quinta-feira, julho 31, 2014

Dois problemas-chave para Jorge Jesus e a SAD resolverem

Partindo do princípio Gaitán e Enzo Perez ficam no plantel (se tal não acontecer, as questões serão outras); Luisão, Jardel e Lisandro Lopez, que parecem ser as três principais opções para o eixo da defesa, irão recuperar rápido e tendo em atenção que o SLB não parece em condições de contratar um guarda-redes de qualidade claramente superior a Artur Moraes, que assuma a titularidade sem de modo inquestionável, Jorge Jesus e a SAD têm dois problemas-chave e urgentes para resolver:
  1. Quem vai assumir a posição "6", sabendo que Fejsa dificilmente voltará a jogar antes do início da 2ª volta do campeonato (e veremos em que condições). Como não me parece exista no plantel alguém com as características que o modelo de jogo de Jorge Jesus exige para a posição, o clube terá de contratar alguém (por empréstimo?, através de um fundo?) que possa entrar "de caras" na equipa.
  2. Como vai ser constituída a dupla de "pontas de lança", o que parece significar "quem irá assumir o papel de Rodrigo". Cardozo é inútil e Derley, independentemente daquilo que ainda tem que provar, parece ser bem mais uma alternativa a Lima. O mais parecido com Rodrigo será Franco Jara, mas é irregular e demasiadas vezes inconsequente. Resta Gaitán, o que implica manter o modelo mas mudar alguns princípios de jogo: Rodrigo é um "sprinter", que desse modo criava desequilíbrios, e Gaitán  é um driblador e um "pensador" de jogo. Jorge Jesus pode, em alternativa, mudar o sistema e passar a jogar apenas com um "ponta de lança",optando por mais um médio, mas não só este não é o seu modelo preferencial, como implica mudar demasiadas coisas. Veremos. 

"Westerns" em Agosto (1)

"Giù la Testa" (aka "Once Upon a Time in the Revolution"), de Sergio Leone
Filme completo c/ legendas em português

Nota: até dia 3 de Setembro, e em substituição da sua habitual programação de cinema, este "blog" preencherá esse espaço, às quintas, sábados e domingos à tarde, com um ciclo dedicado ao "western". Divirtam-se

domingo, julho 27, 2014

Walk On By - The Story Of Popular Song (2/23)

1º Episódio - From Russia With Love (2/4)
BBC - 2001

Seguro e a TAP

António José Seguro opõe-se à privatização da TAP e propõe como alternativa a venda de 50% da transportadora a capitais oriundos dos países da lusofonia, citando especificamente Angola, Moçambique e o Brasil (ter-se-à esquecido da Guiné Equatorial). O que se esqueceu de explicar foram: 
  1. As razões que tornariam interessante para esses capitais a compra de 50% da TAP e por que razão o Estado português deveria optar por essa solução e não por quaisquer outros eventuais interessados ou pela alienação da totalidade do capital da companhia aérea.
  2. Se considera que em Angola e Moçambique existem capitais privados. Por exemplo, se considera os investimentos angolanos, e, já agora, também chineses, em Portugal investimentos privados. Caso os não considere, e como, segundo a sua proposta, 50% do capital continuaria na posse do Estado, deveria esclarecer se preferia subordinar os interesses da TAP e do Estado português aos interesses dos governos de Angola e Moçambique em vez de abrir o seu capital a privados.
  3. Por último, se acha que mesmo com 50% do capital (partindo o princípio que alguém aceitaria um partilha deste tipo) mas com parceiros com o poder de Angola e Brasil o Estado português teria peso suficiente na parceria para decidir fosse o que fosse. Parece que ainda não percebeu o que se passa na CPLP.
Claro que António José Seguro não pensou em nada disto e se limitou a dizer uns disparates que acha serem populares e pensa lhe poderão angariar alguma simpatia na batalha que trava contra António Costa. Mas parece que os jornalista não perceberam isso e se esqueceram de lhe fazer algumas perguntas. Foi pena.

Matiné de Domingo (75)


"She", de Robert Day (1965)
Filme completo c/ legendas em português

sexta-feira, julho 25, 2014

Friday midnight movie (98) - Gothic/Horror (XXVIII)


"Werewolf of London", de Stuart Walker (1935)
Filme completo c/ legendas em castelhano

O que bancos e banqueiros deviam saber mas tem andado esquecido

Uma coisa espero todos - mas todos, banqueiros e restantes cidadãos - tenhamos aprendido nestes últimos anos: para defesa também de todos, banqueiro não é para se deixar fotografar para revistas "cor de rosa", tornar-se vedeta mediática, "mandar" soundbites e "dicas" públicas sobre a vida política, ser visto à entrada e saída de reuniões com governantes, dar entrevistas a propósito de tudo e de nada ou financiar e promover biografias "autorizadas" enquanto não estiver reformado há pelo menos dez anos. De preferência, banqueiro deve mesmo ser alguém cujo nome é desconhecido para 99% dos cidadãos que confiadamente lhe entregam o seu dinheiro. 

Pelo contrário, banqueiro é mesmo para usar fato de jaquetão às riscas, ser escasso nas suas aparições públicas, sóbrio e contido naquilo que diz (e sempre que possível ficar calado), gerir o nosso dinheiro com discrição, tratar de influenciar a vida política nos bastidores, dedicar-se à sua família numerosa nas horas vagas e ter actividade reconhecida, mas discreta, muito discreta, de benemerência ou patrocínio das artes e do património. E , já agora, os bancos locais que projectem uma imagem de algum decoro, e onde entremos com respeito e confiança, e não instituições pintadas de cores berrantes e que continuamente nos "assaltem", nas suas instalações ou pelo telefone, como o faria qualquer vendedor de "banha da cobra". Uma espécie de cura aristocrática, ao bom e velho estilo back to the basics, seria com certeza muito bem-vinda. Fica o conselho.