Mas como nestas situações surge sempre uma ideia salvadora, um desses velhos sargentos para quem a tropa é o mundo e o mundo se reduz à tropa, rapidamente sugeriu mandasse fazer um carimbo, que ele, sargento, se encarregaria de o guardar no cofre da secretaria fora das “vistas e alcance do inimigo”, isto é, ao abrigo de qualquer uso indevido por militar mais “trafulha”. Mais ainda, além do carimbo exigir um esforço menor do que uma assinatura, com posto e tudo – fulano de tal, alferes miliciano de infantaria dá uma trabalheira dos diabos – o “sargento da guarda” ou o “sargento de dia” sempre me poderiam dar uma ajuda - perante a minha supervisão, claro. Depois disso, lá voltaria o abençoado carimbo para o cofre, até que de novo as ditas dispensas o chamassem à sua nobre função.
Pois lembrei-me desta história de caserna a propósito de Telmo Correia e dos seus trezentos e tal despachos, que bem o devem ter deixado exausto! Um carimbo, meu caro Telmo, um carimbo! Sim, eu sei que em época de tecnologias digitais isso já deve ter caído em desuso, e possivelmente a uma hora tão tardia não estaria lá no Ministério um contínuo para lhe dar tal sugestão, mas, se algum dia voltar a ser ministro dos despachos ou tiver que enfrentar situação semelhante, aqui fica, para já, o meu conselho. Vai ver que resulta, e até pode pedir a um dos seus assessores ou secretários de estado que lhe dê uma ajuda lá nas carimbadelas! Quem é amigo, quem é?





