já distante caso do "very light" e o incêndio da bancada da Luz), para "cortarem relações institucionais" com o Sport Lisboa e Benfica, desviando assim as atenções do seu falhanço e tentando unir a massa adepta com o estafado recurso à "velha e relha" estratégia do inimigo externo Tudo isto é ridículo, e apenas vem demonstrar o estilo radical-populista que tem vindo a tornar-se dominante no clube de Alvalade desde que Bruno Carvalho assumiu a presidência.

segunda-feira, fevereiro 09, 2015

O chamado "derby" visto da bancada B Central, sector 31, fila 17, lugar 30.

Foi a estratégia de Jorge Jesus - muito defensiva, com um "duplo pivot" lado a lado e focando sobretudo defender o zero-zero -  a mais correcta para defrontar o SCP no jogo de ontem? Sem Júlio César e Gaitán, sem a equipa ter conseguido ainda absorver a ausência de Enzo Perez, com seis pontos de avanço sobre o FCP e sete sobre o seu adversário de ontem e com este no seu melhor momento de forma desta época e sempre com dificuldade quando defronta em sua casa equipas muito defensivas, parece-me que sim. E não fora aquele "excelente" passe de Samaris a "desmarcar" João Mário tudo teria corrido pelo melhor dos mundos.

Claro que deste modo, ao optar por jogar com dois "pontas de lança" em vez de mais um médio, para assim pressionar aquele quer era teoricamente o ponto mais vulnerável do SCP (os centrais), faltou a segunda parte do plano, pois com Salvio e Ola John "desaparecidos sem combate" (Jesus tem de rever todo o seu flanco esquerdo) não existiu quem "levasse o jogo para a frente", o que permitiu ao SCP adiantar as suas linhas na segunda-parte e levar o jogo mais vezes e com maior perigo para junto da área do SLB. Mas também faltou sempre ao nosso rival e adversário de ontem melhor definição no último passe, sua pecha habitual e que lhe tem valido alguns empates caseiros.

Duas notas finais, à margem:
  1. Continuo a achar que existe um erro de concepção nos acessos (entradas e saídas) do Estádio José Alvalade (é José Alvalade e não José de Alvalade), o que facilita o respectivo engarrafamento pelos espectadores. Já me tinha apercebido disto nos jogos da selecção e ontem, apesar de ter chegado cerca de uma hora antes do jogo, confirmei. Uma melhor e mais claramente visível sinalética talvez facilitasse a resolução do problema.
  2. É no mínimo deselegante que o locutor de serviço nunca refira o nome do Sport Lisboa e Benfica, limitando-se a dizer "equipa visitante". Que raio, acham-se assim "muito machos"?

terça-feira, janeiro 13, 2015

Porque é o SC de Braga a "besta negra" do SLB?

Porque é que o SCP tem relativa facilidade em ganhar ao SC de Braga (o golo no último lance é enganador, pois o SCP esteve sempre muito mais perto de ganhar) e para o SLB o SC de Braga é uma espécie de "besta negra"? Simples: porque, ao contrário do que acontece com o SCP, o meu clube não sabe "ter bola", controlar o jogo, joga demasiadas vezes no risco do "um para um" e assim expõe-se demasiado às perdas de bola e aos contra-ataques e transições muito rápidas mortíferas do SC de Braga. Se formos ver, muitas vezes o SLB é o primeiro a marcar e depois permite a recuperação do SCB (aconteceu as duas vezes este ano), ou pelo menos a diminuição da diferença, como foi o caso o ano passado em Braga, para a Liga, onde ganhou mas acabou com "o credo na boca". Já o problema do SCP é diferente, e isso viu-se no passado domingo: joga um futebol fluído, circula bem a bola, consegue ter o controlo do jogo durante largos períodos, mas, até porque, de um modo geral, tem piores jogadores do que o SLB, é muito pouco eficaz nos desequilíbrios junto da área contrária, no último passe e nas conclusões, onde tudo se decide. E se virmos as equipas juniores e "B" de SLB e SCP, estas são uma espécie de "copycats" dos seus "irmãos" mais velhos. Pois, ninguém é perfeito.

