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terça-feira, junho 07, 2011

Um nojo!

O Partido Socialista, um partido fundador da democracia portuguesa e em cujas posições políticas e ideologia de base muitas vezes me revejo, deveria demarcar-se, de imediato, destas inqualificáveis declarações da euro-deputada Ana Gomes, retirar-lhe a confiança política e accionar os mecanismos disciplinares internos, previstos nos seus estatutos, para situações deste tipo. E não quero nem vale a pena dizer mais nada, pois quem proferiu tais declarações não merece representar o partido, o país e a democracia, restando-me acrescentar que qualquer lista de que Ana Gomes faça parte jamais terá o meu voto.

sexta-feira, novembro 12, 2010

O novo fôlego de Ana Gomes

Se Lucky Luke dispara mais rápido do que a própria sombra, as palavras de Ana Gomes são ditas a tal velocidade que o seu raciocínio raramente consegue acompanhá-las.

Remodelação governamental para ganhar um novo fôlego? Será que a saída de Correia de Campos e Mª de Lurdes Rodrigues trouxe para o governo algum novo fôlego? Ou não terá sido mesmo por aí que começou a perder o dito?

A história faz-me lembrar um meu velho treinador de rugby... Numa época que nos correu particularmente mal, quando na 2ª parte já estávamos a levar 30 e nada poderia evitar uma derrota ainda mais pesada, em desespero de causa gritava para dentro de campo chamando alguns de nós pelo nome: "oh fulano, faz coisas!

Pois, senhor primeiro-ministro José Sócrates: a pedido da euro-deputada Ana Gomes, faça o favor de fazer coisas! O resto? Isso logo se verá!

Remodelar?

Existirão actualmente algumas vantagens reais numa remodelação governamental, leia-se, na substituição do Ministro das Finanças?

Vejamos as perguntas que temos de fazer e ás quais é obrigatório dar resposta:

  1. Pese embora as más execuções orçamentais de 2009 e 2010 tenham um responsável bem definido na pessoa de Teixeira dos Santos (é o ministro, para todos os efeitos), em que medida e até que ponto o seu desempenho foi determinante nessa má prestação? Assim sendo, isto é, uma vez as conclusões tiradas, até que ponto uma sua substituição poderia resolver o problema nos próximos anos?
  2. Foram determinadas com rigor as causas dessas más prestações e implementadas as medidas para as corrigir no futuro, isto é, em 2011? Que papel desempenhou nesse processo (a ter existido) a actual equipa do Ministério das Finanças?
  3. Nas circunstâncias actuais, é possível substituir Teixeira dos Santos por alguém com experiência e credibilidade suficientes, dando garantias a mercados, investidores, cidadãos e UE? Que impactos, positivos e negativos, trariam a sua substituição e o nome do seu substituto?

Poderão existir outras, mas pelo menos estas três necessitarão de uma avaliação ponderada e de uma resposta inequívoca antes de José Sócrates tomar qualquer decisão. Remodelar apenas para se mostrar que se está activo (não está, como já se percebeu) e se mantém a liderança de um governo que quase se parece reduzir ao Ministro das Finanças e a Pedro Silva Pereira, dando simultaneamente resposta a algum ruído e a algumas vozes internas do PS como a “Pasionaria” Ana Gomes,só poderá trazer resultados desastrosos e acelerar a decrepitude do actual governo.

quarta-feira, outubro 13, 2010

Ana Gomes e o PCP

Pergunto: haverá? É que se os há, ao contrário do que aconteceu em 68, quando da invasão da Checoslováquia, estão calados que nem ratos, o que é absolutamente igual à sua não existência! Ana Gomes tarda a entender uma coisa óbvia: que o único comunista "bom" é o que já abandonou o partido. De preferência há muitos anos...

terça-feira, abril 07, 2009

Um bom exemplo de Vital Moreira e Ana Gomes e um péssimo exemplo do PS

Muito bem, de modo correcto, Vital Moreira e Ana Gomes declararam publicamente o seu apoio a uma candidatura da sua área política (o Partido Socialista Europeu) a presidente da Comissão Europeia, em detrimento do apoio à candidatura do seu compatriota Barroso pertencente ao partido concorrente (PPE). Demonstraram uma coerência política e ideológica que se saúda e gostaria fizesse regra.

Infelizmente, a direcção do Partido Socialista preferiu assumir o “politicamente correcto” e o provincianismo nacionalista mais bacoco, ao cosmopolitismo e à coerência ideológica, e, pela voz de Vitalino Canas, resolveu deixar os dois candidatos a pisar chão sem tapete.

Numa época em que se clama, e bem, contra as tentações nacionalistas e proteccionistas, o PS resolveu dar um mau exemplo de como se não fomenta a construção europeia, o interesse político dos portugueses nos respectivos assuntos e a sua participação empenhada nas eleições que se avizinham. Lamentável!

segunda-feira, fevereiro 04, 2008

Novamente Moita Flores e o caso McCann

No “Causa Nossa”, Ana Gomes interroga-se, e bem, se face ás últimas declarações do Director Nacional da PJ sobre o caso McCann e o impasse a que aparentemente a investigação chegou Moita Flores continuaria a ser convidado pela SIC para comentar este e outros casos de justiça. Há, no entanto, que ir um pouco mais longe, já que o caso Moita Flores apresenta algumas especificidades que bem o individualizam face a outros comentaristas e outras estações de televisão onde o desvario também andou tanto ou mais à rédea solta, tendo mesmo chegado a ser invocada a alegada condição de “swingers” dos McCann para tentar provar sabe-se lá o quê.

O problema fundamental com Moita Flores é que não sabemos bem se, ao ser convidado para comentar esse tipo de casos, a SIC o está a fazer em função da sua expertise na matéria ou, em última análise, apenas para promover uma das estrelas da estação e os programas de que é autor, comportando-se Moita Flores, nos seus comentários, fundamentalmente em função desse mesmo objectivo. Mais ainda, se o “pacote promocional” não incluirá também o autarca Moita Flores, presidente da Câmara Municipal de Santarém à qual concorreu pelo partido do qual Francisco Pinto Balsemão – e apesar da reconhecida independência deste - é militante número um.

Uma “confusão”, não é?