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segunda-feira, março 21, 2011

David Luiz e os princípios de jogo do Chelsea

Quem viu ontem o Chelsea- Man. City percebeu que David Luiz já não sai a jogar “à maluca”, arriscando-se, como acontecia com demasiada frequência no SLB, a perder a bola em zonas proibidas e dar assim origem a perigosos contra-ataques do adversário. Porquê, perguntarão? Muito simples. Com um meio-campo muito físico e multi-funções” composto por Essien, Ramires e Frank Lampard, a equipa não necessita dessas “saídas” para ganhar superioridade nessa zona do terreno. Para além disso, e ao contrário de Javi Garcia que é um “pivot” mais posicional, Essien e Ramires são jogadores mais “móveis”, capazes de iniciar as transições ofensivas com a propósito.

Ora aqui está um bom exemplo para se entender que o futebol é bem mais interessante do que apenas os árbitros, os “penalties”, os “Trios d’Ataque” e por aí fora.

domingo, janeiro 23, 2011

Relexões após uma noite muito fria na "Catedral"

Muito frio na “Catedral” ontem há noite (4º agravados com wind chill na hora do regresso a casa), mas deu para ver que a equipa está mais confiante – por isso, mais “solta” – e que Sálvio, além de largura e profundidade atacante, deu á equipa uma agressividade no último terço do campo que até aqui pouco se via. Mas atenção:
  1. A equipa continua a perder demasiadas vezes a bola em zonas onde isso não pode acontecer, fruto de um futebol por vezes vistoso mas também demasiado “curto” e individualista. Contra equipas de outro nível, pode ser muito complicado. Quem viu ontem o Man. United percebeu como é possível jogar largo, simples e bonito: três ou quatro passes e bola na baliza.
  2. Alguma desconcentração, o que se compreende. A ganhar por 3-0 e com o FCP oito pontos à sua frente e o SCP a igual distância atrás de si, é natural que a equipa interiorize que “les jeux sont faits”.
  3. Se David Luiz (não jogou ontem, castigado) sair agora (e por vinte e muitos milhões, não vejo porque não), isso “mexerá” com alguns princípios de jogo da equipa. Com a sua agressividade e rapidez de arranque, David Luiz vem muitas vezes dobrar à esquerda, permitindo maior liberdade a Coentrão. Mais: a sua capacidade técnica permite-lhe “sair a jogar”, ganhando mais um elemento no meio-campo e equilibrando um sector onde apenas Javi Garcia tem poder físico-atlético e inegáveis competências defensivas. Portanto, ou a equipa tem um copycat de David Luiz, mesmo que um pouco pior, ou terá que proceder a algumas modificações nestes princípios.
  4. Faz falta à equipa, neste momento, um verdadeiro teste às suas capacidades, num campeonato muito desequilibrado. Venha rapidamente o VfB Stuttgart.

segunda-feira, novembro 08, 2010

David Luiz a lateral

Ora vamos lá ver... Contrariamente ao que tenho visto por aí afirmado, a questão não é David Luiz, um central de origem, não poder ser um bom defesa-esquerdo, ou Sidney não ter categoria para ocupar uma vaga de central no SLB: com as suas características, David Luiz pode mesmo ser um bom defesa-esquerdo (a Europa está cheia de centrais de origem que se transformaram em excelentes laterais - de Sérgio Ramos a Paolo Maldini passando por Ivanovic, etc - ou que jogam invariavelmente numa ou noutra posição) e Sidney já provou a sua, pelo menos razoável, competência. A questão é que não é indiferente para a estrutura e princípios de jogo da equipa jogar com um flanco composto por Coentrão e Gaitán, Coentrão e César Peixoto ou Coentrão e David Luiz. É mesmo muito diferente e mexe não só com o modo como funciona o flanco, como com a sua articulação com o “pivot” defensivo e central desse lado. Exemplos? Todos sabemos que um dos princípios básicos do futebol do SLB é o modo como David Luiz “sai” a jogar (umas vez bem, outras menos bem – não vem agora ao caso), contribuindo para que a equipa ganhe superioridade a meio-campo. Também o modo eficaz como “dobra” defensivamente o flanco esquerdo e articula ao meio com Javi, permitindo a existência, nesse flanco, de uma dupla com maior vocação ofensiva. Ora são todos estes princípios de jogo, toda esta articulação e movimentação colectiva que é posta em causa quando David Luiz passa, assim sem mais nem menos e logo num jogo de alta rotação, a jogar na esquerda, entrando Sidney, um jogador muito diferente e sem as rotinas de David Luiz, para o meio sem que isso seja ensaiado de forma consistente e permanente, e não apenas na semana anterior, nos treinos da equipa. Um treinador que não entende isto não pode ser considerado um bom treinador.

E não me venham dizer que David Luiz tem experiência de lateral e, por isso, pode bem fazer o lugar. A questão não é essa. O jogador até pode ter – e tem – capacidade para fazer o lugar e até já ter experiência da função. A questão é, como vimos, há quanto tempo não faz essa posição e, quando a fez, quem eram os seus companheiros de equipa, quais os princípios e modelo de jogo então perfilhados e que semelhança estes têm ou não com os actuais.

Estamos entendidos?

quinta-feira, setembro 30, 2010

David Luiz

Gostaria de conhecer o saldo das “saídas a jogar” de David Luiz. Isto é, quantas resultaram em golos ou jogadas de perigo favoráveis ao SLB e quantas, por perdas de bola, estiveram na origem de golos ou jogadas perigosas do adversário.