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sábado, agosto 03, 2013

Ora então "estamos neste género assim"

Ora no início das férias estamos neste género assim: temos uma ministra da Finanças e um secretário de Estado do Tesouro mergulhados até ao pescoço no chamado caso dos swaps", sendo que a ministra comprovadamente mentiu ao Parlamento e o agora secretário de Estado, ao tempo ao serviço do City Group, tentou induzir o governo anterior a cometer uma ilegalidade junto das instituições europeias; um ministro dos Negócios Estrangeiros que, mesmo sem responsabilidades directas nos acontecimentos, exerceu funções dirigentes no maior escândalo do regime e de tal coisa, embora dentro da legalidade, retirou benefícios directos; um ex-autarca "modelo" e ex-ministro do maior partido da actual coligação, agora a cumprir pena de prisão por crime directa ou indirectamente ligado com as funções que exerceu, a pretender candidatar-se a presidente da Assembleia Municipal da autarquia que dirigiu; um presidente de Câmara (Macário Correia), condenado em primeira instância a perda de mandato e que tinha decidido auto-suspender-se das suas funções enquanto aguardava decisão sobre o recurso apresentado, decide reassumir funções com o beneplácito do seu partido (PSD);ah, e por não ser de directa nomeação do Estado português, ainda dou de barato o facto do ex-ministro Miguel Relvas, com um "curriculum vitae" abaixo de toda e qualquer suspeita, ir exercer um tal cargo de Alto Comissário, blá, blá, blá, funções nas quais não será remunerado mas que lhe abrirão as portas aos negócios habituais com os países de língua portuguesa. Depois disto, que coragem me resta para lutar contra os que tomam a nuvem por Juno e acham "os políticos querem todos é poleiro", "são todos uns corruptos", etc, etc, etc? Confesso conhecer muita gente honesta na política e nos negócios (a maioria, aliás), mas também assumo que perante cenários como este nem sempre é fácil convencer os descrentes.

Nota final: já agora... O presidente do Governo Regional da Madeira, militante e acho que dirigente do maior partido da coligação, decidiu rasgar em público um exemplar do Diário de Notícias da região, num acto que revela total desprezo pela democracia, pela liberdade de expressão e num claro apelo censório. Será ingenuidade da minha parte perguntar o que lhe vai suceder ou já toda a gente decidiu na "ilha das bananas" e no continente adjacente que o energúmeno é inimputável? 

quarta-feira, outubro 07, 2009

3 "posts" 3 ao correr do teclado - 3º: as eleições autárquicas e os círculos uninominais

Parece que Isaltino Morais se prepara para ser reeleito no concelho com maior percentagem de licenciados do país (dizia o meu pai que instrução e educação são coisas muito diferentes...). É natural que o mesmo aconteça com a senhora Felgueiras, Valentim Loureiro (o tal que levou o Boavista F. C. à falência) e não sei se com Ferreira Torres (se calhar, esqueci-me de alguns...). Deixemos de parte o “povo da SIC”, que só não gosta de políticos e de corruptos apenas quando não são os “seus”. Mas, pergunta: que comentário merece este caso aos acérrimos defensores dos círculos uninominais como sacrossanta mezinha para a respeitabilidade das instituições democráticas (a aproximação entre eleitores e eleitos, dizem...), num país que não tem deles tradição e, quando a tem, ela é a da demagogia, do populismo e, em tempos de antanho, da velha e relha “chapelada”?

Eu, por mim, face a este estilo de “aproximação”, “passo” e, em função do que vejo, prefiro continuar a sentir-me longe dos eleitos... Nada de promiscuidades, se não se importam...

terça-feira, agosto 04, 2009

Arguidos, condenados e candidatos

Quando os direitos, liberdades e garantias definidores de um Estado de direito democrático estão em jogo, é bom que não se fique calado. Sejamos claros: apenas sentença jurídica transitada em julgado que o impeça pode limitar a candidatura de cidadãos a cargos políticos, desde que todas as outras condições exigíveis estejam preenchidas. Por isso mesmo, nada pode impedir Isaltino Morais ou qualquer outro cidadão constituído arguido, pronunciado, acusado ou condenado (peço desculpa de eventual menor rigor mas não sou jurista) de se candidatar a uma autarquia ou a um lugar de deputado, neste último caso, desde que um partido aceite incluí-lo nas suas listas.

Algo diferente é um partido ou grupo de cidadãos determinar incompatibilidades para a sua candidatura por essa organização, tal como Luís Marques Mendes o fez – e muito bem -, mas essa é uma decisão estritamente política que apenas a eles compete e diz respeito. Em última análise, compete aos eleitores decidir, com o seu voto, e à justiça julgar. Quando a moral, com a inerente hipocrisia, tende a substituir-se a critérios que deveriam ser apenas políticos e jurídicos, é caso para dizer que algo vai mal para a democracia e para a liberdade.

segunda-feira, agosto 03, 2009

Isaltino e o "povo da SIC"

Algo convém não esquecer no dia da condenação em 1ª instância de Isaltino Morais e no preciso momento em que caixas de comentários de "blogs", "sites" de informação e jornais “on-line” serão com certeza inundadas dos habituais insultos do “povo da SIC” sedento do sangue dos “ricos e poderosos” mas sempre com a memória curta, demasiado curta: quem elegeu Isaltino Morais durante mandatos sucessivos, com mais do que confortáveis maiorias, foram os eleitores, cidadãos portugueses residentes ou recenseados no concelho de Oeiras, ao que dizem, o concelho com maior número de licenciados no país. Foram eles, todos eles, que também foram hoje julgados e condenados. Tenham vergonha!

