Até dia 7 de Julho
Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
domingo, junho 29, 2014
sábado, junho 28, 2014
Bobby Womack (1944 - 2014)
The Valentinos (c/ Bobby Womack) - "It's All Over Now" (Junho de 1964)
A versão dos Rolling Stones (Julho de 1964)
sexta-feira, junho 27, 2014
Jagger & Richards por Chris Farlowe (7)
"Satisfaction" - Immediate IMEP 001 (1965)
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Futebol, selecção e jornalismo desportivo
Nos últimos vinte anos, potenciado pela chegada das televisões e, consequentemente, do dinheiro dos patrocinadores, o futebol evoluiu mais do que nos cinquenta anos anteriores. E refiro-me não só às questões técnico-tácticas como a todas as outras relacionadas com o treino e preparação das equipas, como a logística, equipamentos, medicina desportiva, psicologia e motivação, etc, etc. Também, claro, pois estamos a falar de dinheiro e negócio, nas questões relativas à gestão financeira e desportiva.
Infelizmente, a maioria dos jornalistas desportivos não acompanhou essa evolução, a ela não se adaptou ou, por facilitismo, a essa realidade a maioria (não todos) da nova geração não aderiu. Por outro lado, a chegada do futebol às televisões trouxe também consigo o perigo da massificação e do populismo a ela associado, e potenciou algumas vertentes do espectáculo que pouco ou nada têm a ver com as questões técnicas do jogo e da gestão do negócio. Estava assim formada a tempestade quase perfeita que conduziu o jornalismo desportivo (leia-se, futebolístico) ao seu actual estado de indigência, preferindo a discussão sobre "fait divers" e o enfoque nas mais variadas teorias da conspiração à análise fundamental do que se passa dentro de campo e, a montante, das questões de natureza económica e financeira que enquadram os clubes e o jogo. E quando a tudo isto se junta o fenómeno selecção nacional, tornada símbolo de um nacionalismo serôdio, em época de crise de identidade, e refúgio de quem não gosta de futebol mas apenas pretende "curtir" o momento, tudo piora, alcançando níveis de ruído insuportáveis para quem gosta do jogo e do espectáculo e, simultaneamente, tenta manter alguma sanidade mental e capacidade para pensar.
Claro que, felizmente, existem excepções, e nestas não poderei deixar de referir o bom trabalho feito pela RTP Informação e pelos comentadores Carlos Daniel, José Couceiro, Rui Costa, Carlos Carvalhal e, embora a um nível não tão elevado mas ainda assim esforçado e aceitável, Vítor Pereira e Bruno Prata. Também alguns dos artigos de opinião do jornalista António Tadeia no "Record". Serviço público também é isto: ajudar a pensar e a entender o jogo e o espectáculo.
António Costa e o velho dilema da oposição democrática
Parece cada vez mais evidente que as eleições primárias do PS serão aquilo que tiverem de ser para António José Seguro ganhar. Aliás, a opção por "primárias" em vez da convocação de um congresso e de "directas" presidiu desde início a esse objectivo e duvido o actual secretário-geral aceite perder em campo o que ganhou na secretaria. Por enquanto estamos apenas no campo "soft" das questões organizativas e dos regulamentos "custom made", com uma ou outra incursão pelo campo já mais duvidoso dos procedimentos (o "caso" farmácias), mas parece existirem poucas dúvidas de que, caso necessário, se assistirá a uma deriva que não deixará de desembocar no "hard core" das "chapeladas" e outras "trafulhices" mais ou menos congéneres.
Perante isto, António Costa debater-se-à com o velho dilema da oposição democrática no tempo do Estado Novo: ir até às urnas, caucionando um processo que, de ou ou outro modo, parece viciado à partida, ou desistir alegando falta de condições e a viciação do processo, podendo ser assim acusado, pela actual direcção do partido, de cobardia política? Tendo em atenção a sua anterior candidatura falhada a secretário-geral e o estilo de actuação de que a actual direcção tem vindo a dar provas, ao estilo "disposta a tudo", salvo se algo de excepcionalmente grave se passar não restará a António Costa outra opção senão ir até ao fim, talvez caminhando, corajosa mas inutilmente, para o cadafalso que desde o início lhe está destinado. Se o sacrifício será ou não inútil é coisa que depois veremos.
quinta-feira, junho 26, 2014
O negócio Garay
É óbvio que ninguém de boa fé e no seu perfeito juízo acredita que o SLB vendeu o passe do jogador Ezequiel Garay por seis milhões de euros. E se quisermos ir um pouco mais longe, "idem, idem, aspas, aspas", no que diz respeito aos quinze milhões arrecadados com a venda de André Gomes. No primeiro caso, e face aos valores correntes no mercado, o valor peca por defeito; no segundo, suspeito que por excesso. Podemos apenas especular dizendo que "isto anda tudo ligado" ou que o SLB assim se escapa de pagar ao Real Madrid 50% do valor real da transacção do internacional argentino, e o que mais adiante ainda neste defeso por certo se verá.
O problema é que a CMVM engole isto tudo sem pestanejar, embora, aparentemente, possamos não estar aqui perante uma ilegalidade "pura e dura" (devo dizer que desconheço a legislação), mas apenas perante um processo de engenharia financeira assaz primitivo, do tipo "tira daqui, põe ali". Mas, se provar o que quer que seja me parece difícil - e até o esclarecimento cabal a sócios e accionistas da SAD me parece problemático sem pôr a nu os contornos do negócio - competiria pelo menos à entidade reguladora mostrar que existe, num mercado que movimenta milhões mas onde a regulamentação e a transparência tardam em chegar, como o prova também um negócio promovido pelo FCP há mais de dez anos que ainda se encontra sob investigação. Mas que mais se poderá dizer quando FIFA e UEFA, a quem competia dar o exemplo, permitem "compras e vendas" já com as competições a decorrerem e onde o empréstimo de jogadores entre clubes que disputam essas mesmas competições é prática corrente?
Já agora: não vi ainda nos jornais desportivos "online" e no "Record" em papel (o único que já folheei) qualquer tentativa de análise do negócio.
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