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quinta-feira, dezembro 05, 2013

Billboard #1s by British Artists - 1962/70 (10)

Manfred Mann - "Do Wah Diddy Diddy" (Jeff Barry - Ellie Greenwich)
(17-10-1964)
Nota: o tema é um "cover" de um original de 1963 dos americanos...

...The Exciters

quinta-feira, junho 06, 2013

História(s) da Música Popular (211)

Darlene Love - "(Today I Met) The Boy I'm Gonna Marry"

Phil Spector (IX)

Segundo tema da parceria Ellie Greenwich-Tony Powers para Spector, "(Today I Met) The Boy I'm Gonna Marry" foi gravado por Darlene Love (a tal das "falsas" Crystals e também membro de Bob B. Soxx And The Blue Jeans)  em Março de 1963, como seu primeiro "single" a solo, e tem arranjos musicais de Jack Nitzsche. 

segunda-feira, maio 06, 2013

História(s) da Música Popular (210)

Bob B. Soxx And The Blue Jeans - "Why Do Lovers Break Each Other's Heart"

Phil Spector (VIII)

Dois pontos importantes: de Bob B. Soxx And The Blue Jeans", uma criação de Spector, faziam parte Fanita James e Darlene Love, ambas membros das falsas Crystals que gravaram "He's A Rebel". Depois disto que dizer? O tema (1963) é da autoria de Ellie Greenwich, sem o seu team mate  habitual Jeff Barry mas com um tal Tony Powers (não me perguntem mais sobre ele). Segundo a brochura que acompanha "Back To Mono", o tema é um tributo a Frankie Lymon, de Frankie Lymon And The Teenagers bem conhecidos pelo mega-sucesso "doo wop uptempo" "Why Do Fools Fall In Love". Foi também a primeira de muitas colaborações de Spector com Ellie Greenwich, embora, tanto quanto eu saiba, apenas uma vez mais com Tony Powers como parceiro. Mas essa é já outra história.

quarta-feira, abril 10, 2013

História(s) da Música Popular (209)

The Crystals (ou Darlene Love & The Blossoms) - "He's Sure The Boy I Love"

Phil Spector (VII)

Ora depois do sucesso de "He's A Rebel", o único #1 das Crystals nos USA, Phil Spector usou (é o termo) uma vez mais Darlene Love e as Blossoms, travestidas de Crystals (ver aqui), para o número seguinte, "He's Sure The Boy I Love". Já muito "wall of sound", este é um tema caracteristicamente Brill Building, escrito por Barry Mann e Cynthia Weil, com arranjos de Jack Nitzsche, e gravado para a Philles Records em Novembro de 1962. Chegou a #11 do Billboard. Penso que terá sido esta a última gravação das "falsas" Crystals e de Darlene Love, em breve substituída por "LaLa" Brooks, como respectiva vocalista. Mas não asseguro.

quinta-feira, janeiro 20, 2011

A morte de Don Kirshner e a ignorância jornalística do "Expresso"

De facto, a ignorância jornalística não tem limites. A propósito da morte de Don Kirshner (ver "post" neste "blog") o "Expresso" não só lhe chama "compositor de Elvis Presley" (não tenho ideia que Kirshner alguma vez tenha composto o que quer que fosse, muito menos nada de relevante ou para Presley) como, para justificar tal epíteto, lhe atribui a autoria de "You've Lost That Lovin' Feelin'". Duas notas:
  1. Embora Presley tenha interpretado "You've Lost That Lovin' Feelin'", pouca gente o saberá, já que o tema foi êxito retumbante, isso sim, na voz dos Righteous Brothers (editado em Dezembro de 1964 - #1 em Fevereiro de 1965), aos quais ficará para sempre ligado. Aliás, para além do "cover" de Elvis Presley existe uma lista infindável de versões, algumas bem mais conhecidas do que a de Presley.
  2. Os seus autores são Barry Mann, Cynthia Weil e Phil Spector, nomes incontornáveis da música popular, do Brill Building e da Aldon Music de Kirshner e Al Nevins, claro. Mas daí a atribuir-se a sua autoria a Kirshner...
  3. Os nomes do Brill Building indissoluvelmente ligados à carreira de Presley depois da passagem deste da SUN para a RCA são Jerry Leiber e Mike Stoller, autores de temas como "Treat Me Nice", "Baby I Don't Care", "Love Me", "Jailhouse Rock" e por aí fora.

Uma lástima, já que o "Expresso" tem obrigações.

quarta-feira, janeiro 19, 2011

Morreu Don Kirshner (1934-2011), o homem que inventou a "pop"


Texto publicado neste "blog" e integrado no nº 50 de "História(s) da Música Popular" (11 de Julho de 2007)

