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domingo, junho 09, 2013

A desonestidade intelectual de Helena Matos

Podemos gostar ou não da Álvaro Cunhal e do PCP, comungar ou não das suas ideias e ideais (não comungo), estar até de acordo ou em desacordo com as opções da CML para a toponímia "alfacinha", mas gostaria de lembrar a Helena Matos algo que sei ela não desconhece mas com total desonestidade intelectual opta por varrer do seu conhecimento: Álvaro Cunhal e o PCP são parte estruturante da nossa história democrática e do regime, também ele democrático, em que vivemos; lutaram contra a ditadura e pelo seu derrube e, além de tudo o mais, o país viveu 48 anos sob a ditadura de António Oliveira Salazar, continuada por Marcelo Caetano, e não sob qualquer regime autoritário ou totalitário dirigido pelo Partido Comunista Português e por Álvaro Cunhal.  Digamos que o actual regime democrático homenageia assim um dos seus, mesmo que a maioria dele tenha quase sempre discordado, e isso faz toda a diferença e só demonstra a sua superioridade. Assim sendo, é bom que Helena Matos deixe de tentar rescrever a História e perceba, apesar dos percalços do PREC, que o actual regime se implantou e edificou contra a ditadura do Estado Novo, e não contra quem poderia dar mais jeito a si e aos seus correlegionários para mais facilmente poderem moldar o país e os portugueses aos seus novos "amanhãs que cantam".

quinta-feira, dezembro 20, 2012

O "Gato Maltês" elege a dupla de ex-maoístas do ano


É sabido que muitos ex-maoístas ocupam posições de relevo da vida pública portuguesa, e até já tivemos um primeiro ministro e vários ministros oriundos dessa área. Até o presidente de uma associação patronal - pessoa que prezo, diga-se - iniciou o seu percurso político brandindo o "livrinho vermelho" e dissertando seguramente sobre "A Justa Resolução das Contradições no Seio do Povo". No jornalismo e entre os comentadores políticos a sua presença está mesmo perto de poder ser considerada dominante. Por outro lado, na chamada "esquerda radical", parte dela oriunda dos chamados grupos m-l e sucessora dos seguidores dos "camaradas" Mao Tsé Tung (escrevia-se assim) e Enver Hoxha (parece que agora já não se escreve assim), as lideranças bicéfalas estão na moda e parecem ter assumido o comando. Por isso mesmo - e sempre atento a estas coisas, acrescente-se - o "Gato Maltês" decidiu eleger a sua dupla de ex-maoístas favoritos deste ano de 2012. E pela sua luta sem tréguas em prol da definição de uma linha justa para a edificação do verdadeiro "Tea-Party" português, em que tanto se distinguiram, o prémio vai para... tan, tan, tan ,tan, HELENA MATOS e JOSÉ MANUEL FERNANDES. Longa vida aos "camaradas", pois!

quinta-feira, outubro 11, 2012

Helena Matos e o trabalho sexual


Claro que a prostituição não é uma actividade como "outra qualquer", tal como não o são jogador de futebol, mineiro, empregado bancário, bailarino, motorista de ligeiros ou pesados, caixeiro viajante and so on. Todas estas, e quaisquer outras, têm as suas especificidades. Mas o que Helena Matos está a fazer ao colocar de um lado, isolando-a, a prostituição e do outro, indiscriminadamente, o conjunto formado por todas as outras profissões é, pura e simplesmente, a discriminar negativamente, e por oposição, a actividade sexual, lançando-a à partida para um gueto, no limite tornando-a maldita. Infelizmente, é esta a diferença entre o conservadorismo tradicional e os  pseudo-liberais que nos governam: enquanto os primeiros assumem normalmente uma posição hipócrita, fingindo não verem e não existir o que os incomoda, os pseudo-liberais "ex-maoístas" reconhecem-no para o poderem oficialmente discriminar. Assim não vamos longe...


domingo, janeiro 02, 2011

Helena Matos e a geração de 60

Helena Matos é como Augusto Santos Silva: se este gosta de “malhar na direita”, Helena gosta de o fazer na geração de 60 (do século XX, entenda-se). Por mim, gostaria de lembrar Helena Matos que a geração de 60 foi - como muitas asneiras pelo meio, como seria de esperar em qualquer rodopio de mudança - aquela que lutou contra a ditadura e foi sacrificada numa guerra colonial sem sentido; que, nos USA, lutou contra a segregação, pelos direitos cívicos e contra a guerra do Vietnam; em Praga contra os tanques soviéticos; foi a geração do “rock and roll”, da libertação sexual, do movimento hippie, do psicadelismo, do Maio 68; do “Cinema Novo” e da recuperação dos clássicos americanos da 7ª arte; que mudou o modo de vestir, de viver e de pensar. Foi a geração que chegou à Lua e evitou conflitos à escala mundial como os dos 50 anos anteriores. E assim sucessivamente!

