Enviado-especial do "Gato Maltês" ainda em King's Cross, a caminho de Fulham Broadway (foto enviada pelas 16.41h)
Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
quarta-feira, abril 04, 2012
terça-feira, abril 03, 2012
Uma corja de malandros
Para o "povo da SIC", qualquer que seja o "fórum" onde participe, e para o actual governo, os portugueses (não eles, os outros) sobrevivem graças a baixas fraudulentas, acesso indevido ao rendimento social de inserção, trabalho clandestino enquanto auferem subsídio de desemprego e fuga sistemática ao cumprimento das suas obrigações fiscais. Enfim... uma corja de bandidos e um bando de preguiçosos.
Claro que todos, ao longo da vida, travámos conhecimento com um ou outro destes casos, mas, se quisermos ser honestos, também sabemos que essas são as excepções que confirmam uma regra de trabalho, embora nem sempre exercido do modo mais eficaz, dedicação e inúmeros sacrifícios.
Só pergunto como um povo com tão baixa auto-estima e um governo tão desconfiado e com uma ideia tão negativa dos seus concidadãos pode alguma vez almejar a fazer progredir o país.
O liberalismo e a "lei do funil"
O função fundamental do Estado e do governo que o dirige é fazer política - embora ainda exista muita gente que ache tal coisa um sacrilégio. Por isso, se um qualquer governo decide manter participações significativas ou exclusivas em alguma ou algumas empresas ou sectores da economia, tal significa que vê nessa sua presença interesse político. Não sendo um ultra-liberal, devo acrescentar que não tenho grande coisa a opor a tal presença, desde que restrito a algumas empresas ou sectores considerados estratégicos (e eles têm variado ao longo do tempo) e mantendo sempre o primado da livre iniciativa, devidamente regulamentada e regulada, no conjunto da sociedade. É assim que funcionam, e em regra geral bem, as democracias e sociedades mais prósperas e menos desiguais do mundo.
Portanto, se o governo tomou a decisão de não privatizar a Caixa Geral de Depósitos (e, na conjuntura actual, tal decisão tem o meu acordo), tal significa viu nisso interesse político, não sendo caso para estranhar ou sequer criticar que tenha utilizado o Banco como (digamos assim) seu braço armado para prosseguir, na OPA da Camargo Corrêa sobre a CIMPOR, aqueles que são, de momento, os seus interesses políticos fundamentais: realizar o valor dos activos que ainda dispõe em algumas empresas. A crítica que, neste caso, se pode fazer ao actual governo é, isso sim, bem outra: se não deveria ter levado às últimas consequências o seu tão apregoado liberalismo e, consequente e coerentemente, ter privatizado a CGD. Pois é, mas, com mais ou menos apelos ao liberalismo, a tentação é sempre demasiado grande e ao tal ulta-liberalismo aplica-se quase sempre a chamada lei do funil: larga para umas coisas, mas estreita para outras.
O PS e Marcelo Rebelo de Sousa
Um conselheiro de Estado nomeado pelo Presidente da República ser comentador político residente de uma estação televisiva é, já por si, uma originalidade muito portuguesa que, no mínimo, passa ao lado dos mais elementares critérios da ética. Ponto. Mas, muito francamente, não vejo que vantagens possa trazer ao líder do maior partido da oposição entrar em polémica directa e assumida com tal personagem. O adversário político fundamental de António José Seguro é, de facto, o primeiro-ministro e líder do maior partido da coligação governamental, e nunca um qualquer comentador político por muito que a audiência das suas homilias alcance níveis elevados. Assim, ao iniciar e assumir tal polémica, Seguro, quer queira, quer não, está, de facto, a valorizar o papel de Marcelo Rebelo de Sousa e a caucionar essa sua por demais conhecida e questionável noção de ética, além de que se permite jogar no terreno de eleição do visado.
Significa isto que o PS não deveria reagir ás afirmações do comentador da TVI e conselheiro de Estado? Nada disso, mas teria outra força política e seria bem mais consentâneo com os diferentes papéis que Seguro e Marcelo representam na vida política do país se o Partido Socialista assumisse uma reacção institucional em vez do seu secretário-geral assumir uma polémica individualizada que só o pode diminuir. E se nessa reacção institucional visasse também o comentador no ponto onde ele é mais fraco: a sua mais do que questionável noção do que é a ética democrática.
segunda-feira, abril 02, 2012
Frivolidades ou "coisas de gajo" - "dress codes" (13). Lenço de bolso e suspensórios
A primeira interrogação de quem ler este
título poderá ser: "porquê juntar estes dois acessórios num
"post""? Porque devem combinar ou ser do mesmo padrão? Nada
disso. A resposta óbvia será: porque na respectiva utilização existem "faux
pas" que é absolutamente obrigatório evitar: nunca o lenço de bolso deve
ser igual à gravata e também nunca se devem prender os suspensórios ás calças
utilizando pinças (ou molas). No caso do lenço de bolso, deve mesmo
evitar-se a repetição do padrão da gravata: se esta é regimental, de riscas, é
preferível usar um outro padrão no lenço ("paisley", por exemplo), e
assim sucessivamente. Mais ainda... Quem decidir usar lenço de bolso é
preferível que o faça sempre e não apenas quando quer parecer
"chique" ou precisar de se vestir de modo mais formal: com fato,
"blazer", casaco de "tweed" e com ou sem gravata;
combinando o casaco com "chinos", calças de bombazina ou
"jeans". Depois é questão de também o combinar, em termos gerais, com o que tem vestido. Se tiver dúvidas, "consulte" o Príncipe Carlos...
Já quanto aos
suspensórios, são para prender com botões, que se cosem na parte interior das
calças, e, como disse, nunca "à Sá Pinto", com aquelas horríveis
molas. Mesmo que se comprem as calças no "pronto a vestir" pode
sempre pedir-se na loja que cosam os botões, ou então mandar pregá-los numa das
centenas de úteis lojas de arranjos que por aí existem. E, tal como com o
lenço de bolso, não tem de ser igual a nada: basta saber combiná-los com
inteligência e bom gosto. Mas nada dessas ideias pseudo-extravagantes de usar suspensórios com
"jeans" e outras aberrações: é sempre preferível usá-los debaixo de
um casaco. Vale?
domingo, abril 01, 2012
No passado é que era bom?
Ontem, antes de tomar o rumo do Estádio da Luz, passei parte da tarde a tentar explicar a quem me quis ouvir (alguns amigos) que jovens de uma qualquer terra de província irem embebedar-se, "mandar umas quecas" com a namorada de ocasião e fumarem uns charros para Lloret del Mar, não sendo nada de especialmente louvável (antes pelo contrário), sempre era melhor e constituía um progresso se comparado com beberem uns "copos de três" na tasca da aldeia (ou terem comido "sopas de cavalo cansado"), fazerem a sua iniciação sexual numa ida às putas ou nem sequer conhecerem a capital do seu distrito, como acontecia há uns 30 ou 40 anos em que com tal idade já trabalhariam nos campos ou coisa no género. Temo não ter sido lá muito convincente...
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