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quarta-feira, junho 15, 2011

Nuno Gomes: um "não-caso"

No "glorioso", está a formar-se uma tempestade num copo de água com o "não-assunto" Nuno Gomes. Nuno foi um excelente jogador e um  bom profissional que, tanto quanto me lembre, sempre cumpriu correctamente com os seus deveres para com o clube. Acontece que, bem ou mal, a equipa técnica, a única entidade a quem compete decidir sobre tais assuntos, foi de opinião que as actuais capacidades do atleta serão insuficientes para que possa continuar a integrar o plantel. Tendo isto em conta, a sua carreira ao serviço do SLB, a sua aceitação junto de sócios e adeptos e o seu perfil pessoal, que, sem dúvida, o capacita para o exercício de outro tipo de funções dentro ou fora do clube, a administração convidou-o para exercer um cargo na estrutura directiva, opção que Nuno Gomes não aceitou. Mesmo assim foi decidido que Nuno teria sempre a porta aberta quando e se decidisse voltar, o que se compreende e de bom grado aceito. Qual é então o problema? Confesso não entender...

Nota 1 - Com todo o respeito que Nuno Gomes me merece, não o poderemos considerar um símbolo do clube ao nível de um José Águas, Mário Coluna, Humberto Coelho ou até Rui Costa (para já não falar de Eusébio).
Nota 2 - O que faltava agora ao "Glorioso" era outra novela Mantorras.

segunda-feira, março 14, 2011

Onde se explica (e espero os jornalistas desportivos percebam) porque joga Kardec e não Nuno Gomes

Para os que ainda não perceberam, eu vou tentar explicar porque joga Kardec e não Nuno Gomes:
  1. Em primeiro lugar porque Kardec é um jogador jovem, cujo passe custou dinheiro e constitui um activo do clube que se pretende – e bem – valorizar. É um jogador com margem de progressão, embora até ao momento suscite – e com razões para tal – muitas dúvidas sobre a sua real valia.
  2. Em segundo lugar, e não menos importante, apesar de algo diferente de Oscar Cardozo, é o “ponta de lança” do plantel cuja utilização menos “mexe” com os princípios de jogo assumidos pela equipa nos seus processos ofensivos. E, claro, se a equipa pode flexibilizar um pouco esses princípios em determinadas situações do jogo – por exemplo, a 10 ou 15’ do fim do jogo, quando pretende alterar um resultado desfavorável – não pode nem deve fazê-lo de forma sistemática e prolongada no tempo de jogo.

    Espero já tenham percebido, mas, claro, aceito réplica.