- Como é que os portugueses aceitam que a Procuradora Geral Adjunta Cândida Almeida, devendo ser o Ministério Público, na sua imagem e modelo de actuação, exemplo de isenção e independência, participe numa iniciativa partidária como é a Universidade de Verão do PSD? (nota para os mais "excitáveis": podia ser qualquer outra).
- Como é que Cândida Almeida se digna sequer a responder a uma pergunta com o conteúdo daquela que foi colocada por uma das "alunas" (ver aqui a partir dos 8', mais ou menos), pergunta essa que estaria bem mais apropriada na boca de um membro de uma qualquer "madrassa" (ficamos, contudo, a conhecer bem o que se ensina na tal universidade de Verão e qual o nível político e de cidadania dos participantes).
- Como é que a hierarquia do Ministério Público aceita que no final da sua intervenção a Procuradora Geral Adjunta seja aplaudida por uma claque partidária que a considera já, "de facto", como Procuradora Geral?
- Será que os partidos da oposição, sempre tão demasiado céleres a pedir a demissão de governantes, muitas vezes por "dá cá aquela palha", vão deixar passar em claro um facto desta gravidade?
- Deverá um magistrado do Ministério Público pronunciar-se em público e durante uma iniciativa partidária sobre o modo como são eleitos (escolhidos, nomeados, etc) os juízes do Tribunal Constitucional?
- Por último, será que, perante isto, ninguém pede a demissão imediata desta senhora?
Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
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domingo, setembro 02, 2012
A Procuradora Geral Adjunta e a "madrassa" do PSD
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