Sabendo que não era o “noivo” desejado mas a solução que estava ali à mão depois do “prometido” ter abandonado a “noiva no altar”, Carlos Carvalhal aceitou treinar o Sporting Clube de Portugal com um contrato por meia época, tendo um conhecimento perfeito, salvo se o mais do que improvável acumular de êxitos desportivos retumbantes ditasse de outro modo, do que tal coisa significava. Depois, por falta de rigor ou de força para negociar uma diferente solução, qual rapaz tímido da escola que aceita um namoro contra-natura com a "cheerleader" sabendo que esta apenas pretende fazer ciúmes ao capitão da equipa de futebol seduzido pela rapariga “fácil” do grupo, sujeitou-se a uma apresentação “envergonhada” e humilhante, colocando-se numa posição de ainda maior fragilidade.
Agora, o SCP, actuando atempadamente e precavendo – e muito bem - o futuro, parece que já garantiu, como treinador para a próxima época, o regresso da “paixão da sua vida”. Eis senão quando a imprensa desportiva, sempre pronta a verter uma lágrima por fiéis defuntos, pelos humilhados e oprimidos da terra principalmente se e quando estas novelas de Corín Tellado fazem vender mais jornais, vem falar em “Carvalhal maltratado”, “comportamento indecoroso do SCP” e outros dislates no género... Mas estavam à espera de quê? Lêem todos muitas histórias de amor e esperavam que o sapo se transformasse em príncipe e fossem todos muito felizes? Vá lá que, até agora, e revelando a dignidade dos que, desde o início, conhecem bem qual o seu papel no enredo, ainda não vi nem ouvi Carvalhal vir a terreiro queixar-se do que já esperaria e se revelava inevitável. Fico até à espera do contrário: que o SCP e Carvalhal, dando uma boa lição aos nossos jornalistas desportivos, se comportem com o desejado bom senso e anunciem o fim do breve romance com o “fair play” e naturalidade das coisas inevitáveis.
É que, convenhamos, não terá sido uma linda história de amor, mas, para Carvalhal, o rapaz tímido da escola que fez tudo para prolongar o seu “estado de graça”, terá sido, de qualquer modo, muito bom enquanto durou.
Agora, o SCP, actuando atempadamente e precavendo – e muito bem - o futuro, parece que já garantiu, como treinador para a próxima época, o regresso da “paixão da sua vida”. Eis senão quando a imprensa desportiva, sempre pronta a verter uma lágrima por fiéis defuntos, pelos humilhados e oprimidos da terra principalmente se e quando estas novelas de Corín Tellado fazem vender mais jornais, vem falar em “Carvalhal maltratado”, “comportamento indecoroso do SCP” e outros dislates no género... Mas estavam à espera de quê? Lêem todos muitas histórias de amor e esperavam que o sapo se transformasse em príncipe e fossem todos muito felizes? Vá lá que, até agora, e revelando a dignidade dos que, desde o início, conhecem bem qual o seu papel no enredo, ainda não vi nem ouvi Carvalhal vir a terreiro queixar-se do que já esperaria e se revelava inevitável. Fico até à espera do contrário: que o SCP e Carvalhal, dando uma boa lição aos nossos jornalistas desportivos, se comportem com o desejado bom senso e anunciem o fim do breve romance com o “fair play” e naturalidade das coisas inevitáveis.
É que, convenhamos, não terá sido uma linda história de amor, mas, para Carvalhal, o rapaz tímido da escola que fez tudo para prolongar o seu “estado de graça”, terá sido, de qualquer modo, muito bom enquanto durou.