"Pois a história podia começar assim: era uma vez um edifício situado no nº 1619 da Broadway. Ou então assim: o mercado emergente da nova cultura juvenil a que o r&r deu voz, não podia passar despercebido à indústria da música, que viu nele abrir-se um novo campo ao seu desenvolvimento. Pois então fica assim: desde antes da WWII que muitas das grandes produtoras e editoras de música tinham a sua sede no nº 1619 da Broadway, o “Brill Building”, assim chamado por via dos irmãos Brill, os seus proprietários originais. Depois do advento do r&r, mais precisamente em 1958, Don Kirshner, aquele que viria a ser um dos grandes produtores da pop (foi o "inventor" dos Monkeys e dos Archies), e a sua Aldon Music (em parceria com Al Nevins) estabeleceram aí os seus escritórios, embora mais tarde se tenham transferido para o nº 1650. E agora uma curiosidade: porquê aí? Bom, o nº 1650 tinha sido propositadamente construído para o efeito, com portas laterais, já que as leis da época não permitiam que os músicos utilizassem as... portas da frente! Era um bocado como se fossem os “marçanos” e as “sopeiras” da minha infância! E qual a ideia de Kirshner? Exactamente, partindo do r&r e tendo como mercado-alvo a nova cultura juvenil, criar um estilo musical mais melódico, musicalmente mais bem estruturado e orquestrado, suficientemente simples para ficar no ouvido mas sem o seu lado mais selvagem e que fosse ao encontro dos valores, sentimentos e aspirações dessa nova cultura emergente. Digamos que assim nasceu a pop, tal como hoje a conhecemos.

Para isso era necessário recorrer a quem tivesse bons conhecimentos de música e composição, mas, simultaneamente, fosse novo de idade e mente o suficiente para se enquadrar no espírito da época. E, de acordo com estes padrões, quem foram os primeiros contratados? Uma dupla já conhecida por ter composto um grande êxito para Connie Francis (“Stupid Cupid”, mais conhecido em Portugal pelo cover da brasileira Celly Campelo): Neil Sedaka, um músico de dezoito anos de formação clássica (piano), e o seu colega de escola Howie Greenfield. Foi apenas o início: Sedaka começou aí uma carreira recheada de êxitos como cantor e compositor (a “meias” com Greenfield), Kirshner enriqueceu, outras duplas de maior sucesso e consistência (até nas “letras”) foram contratadas (Barry Mann – Cynthia Weil; Carole King – Gerry Gofin; Ellie Greenwich – Jeff Barry; Doc Pomus – Mort Shuman; Jerry Leiber – Mike Stoller) e ao Brill Building ficaria para sempre ligado aquele que foi o maior produtor de sempre da pop music, tendo mesmo definido novos padrões para a função: Phil Spector, o “inventor” do célebre “Wall of Sound” e de um sem número de grupos e cantores da 1ª metade dos anos sessenta. Lá iremos, já que por aqui, pelo Brill Building, iremos ficar longo tempo, que ele (o 1619 – 1650 da Broadway) bem o merece.

Pois comecemos por aquele que terá sido mesmo o começo: “The Diary” da dupla “Greenfield – Sedaka”, #14 em 1959, interpretado pelo próprio Sedaka. Se pensarmos que Sedaka tinha sido escolhido por Arthur Rubinstein “himself” para tocar piano num espectáculo da “Antena 2” lá do sítio, veremos quão insondáveis são os desígnios da música e quanto toda ela é uma paixão."

Nota final: o "Expresso" chama a Kirshner "compositor de Elvis Presley". Não sei onde foram inventar tal disparate, mas apetece-me dizer que a ignorância não tem limites.

Neil Sedaka - "The Diary"

segunda-feira, fevereiro 18, 2008

História(s) da Música Popular (77)



The Teddy Bears - "To Know Him Is To Love Him" (Phil Spector)

The Silver Beatles - "To Know Her Is To Love Her" (Phil Spector)

The Brill Building (XXVI)

Pois estou para aqui farto de falar de Phil Spector enquanto produtor e ainda não tinha falado da sua intervenção como intérprete e do modo como tudo começou. Pois isso aconteceu em 1958 (há já 50 anos, livra!) e com os Teddy Bears (Phil, Marshall Leib e Annette Kleinbard) e o tema “To Know Him Is To Love Him” escrito pelo próprio Phil Spector. Pois segundo rezam as crónicas, Phil, nascido em 1939 e vítima de bullying na escola (lá está, o vienense professor Segismundo sempre tinha as suas razões e por isso Spector deu no que deu) e originário de uma família de imigrantes judeus russos a viver no Bronx, terá emigrado para a Califórnia com a mãe em 1953, depois da morte do pai em 1949, e aí formou os seus Teddy Bears. Pois foram Spector e os Teddy Bears que juntaram dinheiro para a sua primeira gravação e se dela não reza muito a história, já à segunda acertaram em cheio e “To Know Him Is To Love Him” (parece que inspirado no epitáfio de seu pai) guindou-se a #1 e vendeu mais de um milhão de cópias. Foi o início de tudo, claro: não de o primeiro milhão de dólares mas do primeiro milhão de discos, o que é quase a mesma coisa. Dos Teddy Bears pouco mais se ouviu falar, mas de Spector, o que se seguiu (e já por aqui temos visto muito) faz mesmo parte da História.

Como curiosidade o facto de o baterista utilizado na gravação ter sido, nem mais nem menos, Sandy Nelson, cujos instrumentais “Teen Beat” e “Let There Be Drums” alcançariam mais tarde enorme popularidade. Também importante facto a assinalar a inclusão entre os intérpretes que gravaram covers do tema de nomes como... tan, tan, tan, tan, os Beatles (ou melhor, os Silver Beatles ainda com Pete Best), mudando o "género" da canção de masculino para feminino, e – e esta hem! – Amy Winehouse. Pois nada se perde e nada se cria, tudo se transforma. Pelo menos foi o que disse o senhor Lavoisier e, depois do que aqui se viu, quem sou eu para o desmentir?