quarta-feira, janeiro 07, 2015

terça-feira, janeiro 06, 2015

Os "covers" de Joe Cocker (7)


The Rolling Stones - "Honky Tonk Woman" (1969)

A versão de Joe Cocker (1970)

SLB: demasiadas indefinições

As sofríveis últimas exibições do SLB ficam a dever-se ao facto, como diz Jorge Jesus, de este estar a ser obrigado a reconstruir uma equipa a meio da época e para isso precisar de tempo? Sim, claro que, em certa medida, isso é verdade. Mas Jorge Jesus nunca mencionou tal necessidade de tempo na sua primeira época ao serviço do clube, quando era necessário implementar novos métodos mas o SLB começou cedo a realizar exibições empolgantes e a golear. Para além disso, essa necessidade de tempo é frequentemente invocada quando, por alguma razão, imputável ou não à equipa técnica, algo parece estar errado. E o que me parece estar errado neste SLB? Não, não vou falar da qualidade inferior dos novos jogadores, se comparados com os que constituíam o plantel da época passada, não porque tal não seja relevante, mas porque essa análise está feita um pouco por todo o lado. O verdadeiro problema é que existem demasiadas indefinições na relação entre as características de alguns jogadores e as requeridas para os lugares que esses mesmo jogadores devem ocupar no modelo de jogo de Jorge Jesus, afectando os automatismos da equipa. Exemplos? Com André Almeida no lado esquerdo a equipa perde a profundidade fundamental nos jogos contra equipas mais fracas; nem Cristante nem Samaris encaixam no "6" tipo de Jorge Jesus; não existe um "8" com as características de Witsel ou Enzo Perez (ou até de Amorim), questões de qualidade à parte; Talisca é, em certa medida, um jogador indefinido, não se percebendo ainda muito bem onde poderá melhor encaixar no modelo de jogo da equipa; e, por último, falta uma dupla de avançados cujas características se complementem melhor, à imagem do que acontecia com Cardozo/Saviola ou Lima, ou Lima/Rodrigo. Convenhamos que são demasiados problemas que não sei como poderão ser resolvidos a curto-prazo para a equipa manter a identidade dos últimos seis anos. Os regressos a mais curto-prazo de Luisão, Sálvio e Eliseu ajudarão, estou certo, a melhorar um pouco a qualidade de jogo da equipa, mas convém lembrar que apenas este último (Eliseu) poderá ajudar a resolver algum dos problemas acima focados. Jorge Jesus está, pois, perante a tarefa da sua vida.

domingo, janeiro 04, 2015

Um "novo" André Gomes?

Acabei de ver no Valência-Real Madrid um André Gomes transfigurado: mais intenso, mais rápido e mais agressivo, sendo que o "déficit" destas características eram os defeitos essenciais que lhe eram apontados. Quanto a mim, e visto de longe, duas razões essenciais para esta espécie de "metamorfose":
  1. Jogar com mais regularidade, e sobretudo fazê-lo num campeonato onde o ritmo e intensidade nada têm a ver com os do campeonato português.
  2. Ter liberdade para aparecer e organizar em terrenos mais adiantados, sendo que no sistema do SLB de Jorge Jesus (no fundo, com apenas dois jogadores no "meio-campo" mas também com dois "pontas de lança") as preocupações do "nº8" com o equilíbrio da equipa limitam um pouco essa liberdade ofensiva; e se nos lembrarmos dos lances de André Gomes enquanto jogador do SLB que foram mais decisivos e nos ficaram na memória, de certeza que entre eles ocupam posição de destaque algumas dessas acções ofensivas e até um ou outro dos seus golos mais importantes. Foi também isso que hoje vimos.

Matiné de Domingo (92)


"Great Guns", de Monty Banks (1941)
Filme completo c/ legendas em castelhano

sexta-feira, janeiro 02, 2015

Friday midnight movie (115) - Hammer House of Horror (VIII)

(Emitido no Reino Unido a 1 de Novembro de 1980)
Legendas em português

Os "covers" de Joe Cocker (5)


Leonard Cohen - "Bird On A Wire" (1969)


A versão de Joe Cocker (1969)

O discurso de Ano Novo e a natureza do regime

O meu único comentário ao discurso de Ano Novo do Presidente da República é perguntar por que razão insistem os portugueses em manter um regime semi-presidencialista que já mostrou a sua disfuncionalidade e o seu esgotamento em vez de, à semelhança de qualquer democracia europeia madura e civilizada (o caso francês é excepção historicamente explicável), optarem pelo parlamentarismo puro. Mais ainda, perguntar porque razão esta discussão não está na ordem do dia preferindo jornalistas, comentadores e politólogos assumirem o papel de uma espécie de oráculo do Presidente de cada vez que este resolve dirigir-se aos portugueses. Na democracia portuguesa parecem existir assuntos cuja discussão pública se tornou, inexplicavelmente, numa espécie de tabu.