Lendo Helena Matos chegamos à conclusão que será talvez dessas mudanças que o seu conservadorismo se queixa; mas lendo um pouco melhor somos forçados a concluir que falta ao seu texto dimensão para tal. Como podemos ler no final do seu artigo, queixa-se apenas de uma coisa: da sua carteira, do seu cartão de crédito e da sua conta bancária. Convenhamos que é legítimo; mas está ao nível de dona de casa de bata a queixar-se da “carestia” e do “isto cada vez está pior”! Mas bem vistas as coisas, não seria de esperar muito mais.

quinta-feira, janeiro 15, 2009

Helena Matos ao nível do "Zé Manel taxista"

Gostaria fosse "linkável", mas infelizmente não é. Uma vez mais, Helena Matos assume no “Público” o lugar de porta-voz de uma extrema-direita que pensávamos já extinta: ignorante, “trauliteira” , burra, ressabiada. Ao nível de um qualquer “Zé Manel taxista”, já que isso de chauffeuse “fia mais fino” e allumeuse não pode ser quem quer. Pretender, focando o caso de Cristiano Ronaldo, com a excepção justificar o erro da regra é o mesmo que pôr o rabo a abanar o cão, a terra como centro do universo, a chuva a cair para cima. Pior, muito pior, porque neste último caso ainda nos restaria algo de surrealmente divertido, e não apenas alguma tristesse sem bonjour.

No fundo, querendo parecer o contrário, a crónica de Helena Matos - que teve o mérito de aqui há uns tempos aparecer a agitar um pouco as águas mas que se mostra incapaz de algo mais e assim se esgotou - constitui a melhor das justificações para que no ensino obrigatório, e por rejeição da patetice tornada escrita, os defensores do statu quo tenham uma boa razão para que tudo fique na mesma. É que só assim acontecendo Helena Matos poderá continuar a escrever disparates. O que obviamente agradece.

terça-feira, novembro 18, 2008

Helena Matos e avaliação de professores (uma vez mais)

Helena Matos volta hoje no "Público" (só para "assinantes") a confundir avaliação de escolas e avaliação de professores. Por isso, volto também a transcrever o que aqui escrevi no dia 15 de Março deste ano.
"...o mercado, mesmo que funcionando de forma perfeita o que só acontecerá na cabeça de Helena Matos ou nos “modelos” económicos que se utilizam como simplificações da realidade (haverá sempre constrangimentos sociais, geográficos, etc e, mesmo que os não houvesse, o resultado final seria sempre “os melhores alunos para as melhores escolas” com toda a discriminação daí resultante que é contrária à inclusão que o ensino público deve promover), apenas poderia avaliar escolas e nunca os respectivos professores, do mesmo modo que esse mesmo mercado pode avaliar empresas, premiando com o sucesso as mais competitivas, mas não cada funcionário e colaborador dentro de cada uma delas, algo que estas não se dispensam de fazer sem que alguém se lembre, talvez com a natural excepção da CGTP, de acusar as respectivas administrações de estarem a recorrer a um “mecanismo autoritário ou de controlo”."

terça-feira, julho 29, 2008

Os portugueses e os seus prémios Nobel

Durante anos Portugal viveu incomodado por não ter um Nobel desde Egas Moniz e mesmo esse “a meias” (mais a mais, com alguém cujo nome era Walter Rudolf Hess – mas este era suiço) e controverso pela técnica científica que presidiu á sua atribuição. Aspirou-se a ele tanto como a um Oscar, de preferência na cultura e nas artes, pois era sabido e reconhecido que dificilmente a evolução sofrida pela investigação científica permitiria a Portugal aceder a um qualquer outro. De repente houve Saramago, e talvez porque o escritor também era, ele próprio, controverso - pelas posições assumidas durante o PREC, por viver em Espanha, pela questão “Sousa Lara”, pela sua ligação ao PCP e, se calhar, por ser arrogante e antipático, algo que os portugueses gostam de agitar quando detestam alguém por outras razões - os portugueses, e com eles Helena Matos sua porta-voz e vanguarda (ver “Público” de hoje, não linkável), voltaram a sentir-se incomodados. São feitios... Maus! Mas é feio e "pouca coisa"... Mesquinho, agirmos assim.

