Sejamos claros: Ana Drago e Joana Amaral Dias não são apenas duas dirigentes ou ex-dirigentes históricas e até eventualmente bem preparadas politicamente do Bloco de Esquerda. Ambas, com Marisa Matias e Miguel Portas, ajudaram, com o seu "look", algum "glamour" e, especialmente no caso de Portas, um certo ar de galã "nonchalant", a construir uma imagem de cosmopolitismo e sofisticação, de "pós modernismo", que o distinguiu à partida do PCP e da extrema-esquerda tradicional e muito ajudou ao êxito inicial do partido, conquistando simpatia e votos onde se pensava tal não seria possível. O problema é que, raspando a superfície, chegamos à conclusão nada de essencial mudou desde os tempos da UDP e do "Camarada Américo Duarte".
Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
Mostrar mensagens com a etiqueta Joana Amaral Dias. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Joana Amaral Dias. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, janeiro 28, 2014
sábado, agosto 01, 2009
As virtudes públicas da menina Amaral Dias
Na vida normal, a das pessoas comuns, é vulgar clubes de futebol aliciarem jogadores de equipas adversárias para mudarem de emblema. Todos os anos isso acontece e é anunciado nas páginas dos jornais, constituindo novela de entretenimento do defeso e fonte lucrativa da imprensa desportiva. Aliás, em muitos países, como no Reino Unido, existe até regulamentação que estabelece as respectivas normas legais.
Na vida normal, a das pessoas comuns, é prática no mercado empresarial as organizações aliciarem trabalhadores da concorrência para uma mudança de emprego, sejam directores, executivos, quadros, técnicos ou meros executantes. É bom que isso aconteça, pois esse é um dos modos de progressão na carreira e na sociedade e também de premiar os mais competentes e que mais se distinguem nas suas profissões. Também de promover as melhores empresas e de as fazer progredir. Está assumido que a confidencialidade é norma a ser seguida nesse tipo de assuntos e nunca ninguém pôs em causa tais procedimentos.
Na vida normal, a das pessoas comuns, as vedetas da rádio e TV, também muitos jornalistas da imprensa, mudam frequentemente de patrão. Em Portugal, da SIC para a RTP, de alguma destas para a TVI, desta para qualquer das outras e "ipso facto, vice-versa e paralelamente". As revistas do “coração” fazem mesmo disso capas e preenchem páginas intermináveis com tais “mexericos”. Nunca vi ninguém vir a público reclamar, ficar escandalizado ou queixar-se à entidade patronal com a qual tem contrato. Ou, vamos lá, à sempre tão propensa ao ridículo ERC.
No entanto, na vida “anormal”, preenchida pelos políticos que são gente de excelsas virtudes, direi mesmo candidatos a virgens vestais ou com direito a futuro lugar na santidade quiçá com ajuda adequada junto do Espírito Santo por intervenção do Sr. cardeal Saraiva Martins, estas práticas, aceites na sociedade, são repudiadas aos gritos de “vade retro, t’arrenego, satanás” e a menina Amaral Dias não é capaz de guardar delas o seu sacrossanto dever de confidencialidade. Normalmente, eu, cidadão comum que vivo uma vida normal, começo por desconfiar de gente assim, que gosta de alardear em público tão excelsas virtudes. Vícios privados? Espero bem que sim, pois, como pessoa comum e como tal condenada às profundezas do inferno, partilhá-lo com a visão, mesmo que fugaz e esporádica, da menina Amaral Dias sempre contribuiria para me amenizar as duras penas.
Na vida normal, a das pessoas comuns, é prática no mercado empresarial as organizações aliciarem trabalhadores da concorrência para uma mudança de emprego, sejam directores, executivos, quadros, técnicos ou meros executantes. É bom que isso aconteça, pois esse é um dos modos de progressão na carreira e na sociedade e também de premiar os mais competentes e que mais se distinguem nas suas profissões. Também de promover as melhores empresas e de as fazer progredir. Está assumido que a confidencialidade é norma a ser seguida nesse tipo de assuntos e nunca ninguém pôs em causa tais procedimentos.
Na vida normal, a das pessoas comuns, as vedetas da rádio e TV, também muitos jornalistas da imprensa, mudam frequentemente de patrão. Em Portugal, da SIC para a RTP, de alguma destas para a TVI, desta para qualquer das outras e "ipso facto, vice-versa e paralelamente". As revistas do “coração” fazem mesmo disso capas e preenchem páginas intermináveis com tais “mexericos”. Nunca vi ninguém vir a público reclamar, ficar escandalizado ou queixar-se à entidade patronal com a qual tem contrato. Ou, vamos lá, à sempre tão propensa ao ridículo ERC.
No entanto, na vida “anormal”, preenchida pelos políticos que são gente de excelsas virtudes, direi mesmo candidatos a virgens vestais ou com direito a futuro lugar na santidade quiçá com ajuda adequada junto do Espírito Santo por intervenção do Sr. cardeal Saraiva Martins, estas práticas, aceites na sociedade, são repudiadas aos gritos de “vade retro, t’arrenego, satanás” e a menina Amaral Dias não é capaz de guardar delas o seu sacrossanto dever de confidencialidade. Normalmente, eu, cidadão comum que vivo uma vida normal, começo por desconfiar de gente assim, que gosta de alardear em público tão excelsas virtudes. Vícios privados? Espero bem que sim, pois, como pessoa comum e como tal condenada às profundezas do inferno, partilhá-lo com a visão, mesmo que fugaz e esporádica, da menina Amaral Dias sempre contribuiria para me amenizar as duras penas.
Subscrever:
Mensagens (Atom)