Mostrar mensagens com a etiqueta Ana Drago. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ana Drago. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, janeiro 28, 2014

BE: Ana Drago, Joana Amaral Dias e etc...

Sejamos claros: Ana Drago e Joana Amaral Dias não são apenas duas dirigentes ou ex-dirigentes históricas e até eventualmente bem preparadas politicamente do Bloco de Esquerda. Ambas, com Marisa Matias e Miguel Portas, ajudaram, com o seu "look", algum "glamour" e, especialmente no caso de Portas, um certo ar de galã "nonchalant", a construir uma imagem de cosmopolitismo e sofisticação, de "pós modernismo", que  o distinguiu à partida do PCP e da extrema-esquerda tradicional e muito ajudou ao êxito inicial do partido, conquistando simpatia e votos onde se pensava tal não seria possível. O problema é que, raspando a superfície, chegamos à conclusão nada de essencial mudou desde os tempos da UDP e do "Camarada Américo Duarte".

quarta-feira, agosto 22, 2012

Ana Drago e Catarina Martins

As diferenças notoriedade e peso político, dentro e fora do Bloco de Esquerda, entre Catarina Martins e Ana Drago resumem-se numa frase: a primeira foi obrigada a dizer que estava disponível para assumir a liderança do BE e a segunda não teve que assumir coisa alguma: bastou demonstrá-lo ao ser convidada para programa de Mário Crespo (SICN) onde lhe foram oferecidos cerca de 20' de tempo de antena para expor, num discurso fluente, as suas ideias políticas e evidenciar a sua telegenia. Quer-me parecer que Louçã pode ter aqui um problema.

sexta-feira, junho 12, 2009

O "Bloco de Esquerda" e a beleza feminina

Cheguei a esta entrevista de Ana Drago – indiscutivelmente uma mulher bonita –, ao JN, através do “E Deus Criou A Mulher”. Nela, Ana Drago refuta liminarmente os atributos de beleza que lhe são atribuídos, afirmando “A beleza não é atributo que possa ser-me consignado”.

Devo dizer que este incómodo manifestado pelas militantes da esquerda radical perante a sua própria beleza (aliás, atributo tradicionalmente raro nessa área política) me incomoda tanto ou mais quanto o facto de Berlusconi preferir escolher mulheres-objecto como candidatas eleitorais, pois enquanto Berlusconi assume clara e até alarvemente essa sua escolha, à esquerda parece-me sempre existir alguma dificuldade em considerar a beleza feminina das suas militantes como uma característica a colocar no campo dos “activos”.

Claro que sei que a estética e o gosto têm, elas próprias, uma “natureza de classe” e que sendo a burguesia a classe dominante é esse o padrão de avaliação prevalecente - e não aquele que exaltava as antigas heroínas soviéticas do trabalho, por exemplo - o que bem pode estar na base do modo como a esquerda radical encara o assunto. Também sei que a beleza está mais ligada ao nascimento do que à conquista, mais ao indivíduo do que ao trabalho colectivo. Mas, para além do "Bloco" não ser o PCP, parece-me existir sempre alguma dose de hipocrisia nessa sua recusa da concepção burguesa da beleza femininina, tão semelhante ao pudor com que os católicos mais radicais e virgens empedernidas encaram desejo e prazer sexual.

Seria pois um verdadeiro sintoma da pós-modernidade de que o “Bloco de Esquerda” se reclama que as suas mais bonitas dirigentes, como Ana Drago, Joana Amaral Dias ou Marisa Matias, assumissem o seu padrão de beleza com naturalidade e como uma contribuição para a identidade do partido a que pertencem, considerando-a mesmo um dos seus importantes activos e não uma pequena "traição" reveladora da sua origem de classe não proletária, cabendo a elas próprias provar, na sua actividade política, que também não desmerecem os atributos intelectuais e de militância que lhes são reconhecidos, certamente principais responsáveis pelos sucessos políticos alcançados.