Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
sexta-feira, novembro 30, 2007
quinta-feira, novembro 29, 2007
História(s) da Música Popular (67)
Bom, mas sobre os Animals falaremos depois com mais pormenor, quando falarmos da British Invasion, pois o grupo bem merece alguns posts e parágrafos bem extensos. Sobre “We’ve Gotta Get Out of This Place” podemos dizer que ele é um dos melhores exemplos das preocupações sociais presentes em muitos temas de Mann e Weil. Embora isso hoje pareça difícil de entender, foi inicialmente composto para os Righteous Brothers, mas acabou por ir parar ás mãos de Mickie Most, produtor do grupo de Newcastle, segundo consta com ligeiras alterações na letra original. Claro que foi rapidamente adoptada pelo exército americano no Vietnam... ou não fosse o refrão inteiramente apropriado.
Bom, mas musicalmente, para além da voz de Burdon – embora eu seja um admirador de Alan Price, o fundador e mentor do grupo que em Maio de 1965 o abandonou para formar o Alan Price Set e, mais tarde, interpretar um célebre (?) dueto (“Rosetta”) com Georgie Fame – é de salientar o papel do baixo de Chas Chandler na introdução. Ficamos por aqui e, pela 1ª vez, resolvemos incluir a “letra” para melhor ilustrar aquilo que aqui se disse sobre as suas preocupações sociais.
Watch my daddy in bed and dying
He's been working so hard
(Chorus)We've gotta get out of this placeif it's the last thing we ever do
Now my girl you're so young and pretty
Watch my daddy in bed and dying
He's been working so hardI've been working too baby,
(Chorus)
Somewhere baby
(Chorus)
Believe me baby
quarta-feira, novembro 28, 2007
Quatro "posts" de actualidade - 4. Novos investimentos na Autoeuropa
Quatro "posts" de actualidade - 3. A entrevista de Ana Lourenço a Miguel Sousa Tavares
Quatro "posts" de actualidade - 2. O novo aeroporto e a ACP
Quatro "posts" de actualidade - 1. A deputada Luísa Mesquita
terça-feira, novembro 27, 2007
O IGAI e o OSCOT - ou Clemente Lima vs Garcia Leandro
As afirmações do general Garcia Leandro, presidente do Observatório de Segurança, Criminalidade Organizada e Terrorismo, sobre a entrevista concedida ao “Expresso” pelo Inspector Geral da Administração Interna (uff!, denominações complicadas!), por alguma razão pondo em confronto um militar responsável pela segurança “pura e dura” e um civil, juiz, vêm mais uma vez pôr em evidência duas concepções diferentes, mesmo antagónicas e até inconciliáveis de país, de estado e de nação. Poderia dar-se o caso de reflectirem nada mais do que as funções conjunturais de cada um, mas são muito mais do que isso. De um lado, o de Clemente Lima (IGAI), vemos a ansiedade por um país mais europeu, uma sociedade mais aberta, mais plural e tolerante, mais cosmopolita, com níveis de educação em progresso, mais responsável e confiante na capacidade de iniciativa dos seus cidadãos, tanto a nível social como económico. Um país mais culto e confiante, que não hesita em olhar os seus problemas de frente, discuti-los com abertura e resolvê-los, porque os cidadão se querem menos dependentes da “segurança” do estado e das suas instituições. Que tenta ver ao longe. No outro, no de Garcia Leandro, revemos um pouco do Portugal do passado, autoritário q.b., provinciano e fechado sobre si próprio, pouco confiante na capacidade e espírito de iniciativa dos seus. Uma sociedade que gosta de ser ver tutelada e militarizada, de súbditos, de cultura retrógrada, governada pelas corporações para quem tudo está sempre bem excepto os meios sempre insuficientes que lhe são concedidos para que se calem e tudo fique na mesma.
No fundo, nada disto constitui novidade de maior e, mesmo que sobredeterminado por conflitos conjunturais, é algo que nos tem acompanhado durante, pelo menos, os últimos 200 anos. Também algo sobre o qual partidos e governo não deveriam ficar mudos e indiferentes. Ou apenas aproveitar a situação para chicana de oportunidade. É que é a isto que chamam política, sabiam?
segunda-feira, novembro 26, 2007
Cinema e Rock & Roll (14)
Pois aqui ficam então dois exemplos: Celentano interpretando “Ready Teddy”, de Blackwell – Marascalco, no filme de... adivinhem lá, Frederico Fellini “La Dolce Vita” e Little Tony no filme de um tal Domenico Paolella chamado "I Teddy Boy Della Canzone" ambos de 1960. O ano de produção deve ser mesmo a única coincidência...