quarta-feira, outubro 22, 2014

O SCP e o árbitro

O SCP tem razões de queixa da arbitragem do seu jogo de ontem em Gelsenkirchen? Sim, claro que sim e só um louco poderia dizer o contrário: o "penalty" mal assinalado que restá na origem do quarto golo do Schalke é um erro demasiado grosseiro para um jogo da Champions League com cinco pares de olhos a verem. Mas em relação a isso o SCP nada pode fazer e por muito barulho que faça junto da UEFA (e não deve ficar calado) pouco irá mudar no futuro. Por isso mesmo o SCP pode e deve olhar em primeiro lugar para si próprio, para os erros cometidos, porque aí, sim, já pode mudar muita coisa: a entrada de Maurício no lance que lhe valeu o segundo cartão amarelo é mais do que apenas imprudente e revela um jogador sem categoria para actuar a este nível (sintomático que o jovem e pouco experiente Paulo Oliveira seja já o melhor central da equipa) e Rui Patrício deu mais um dos seus habituais "frangos" (este foi um "copycat" do que custou a eliminação do SCP na Luz, para a Taça de Portugal, na época passada), facto que vem acontecendo com demasiada frequência em alternância com algumas excelentes exibições, demonstrando uma irregularidade que os grandes guarda-redes não podem exibir. Sem estes dois erros estou em crer o resultado, mesmo com um erro grosseiro da equipa de arbitragem a "ajudar" o Schalke, teria sido muito diferente, e é nisso que o SCP deve concentrar as suas energias. Conselho de "lampião".

Nota: vejo as capas de "A Bola" e do "Record" e leio títulos com "roubo" e "roubados". Por muitas razões de queixa que uma qualquer equipa tenha de uma uma várias arbitragens, estes títulos são bem sintomáticos de quão baixo desceu a imprensa desportivo. Ou de quão baixo sempre esteve sem que, por distração ou outra coisa qualquer, déssemos por isso. Depois não se esqueçam de, hipocritamente, virem queixar-se de tempestades.

quinta-feira, agosto 14, 2014

SCP e Doyen Sports: zangam-se as comadres...

Este comunicado da Doyen Sports, parceiro do SCP na aquisição do passe do jogador Rojo, é bem revelador do papel actualmente desempenhado pelos "fundos" no mercado de transferências: para além do seu papel de intermediários, pelo qual são remunerados, actuam ainda como financiadores de curto prazo e de último recurso dos clubes. É isso que está escrito "preto no branco" quando a dado passo se pode ler "...em simultâneo realizámos outras operações com o Sporting entre as quais um empréstimo ocasional para o clube poder fazer face às dificuldades de tesouraria que tinha no momento." Claro está, como repetidamente tenho escrito, é a necessidade de efectuar o acerto destas contas que acaba por explicar as transações  de passes de jogadores de e para os clubes a preços pouco  ou nada credíveis, pecando por defeito ou por excesso, casos mais recentes de Garay e Mangala. Ou/e, muitas vezes, os "contrapesos" que os clubes são obrigados a contratar para que negócios mais vantajosos se efectuem. Que o jornalismo desportivo continue a passar ao lado desta realidade é bem sintomático de que ou são ignorantes ou não estão interessados em abordar o assunto. Provavelmente, um pouco das duas coisas.  

segunda-feira, junho 02, 2014

Futebol: e 2014/2015?

O que pode desde já dizer-se sobre previsões para a próxima época no que diz respeito aos chamados "três grandes"? Resolvida a questão dos treinadores - que, no caso de Marco Silva e Julen Lopetegui, e como diria Forest Gump, são "como as caixas de chocolates": só depois de abertas sabemos o que está lá dentro" -, e como este "blog" não entra em especulações sobre plantéis e outras que tais, apenas que parece ponto assente que SLB e FCP irão desinvestir e reduzir os seus orçamentos significativamente (calculo, no mínimo, 20 a 25%) e que é provável o SCP, apesar do acréscimo de receitas vindo da Champions League, não o venha a aumentar, pelo menos de modo significativo. Aliás, foram neste sentido as afirmações do seu presidente.

Que significa isto? Que se nada de muito anormal se passar entretanto e durante a época, SLB e FCP (orçamentos de cerca de 60/65M em 2014/2015?)  continuarão a ser os principais candidatos ao título e o SCP (~25M) um "outsider" a ter em conta - mas sempre um "outsider". Também que o apuramento para os 1/8 de final da Champions League pode começar a tornar-se um problema ainda maior para as equipas portuguesas.

E para já é tudo. 

quinta-feira, abril 03, 2014

Jorge Jesus e Bruno de Carvalho

Bruno de Carvalho, que parece não saber assumir sem soberba o actual e merecido segundo lugar do SCP no campeonato, andou por aí a "mandar uns palpites" sobre os méritos e deméritos da liderança do SLB na mesma prova. De Luís Filipe Vieira obteve apenas uma resposta "en passant", um mero "soundbite" sem consequências, já que a nível da Administração do clube mais não mereceria, mas acabou por arriscar-se a receber uma resposta à letra e a preceito e essa veio - e muito bem - do treinador Jorge Jesus, um mero funcionário do meu clube, já que mais e melhor Bruno de Carvalho não mereceria. Espero o presidente do SCP, um "leão" que parece ter dificuldades em entender a lei da selva, tenha aprendido a lição.  

segunda-feira, março 17, 2014

SCP - FCP (ou "The Times They Are A-Changing"?)

