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quinta-feira, abril 12, 2012

O PS e a sua "tradição europeísta"

Ok, nas actuais circunstâncias (desnecessário descrevê-las) até percebo o PS vote a favor do novo Tratado Orçamental da União Europeia, embora tenha algumas dúvidas pudesse ser esse o meu voto de cidadão independente. Só não entendo é o PS o faça invocando a sua "tradição europeísta", já que me parece o Tratado cria, ele próprio, uma ruptura, uma descontinuidade numa tradição europeia marcada pela hegemonia de duas famílias políticas fundadoras (Democracia-Cristã e Social-Democracia) que dificilmente se reconheceriam na ortodoxia e matriz ideológica subjacentes ao Tratado. Ou será que a tal "tradição europeísta" (digo eu, que me assumo federalista) serve agora para o PS aprovar, de olhos fechados e mesmo que isso desrespeite a sua ideologia, tudo o que venha de Bruxelas ou Berlim? 

Sim, eu sei que sim, que a situação é complexa e há sempre uns sapos (e não umas pernas de rã) que nos esperam ao vir da esquina, mas pelo menos algum respeito pela História e pela tal "tradição".

sexta-feira, outubro 02, 2009

Yes!


Hoje, decide-se na Irlanda muito do futuro da Europa. Também dos portugueses, sempre tão desatentos a tudo o que se passa fora daquelas que têm sido até aqui as suas fronteiras tradicionais.

segunda-feira, outubro 15, 2007

Pacheco Pereira e o referendo ao Tratado Europeu

Pacheco Pereira afirma no "Abrupto" a propósito do novo tratado europeu: "Houve tempo em que o referendo não era decisivo, hoje é. Hoje é, por que, todas as vezes que se leva um documento aprovado pelos governos a voto referendário, ele ou passa à tangente, ou é recusado." Não poderia, pois, ser mais claro, Pacheco Pereira, embora isso já se revelasse completamente desnecessário: para ele, como para os restantes partidários do referendo europeu, não existe uma posição política de fundo, em termos gerais e abstractos, sobre o instituto do referendo, e referendar o novo tratado só é decisivo porque acham que, assim, ele poderia esperançadamente vir a ser recusado.
É pena, mas Pacheco Pereira - cujo modelo de comentários me habituei a apreciar em contraponto áquele que é aceite como padrão em Portugal, o de Marcelo Rebelo de Sousa - está a tornar-se, cada vez mais, um analista (ou comentarista) político de causas, normalmente perdidas. Foi assim com Savimbi, foi assim com Bush, é assim no seu combate contra o aprofundamento político da União. É pena, é demasiado inteligente para isso - e também para a servidão a tão ruins causas.