Gravado também em Março de 1963 e composto, com Spector também a dar uma "ajudinha", pela mais do que célebre parceria Ellie Greenwich - Jeff Barry, cujos temas mais conhecidos aqui pelo "rectâgulo" talvez sejam "River Deep, Mountain High", de Ike & Tina Turner, e "Doo Wah Diddy Diddy", na versão dos Manfred Mann, "Da Doo Ron Ron", apesar de nunca ter chegado a #1 (ficou-se por #3 nos USA e #5 no UK e foi uma sorte), é seguramente dos temas mais conhecidos da música popular e das Crystals "verdadeiras" (uma confusão, não é? Não admira a vida de Spector tenha acabado também na maior das confusões). Os arranjos, claro, são mais uma vez de Jack Nitzsche.
Bom, que mais há a dizer? Segundo aqui o meu "calhamaço" de "Back to Mono", parece que no final da gravação Spector terá perguntado a Sonny Bono (esse mesmo): "Is it dumb enough"?, ou seja - palavras de Sonny Bono - "Is everybody going to get the simplicity of this"? Ao que Sonny Bonno terá respondido: "Man, that sure is dumb enough". Spector, que gostava sempre de ter a última palavra, terá retorquido: "No Sonny, that's gold!" "Solid gold coming out of thar speaker".
The Crystals (ouDarlene Love & The Blossoms) - "He's Sure The Boy I Love"
Phil Spector (VII)
Ora depois do sucesso de "He's A Rebel", o único #1 das Crystals nos USA, Phil Spector usou (é o termo) uma vez mais Darlene Love e as Blossoms, travestidas de Crystals (ver aqui), para o número seguinte, "He's Sure The Boy I Love". Já muito "wall of sound", este é um tema caracteristicamente Brill Building, escrito por Barry Mann e Cynthia Weil, com arranjos de Jack Nitzsche, e gravado para a Philles Records em Novembro de 1962. Chegou a #11 do Billboard. Penso que terá sido esta a última gravação das "falsas" Crystals e de Darlene Love, em breve substituída por "LaLa" Brooks, como respectiva vocalista. Mas não asseguro.
The Crystals (ou Darlene Love & The Blossoms) - "He's A Rebel"
Phil Spector (VI)
Bom, a história, ou a
"trafulhice", é das mais conhecidas da música popular, e eu próprio
já a contei poraquiuma vez:"encontrando-se as Crystals em
LA e Spector em NY, nada melhor do que gravar quanto antes com Darlene Love e
as Blossoms, uma vez que teria chegado aos ouvidos do nosso bom amigo Phil que
Vicky Carr se preparava para gravar o tema. E como nos negócios “tempo é
dinheiro”, nada melhor que usar o que se tem mais à mão. E se bem o pensou,
melhor o fez, claro.
Bom, o problema, o
pequeno problema, é que a partir daí “He’s a Rebel” teve de passar a fazer
parte do repertório “ao vivo” do grupo e a voz de Barbara Alston nada tinha a
ver com o registo de Darlene Love. Mas como neste mundo, e principalmente para
Spector, tudo tem uma solução, “La La” Brooks passou de imediato a lead
singer".
Mas voltemos um pouco atrás... Phil Spector tinha
produzido já um dos temas de Gene Pitney, "Every Breath I Take", e
alguém lhe terá soprado qualquer coisa sobre "He's a Rebel", uma
composição de Pitney. E pronto, foi assim, e por isso, que Phil passou das
palavras aos actos, em boa hora pois o tema chegou rapidamente a #1 corria o ano de 1962. Crystals
ou Blossoms pouco importa, já que de "trafulhices" destas também se
fazem as histórias da música popular, do "rock & roll" e de Spector em particular.
Ora bem... Em minha opinião será com as Crystals e com estes dois temas que Spector começa a aproximar-se do "wall of sound" que o deixaria rico e famoso. Ambos foram gravados em 1961 (#20 e #13 no "hit-parade", respectivamente) para a Philles Records, formada por Phil e Lester Sill (este abandonaria a parceria em 1962 ficando Spector dono a tempo inteiro) e que seria até 1967 a editora responsável por muitas das obras (é disso mesmo que se trata) de Phil Spector, incluindo os emblemáticos "River Deep, Mountain High", de Ike & Tina Turner, "He's a Rebel" e "Da Doo Ron Ron", das Crystals, e "Be My Baby" das Ronettes de Veronica Bennett, later Ronnie Spector. Ah! e como estamos na época, do mais do que célebre "A Christmas Gift For You", considerado por muitos (por mim também) como o melhor álbum de Natal de música popular de sempre.