Começou a habitual "dança" dos nadadores portugueses nos Jogos Olímpicos, onde apenas Alexandre Yokochi foi excepção, em 1984, em Los Angeles: afastados sem apelo nem agravo nas primeiras eliminatórias. Só o que não entendo é porque Portugal continua a investir numa modalidade na qual, ao longo dos anos, não consegue, para além do já mencionado, um único resultado digno de registo (para além de Yokochi, nem uma única presença nas 1/2 finais), continuando a enviar dezenas de nadadores aos J.O. e assim lançando literalmente para a piscina rios de dinheiro que poderiam ser investidos com melhores resultados em outras modalidades, onde alguns resultados lá vão aparecendo (judo, atletismo, canoagem, vela e por aí). Um exemplo típico de má gestão e esbanjamento de recursos...
Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
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sábado, julho 28, 2012
sábado, agosto 16, 2008
Portugal e os Jogos Olímpicos (4) - "natacinha"
Se nos dermos ao trabalho de verificar as classificações dos nadadores portugueses nas várias edições dos Jogos Olímpicos verificamos que apenas uma vez um deles atingiu a final: Alexandre Yokochi, 7º lugar em Los Angeles 1984 nos 200 metros bruços. O mesmo Yokochi foi 9º nessa mesma prova em Seoul, correspondendo a uma participação nas meias-finais. Fora essa excepção, não existe registo de mais qualquer classificação portuguesa entre os 16 primeiros, correspondente a numa meia-final, pertencendo as melhores classificações seguintes a José Couto (18º nos 100 metros bruços em Sidney e nos 200 metros bruços em Atlanta), Artur Costa (17º nos 1 500 metros livres em Barcelona) e Sandra Neves (18º lugar em Seoul nos 200 metros mariposa).
Convenhamos que é pouco para delegações que não raras vezes excederam a dúzia de nadadores: com os recursos empregues e o investimento realizado não seria exagero esperar algumas presenças nas meias-finais (digamos que pelo menos 1/3, em média, dos participantes seria o mínimo exigível) e uma ou outra presença numa final. Será, pois, altura para a Federação Portuguesa de Natação e o governo reequacionarem a estratégia, investimento e aplicação de recursos até aqui seguidas no sentido de um efectivo e real progresso dos resultados alcançados, colocando um definitivo ponto final ao esbanjamento de recursos até aqui verificado, como prova qualquer análise rigorosa dos resultados obtidos.
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