O “smoke ban” tem, de facto, ajudado a mostrar um pouco daquilo que existe de pior em Portugal: um país de gente provinciana e ignorante - mesmo quando quer aparentar ter “mundo” e gosta de passar por “estrangeirada” -, por vezes mesmo boçal, ciosa dos seus pequenos privilégios de “casta”, individualista mas desprezando a liberdade, de um conservadorismo feroz, sob a capa de um verniz de progresso mas que estala à primeira investida mais consistente. Mais perto de todos os tropicalismos caóticos do que da estruturada civilização europeia. No fundo, tudo se resume a uma frase por mim ouvida em tempos no “Oporto Golf Club”, em Espinho, a alguém de uma tradicional família do Porto: “gosto imenso de viajar, de ir a Paris e a Londres, mas, a mim, quem me tira a Granja tira-me tudo”. Lapidar...
Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
segunda-feira, janeiro 07, 2008
A nova lei do tabaco e os "opinion makers"
O “smoke ban” tem, de facto, ajudado a mostrar um pouco daquilo que existe de pior em Portugal: um país de gente provinciana e ignorante - mesmo quando quer aparentar ter “mundo” e gosta de passar por “estrangeirada” -, por vezes mesmo boçal, ciosa dos seus pequenos privilégios de “casta”, individualista mas desprezando a liberdade, de um conservadorismo feroz, sob a capa de um verniz de progresso mas que estala à primeira investida mais consistente. Mais perto de todos os tropicalismos caóticos do que da estruturada civilização europeia. No fundo, tudo se resume a uma frase por mim ouvida em tempos no “Oporto Golf Club”, em Espinho, a alguém de uma tradicional família do Porto: “gosto imenso de viajar, de ir a Paris e a Londres, mas, a mim, quem me tira a Granja tira-me tudo”. Lapidar...
domingo, janeiro 06, 2008
sábado, janeiro 05, 2008
Jornalismo de referência?
O “Público” de hoje ocupa as suas quatro principais páginas (2, 3, 4 e 5) com o cancelamento de “Dakar” e a seguinte (6) com a nova lei do tabaco, neste caso dando voz á sua contestação (Associação de Bares do Porto e Shoppings). Problemas fulcrais na sociedade portuguesa ou apenas faits divers? Jornalismo de referência?
sexta-feira, janeiro 04, 2008
Cinema e Rock & Roll (15)
Como curiosidade o facto de vermos Hank Marvin a dedilhar uma guitarra acústica (saudades do tempo do skiffle?) e também os Shadows na sua formação inicial, com Jet Harris (o seu verdadeiro líder) e Tony Meehan, que pouco depois abandonariam o grupo para nos darem dois dos temas mais conseguidos do rock instrumental britânico: “Scarlett O’ Hara” e “Diamonds”.
Ah!, a “pikena” a piscar olhos de gata e olhar embevecido (“possidoneira” máxima) chama-se Carole Gray e nunca mais ninguém ouviu falar dela!
Lsboa, Portugal e o "Dakar"
quinta-feira, janeiro 03, 2008
"Que floresçam mil flores"... (16)
O presidente da ASAE e a sua cigarrilha
Ferro Rodrigues, a "arrogância", o PS e o governo
Por isso, em vez de se afirmar uma discordância fundamental e demonstrar as razões dessa discordância, ou apresentar os resultados da eventual ineficiência das medidas aplicadas (quando isso é possível), fala-se do acessório, principalmente quando as críticas vêm da mesma área de quem se critica, não vá o diabo tecê-las. Principalmente, falar da arrogância fica sempre bem num país em que, pelos motivos já citados, as convicções e quem as tem são sempre olhadas com desconfiança e a “humildade”, tantas vezes disfarce da incapacidade e da dependência, da insegurança, é tão frequentemente incensada como qualidade dos cidadãos da mãe-pátria, numa repescagem, também ela tímida e pouco assumida, da cegarrega salazarista dos “pobrezinhos mas honrados”. É ver o caso de José Mourinho, por exemplo, a quem, fruto da impossibilidade de se contestarem resultados, é sempre assacado o ónus, o “mas”, da sua atribuída arrogância, como se essa autoconfiança assumida não fizesse parte integrante e não fosse factor importante dos resultados obtidos.
Claro que isto vem a propósito das afirmações de Ferro Rodrigues, mas não só, tanto mais de criticar quanto ele nos habituou (fui seu contemporâneo de faculdade e considero-o pessoa estimável) ao risco e à frontalidade (mas aí não seriam de esperar benesses do regime, pois não?). Mais do que falar em “arrogância” ou em “humildade” (se o governo está convicto da razão das suas opções políticas deve implementá-las com convicção e isso contribuirá, por sua vez, para o fortalecimento da sua capacidade política), o que se esperaria de Ferro Rodrigues, político experiente e com ideias próprias, era uma crítica fundamentada a alguma, ou algumas, das opções do governo e do PS, de que eventualmente discordasse (e haverá algumas, certamente – nenhum deles lhes está imune), e não o “mais do mesmo” já escutado vindo de outros, oriundos da mesma área e de quem, ao contrário de Ferro Rodrigues, não seria de esperar muito mais. Desse modo contribuiria melhor, estou certo, para minimizar um dos problemas que foca e tudo me leva a crer seja verdadeiro: a falta de debate político no seio do partido e a sua redução a uma espécie de corpo moribundo nas ideias e na alma.
quarta-feira, janeiro 02, 2008
A CIP e o "smoke ban"
Ouvi há pouco no noticiário das oito da noite, na TSF, Francisco Van Zeller, presidente da CIP, preocupado com a possibilidade da proibição de fumar nas empresas ter reflexos na diminuição da produtividade, uma vez que os trabalhadores-fumadores terão que se deslocar para os locais onde isso é permitido. Gostaria de lembrar Francisco Van Zeller que há já alguns anos que a proibição de fumar é norma em muitas empresas em Portugal, principalmente nas subsidiárias de grupos internacionais e por iniciativa das respectivas administrações e equipas de gestão, sem que isso tenha constituído problema - ou se o foi, terá sido resolvido com bom senso e capacidade de gestão, como deve acontecer sempre. Assim se espera que aconteça na esmagadora maioria das empresas associadas da CIP, com a colaboração do seu presidente e orgãos de direcção se e quando isso se revelar necessário. Também para isso terão sido eleitos.




