Mostrar mensagens com a etiqueta twist. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta twist. Mostrar todas as mensagens

terça-feira, junho 05, 2007

História(s) da Música Popular (46)


Joey Dee and the Starliters - "Peppermint Twist" (#1)

Joey Dee and the Starliters - "Peppermint Twist" (#2)

Dance Craze (II)

Continuando com o twist, se Chubby Checker foi o iniciador da “moda” com o seu cover do original de Hank Ballard (depois “rentabilizado” com “Let’s Twist Again”), Joey Dee and the Starliters consolidaram essa mesma “moda” e trouxeram para a ribalta o nome do então, até aí, relativamente desconhecido “Peppermint Lounge”, um pequeno clube situado na rua 45, NY. Consta que assinaram contrato por um fim de semana, mas o sucesso foi tal que ficaram um ano tendo composto o tema “Peppermint Twist” como homenagem ao local. Mas as histórias surpreendentes da magia do clube não se ficam por aqui, já que também as Ronettes por lá começaram graças a um engano: foram admitidas à entrada julgando-se fossem “animadoras” e depois de cantarem e dançarem toda a noite com Joey Dee, e uma vez descoberto o equívoco, a animação e admiração geral foi tal que só saíram com contrato assinado. O resto é História!

Pois Joey Dee chamava-se realmente Joseph Dinicola (esta mania dos italo-americanos “anglosaxonizarem” o nome...), 1940, New Jersey, e se existe ainda algo de curioso nesta história ele aí vai:



  • “Peppermint Twist” sucedeu justamente à versão de Chubby Checker de “The Twist” como #1 no hit-parade.

  • O tema foi considerado longo demais para um single de 45 rpm, e por isso foi dividido em duas partes, tendo sido a primeira parte a atingir o #1. Dizem as más e as boas línguas que a 2ª parte raramente é escutada hoje em dia. Mentira, pois aqui vão as duas para que não se perca nada!

    Mais duas curiosidades:

  • Jimi Hendrix tocou com Joey Dee em digressão (ena!)

  • Três dos membros dos Starliters fundaram mais tarde os Young Rascals, cujo êxito principal viria a ser “Good Lovin’”, um original dos Olympics. Mas isto são já histórias para muito depois!

terça-feira, maio 29, 2007

História(s) da Música Popular (45)

"Dance Craze" (I)

Hank Ballard & The Midnighters - "The Twist" (1958/1959)


Chubby Checker - "The Twist" (1961)

No período de declínio do rock n’ roll original que se seguiu a 1958 (ver posts anteriores sobre o assunto), e como alternativa mais “integrada” e menos marginal às necessidades e desejos da nova cultura juvenil, surgiu a loucura das “danças”, em que muitas vezes o diagrama, com os passos respectivos, vinha já impresso nas capas dos discos (singles e EP’s) de 45 rpm. Ele foi o “twist”, o “mashed potatoes”, o “watusi”, o “jerk” e é só pedir que qualquer uma mais se arranjará.

De todas elas, foi o “twist” a que teve maior difusão, talvez por ter sido a primeira em que os pares dançavam a “solo”, sem qualquer contacto físico, criando uma certa ruptura com o rock que, embora mais físico, “selvagem” e enérgico, não deixava de ser uma evolução das danças da geração anterior. Também para a sua difusão muito terá contribuído a televisão e, principalmente, o programa “American Bandstand”, de Dick Clark, mas também um certo clube de New York chamado “Peppermint Lounge” (por lá começaram também as “Ronettes”) e o seu grupo residente, Joey Dee and the Starliters, com o seu “Peppermint Twist”.

Mas comecemos bem pelo princípio e esse foi Chubby Checker e o seu “The Twist”. Foi? Não é bem assim, já que “The Twist” não é mais do que um cover do, até aí quase desconhecido, B-side com o mesmo nome de Hank Ballard & The Midnighters (um grupo de Detroit, Michigan), gravado em Novembro de1958 com o A- side "Teardrops On Your Letter" e editado em Janeiro do ano seguinte.

“The Twist” (o de Chubby Checker) foi, claro está, #1 e este reincidiria mais tarde com “Let’s Twist Again”, que também chegou ao topo do hit-parade. Por cá as versões francesas de Sylvie Vartan e Johnny Halliday terão sido as mais populares nas festas de garagem e do Liceu Francês. Os USA ficavam longe, as importações da América eram caras e a cultura francófona dominante fazia o resto.

Pois então aqui ficam a versão original de Hank Ballard & The Midnighters (a minha preferida) e, em vídeo, a que lhe deu asas: a de Chubby Checker. Voltaremos a este assunto das danças...