  1. Tive a oportunidade de ver dois jogos do FCP no espaço de quatro dias (Nápoles e SCP) e a impressão com que fico é que não existe ali uma ideia clara de jogo e tudo se resume (mais ou menos) "a bola para Ricardo Quaresma e ele que faça uns "números" e umas "cenas". Como este é uma espécie de Balotelli português, umas vezes lá  faz as tais "cenas" mas outras, a maioria delas, ausenta-se do jogo ou é inconsequente. Além disso, confiar a um só jogador, ainda para mais alguém como Quaresma que não é Messi ou Ronaldo e "monta negócio por conta própria", a função de resolver os problemas da equipa é meio caminho andado para o suicídio colectivo. Longe vão os tempos de Villas-Boas e do modelo de "posse" e grande qualidade de circulação de bola no meio-campo contrário, de "pressão alta com bola", como eu lhe costumava chamar. Cá por mim, como benfiquista, "agradeço a graça concedida".
  2. Em poucas semanas assisti a duas derrotas do FCP que me parecem sintomáticas de que o clube e Pinto da Costa perderam uma boa parte da influência em que assentou um dos pilares da sua hegemonia no do futebol português dos últimos anos: a arbitragem. Na primeira, contra o GD Estoril-Praia, através de um "penalty" indiscutível mas que há cinco ou dez anos me parece nunca teria sido marcado. Ontem, contra o SCP, com um golo obtido a partir de um claro "fora de jogo". A tradição já não é o que era ou "The Times They Are A-Changing "?

quinta-feira, fevereiro 13, 2014

Ainda o chamado "dérbi"

  1. Já uma vez aqui o disse: explicar a má prestação de uma equipa pela falta de "atitude" é quase sempre uma maneira expedita de declarar não se percebeu nada do que se passou em campo. Normalmente, essa alegada "ausência de atitude" é apenas sinal de que a equipa e os jogadores não se sentiram confortáveis nem souberam ou conseguiram interpretar um modelo e sistema de jogo pouco consentâneo com as suas características ou insuficientemente treinado. Não retiro uma vírgula a estas afirmações quando analiso a exibição do SCP da passada terça-feira. Habituado a jogar num modelo em que o meio-campo sabe circular a bola (embora a um ritmo não muito alto) com algum a-propósito e onde Adrien assume uma papel-chave nas transições e equilíbrios, onde compete aos extremos (Capel, Wilson Eduardo e Carrillo) o papel de aceleradores, a equipa perdeu-se quando, quase de um momento para o outro e apenas em função da ausência de um jogador (já lá vamos), o seu treinador os mandou jogar de uma forma antagónica, directo e sem a capacidade de aceleração dos habituais extremos. Falar agora de falta de atitude", como vejo e leio por aí, é mais uma vez alijar responsabilidades e não compreender o essencial.
  2. O modo como na má prestação do SCP se valoriza a ausência de um jogador (William Carvalho) que tem ainda muito a provar, nunca sequer jogou nas competições da UEFA (CL e EL), onde o ritmo e intensidade de jogo são outros, bem diferentes, e cuja experiência a alto nível sénior se limita a uns escassos minutos durante um jogo da selecção nacional, demonstra bem as insuficiência do plantel do SCP face aos seus dois concorrentes directos. Como termo de comparação, o FCP perdeu James e Moutinho no início da época e, no SLB, Sálvio não chegou a cumprir três jogos esta época e Matic foi transferido há um par de semanas. Tal não foi suficiente para que nos jogos realizados contra estas equipas (Campeonato, Taça e Taça da Liga) o SCP apenas tivesse conseguido dois pontos em quinze possíveis e obtido um "score" negativo de cinco golos marcados contra dez sofridos. Sobre diferenças, estamos conversados?  

terça-feira, fevereiro 11, 2014

SLB - SCP

Pois, desta vez foi Leonardo Jardim que inventou e o resultado viu-se: Slimani foi "metido no bolso" por Luisão; Montero andou perdido; Adrien viu o jogo a passar-lhe por cima e, assim, não conseguiu ter a influência habitual no meio-campo; e a equipa "leonina" não teve os extremos do costume, únicos elementos capazes de acelerar o jogo de um SCP de ritmo e intensidade normalmente medianos. Como desta vez Jorge Jesus não se armou em Professor Pardal, a diferença abissal de ritmo, intensidade e categoria entre os jogadores de uma e outra equipa fez o resto. Por vezes, o futebol é mesmo assim: simples. Podia ter sido um resultado histórico, mas chegou.