Não sabiam? Quem elege constantemente para seu presidente alguém com o perfil do autarca de Oeiras - tal como quem elegeu Hitler só poderia esperar algo de parecido com o genocídio e o holocausto - alguma vez pôde imaginar o resultado seria diferente ou se preocupou muito com o que, hoje, foi dado como provado?

Já agora. Se o julgamento teve condenados teve também um vencedor e espero ninguém o esqueça. Chama-se Luís Marques Mendes e foi o mais competente presidente do PSD dos últimos anos.

quinta-feira, abril 02, 2009

O autarca Isaltino e a sua... Ajudante(?)

Por favor, esqueçam o “Freeport”, as derrotas da selecção, a crise, o G20, os “ofícios correlativos”. Esqueçam tudo isso, mais alguma coisa e ainda o que devem ao Banco se isso, por acaso, acontecer. O que vale a pena ler e seguir esta semana é mesmo o conflito, mais ou menos folhetinesco, entre o autarca Isaltino e a sua adjunta(?), secretária(?), chefe de gabinete(?), “chega-me isso”(?), amante(?), companheira episódica de negócios de cama(?), lençóis(?), sofás(?), tapetes(?), duche(?) ou o que a imaginação (que penso não seja muita) fizer o favor de lhes lembrar - ou será tudo isso ao mesmo tempo? -, Paula Nunes.

Está lá tudo: o retrato do país a nível das instâncias intermédias do Estado expresso na ausência de educação, nos tiques de um novo-riquismo pacóvio, no nepotismo, no pequeno tráfico de influências, no modo como se usa o poder para a obtenção de favores sexuais (olha-se para o autarca Isaltino e não se imagina o pudesse conseguir de outro modo!...), na ausência de qualquer política de recursos humanos digna desse nome, de noção de serviço público, nos esquemas que conhecemos dos filmes sobre Máfia (a história dos jantares nas “suites” dos hóteis parece copiada de “Once Upon A Time In America”), na exposição despudorada das vidas privadas para a obtenção de pequenas/grandes vinganças, no sentimento de impunidade que a tudo isto preside. Tudo demasiado “low cost”, demasiado repulsivo, demasiado rasca.

No fim, depois de esgotarmos o riso, o escárnio, o nojo, resta-nos uma sensação incómoda de secura, como se nos tivesse passado a “bebedeira”: é que foram os portugueses - nossos concidadãos, aqueles que nos fóruns de opinião vociferam contra a corrupção, “os ricos e poderosos”, “os políticos que são todos uns malandros” - que mesmo já sabendo, não “a missa a metade” mas a missa quase toda, tornaram a eleger esta gente, ou algo de parecido ao que normalmente apelidamos de pessoas.

Resta um arrepio...

quarta-feira, novembro 12, 2008

Um dia na vida do autarca Isaltino Morais...

Ouvi hoje de manhã, no RCP, o presidente da Câmara Municipal de Oeiras, Isaltino Morais, descrever como iria ser o seu dia. Depois de dizer que entre as 9h e as 10h leria a imprensa e beberia café, Isaltino declarou que teria uma reunião entre as 10h e as 12h, finda a qual teria um almoço com um empresário. Regressaria às 15h para mais reuniões e assuntos de trabalho e voltaria para casa por volta das 21h, muito feliz porque hoje o conseguiria fazer cedo.

Deixo alguns conselhos ao ilustre autarca. Tente chegar ao seu local de trabalho ½ hora mais cedo. Se puder ser uma hora ainda melhor. Como deve viver no concelho e ter carro com motorista, isso não deve ser por demais complicado. Por certo terá alguém na Câmara que lhe prepare antecipadamente o que ler, o que, estou certo, lhe irá poupar algum tempo, desse modo podendo começar a reunião da 10h pelo menos meia hora mais cedo. Outro conselho (com “s”, já que com “c” deixe-se estar onde está que pelo vistos bem o merecem e apreciam). Tente almoçar qualquer refeição ligeira no seu local de trabalho (há empresas de catering que as fornecem com muita qualidade), enquanto trata dos assuntos que tem a tratar com o tal empresário, que lhe ficará grato com a familiaridade assim demonstrada de lhe dar a honra de com ele almoçar num ambiente reservado. Uma hora e meia, no máximo, é mais do que suficiente. Olhe que até lhe dar um ar de maior eficácia (“à americana”, como dizia o carteiro do “Há Festa na Aldeia” do Tati), emagrece, que bem precisa, e ainda lhe aumenta a esperança de vida. Ah, e ainda é capaz de aligeirar o orçamento da autarquia! Claro que a reunião das 15h pode assim passar para 14h.

Se seguir estes conselhos vai ver que a tarde lhe corre melhor, vai trabalhar com mais à vontade e decidir com mais rigor e, last but not least, poderá regressar ao “rimanço” do lar aí pelas 19h, 19.30h, no máximo. Isto para o caso de querer, claro, por lá também o quererem e assim se sentir bem. “Bute lá” experimentar? "À americana, à americana"!