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sábado, maio 09, 2009

O "Arrastão" e as moscas surdas

O “Arrastão”, com a demagogia do costume, tenta demonstrar que o facto de duas maiorias absolutas terem coincidido com épocas de fraco crescimento económico significa que existe algum tipo de correlação entre essas duas realidades. Não me dou sequer ao trabalho de demonstrar falsificação tão primitiva, apenas me apetecendo citar aquela história do rapaz que arrancou as asas à mosca e lhe ordenava que voasse. Como isso não tivesse acontecido, anotou nas suas conclusões: mosca sem asas é surda!

terça-feira, dezembro 11, 2007

O "Arrastão", o "europeísmo" e José Pacheco Pereira

Pergunta a Daniel Oliveira a propósito deste seu post: a sério, Daniel, que v. não se sente mesmo um nadinha incomodado, um frémitozinho ligeiro, que seja, por ver Miguel Portas concordar na substância com a argumentação eurocéptica (só?) de José Pacheco Pereira, o mais inteligente, bem preparado e consequente ideólogo em Portugal da doutrina "neocon" e dos interesses da administração Bush? Nem um bocadinho, mesmo? Sim, eu sei que Sérgio Sousa Pinto e Gomes Cravinho estiveram muito mal – poderiam ter estado melhor, sendo quem são e valendo o que valem? – e quase se poderia dizer que foram escolhidos a dedo pelos defensores do anti-europeísmo mais extremo para que MP e JPP brilhassem, mas essa está longe de ser a questão essencial, não é assim? Voltando ao que afirmei em outro post: estamos aqui perante a versão pós moderna do Pacto Germano-Soviético - salvaguardadas as devidas distâncias, evidentemente – ou face a uma ressureição da teoria do social-fascismo? Como quero ser benevolente, acho que se trata apenas de um “Ensaio Sobre a Cegueira”.