Nota: não simpatizo especialmente com as ideias políticas de Saramago e, daquilo que li, existem coisas que gosto e outras de que gosto menos. Mais: se o seu “Nobel” tem na base uma acção de lobbying eficaz, ainda bem. Melhor isso do que passarmos a vida a queixarmo-nos da nossa incapacidade para agir nessa área.

terça-feira, abril 29, 2008

A geração de 60, Abril e Helena Matos

Helena Matos está equivocada ao afirmar hoje no “Público” (não linkável) “a geração de 60 é uma geração que tem pouco de que se orgulhar em Portugal. Os de direita não foram capazes de reformar o regime. Os de esquerda não foram capazes de acabar com ele. E quer uns quer outros acabaram a ser surpreendidos no dia 25 de Abril por uns capitães pouco lidos mas muito eficazes”.

Em primeiro lugar, quem “fez a tropa” - mesmo como miliciano, que foi o meu caso - sabe que os capitães, nem todos pouco lidos – olhe que não... olhe que não... -, não eram alienígenas: faziam, eles próprios, por direito de idade, vivência e aspirações, parte da geração de 60.

Segundo, porque foram a direita da Sedes, da “ala liberal” do regime e de um outro grupo económico ansiando pelo desenvolvimento - de muitos católicos, também - assim como a esquerda comunista nas fábricas e nos campos, a socialista junto dos governos europeus e a maoista nas universidades (e todas elas na cultura e nas artes) que com a sua acção muito contribuíram para a criação do “caldo de cultura” que culminou em Abril. Ou, já agora, Helena Matos acha que o 25 de Abril nasceu do nada parido por coisa nenhuma?

Uma outra pergunta: na eventualidade de um movimento político do tipo “regenerador”, ao bom estilo das afirmações do General Garcia Leandro, acha Helena Matos que não teria contribuído em nada para a sua eclosão?

terça-feira, janeiro 22, 2008

Helena Matos e o "Hino de Espanha"

Uma explicação de que acho Helena Matos necessita (ver “Público” de hoje, não linkável) para evitar demagogia tanta e tão barata sobre a questão do hino de Espanha.

Os políticos, neste caso os espanhóis, não “se atrapalham com os versos dos hinos que os dirigentes desportivos querem ouvir cantar nos estádios” - e Helena Matos sabe bem que o problema não é esse, só que a verdade lhe dá pouco ou nenhum jeito. Os políticos acham, e bem, pura e simplesmente despropositado que a bizarria de adoptar uma letra para um hino (a “Marcha Real”) que nunca a teve com carácter oficial (lá por casa, ás vezes inventávamos algumas nem sempre com o aval paterno), só para que pudesse ser cantado quando a bandeira de Espanha sobe no mastro ou os jogadores se perfilam no início do jogo, iria causar graves problemas políticos e fracturas várias num país composto por várias nacionalidades, com grandes pulsões independentistas em algumas delas e onde, por esse motivo, pelas feridas mal saradas da guerra civil, por alguma recente radicalização ideológica do PP, inclusivamente pela questão da natureza monárquica ou republicana do regime que só o prestígio de D. Juan Carlos atenua, qualquer pequeno incidente, aparentemente menor, pode ter consequências imprevisíveis. Parafraseando o nosso actual Presidente da República referindo-se aos referendos: esse é, em Espanha, o tipo de coisas que se sabe como começa mas nunca se sabe como acaba. Uma letra para a "Marcha Real" era tudo o que Espanha não precisava de momento, a não ser, talvez, os seus sectores políticos mais radicais. Não era, Helena Matos?

Para além do mais, sabe você, Helena Matos, muito bem, em que contexto histórico e ideológico nasceram os hinos, entre os quais o português, o que acentua ainda mais o carácter um pouco vetusto e arcaico de tal iniciativa. Sabe, no fundo, os políticos de Espanha demonstraram alguma dose daquilo que você, qual incendiária em propriedade alheia, parece revelar desconhecer: bom senso! Só isso: apenas bom senso.