Eu sou o Gato Maltês, um toque de Espanha e algo de francês. Nascido em Portugal e adoptado inglês.
domingo, junho 09, 2013
A desonestidade intelectual de Helena Matos
quinta-feira, dezembro 20, 2012
O "Gato Maltês" elege a dupla de ex-maoístas do ano

quinta-feira, outubro 11, 2012
Helena Matos e o trabalho sexual
domingo, janeiro 02, 2011
Helena Matos e a geração de 60
Lendo Helena Matos chegamos à conclusão que será talvez dessas mudanças que o seu conservadorismo se queixa; mas lendo um pouco melhor somos forçados a concluir que falta ao seu texto dimensão para tal. Como podemos ler no final do seu artigo, queixa-se apenas de uma coisa: da sua carteira, do seu cartão de crédito e da sua conta bancária. Convenhamos que é legítimo; mas está ao nível de dona de casa de bata a queixar-se da “carestia” e do “isto cada vez está pior”! Mas bem vistas as coisas, não seria de esperar muito mais.
quinta-feira, janeiro 15, 2009
Helena Matos ao nível do "Zé Manel taxista"
Gostaria fosse "linkável", mas infelizmente não é. Uma vez mais, Helena Matos assume no “Público” o lugar de porta-voz de uma extrema-direita que pensávamos já extinta: ignorante, “trauliteira” , burra, ressabiada. Ao nível de um qualquer “Zé Manel taxista”, já que isso de chauffeuse “fia mais fino” e allumeuse não pode ser quem quer. Pretender, focando o caso de Cristiano Ronaldo, com a excepção justificar o erro da regra é o mesmo que pôr o rabo a abanar o cão, a terra como centro do universo, a chuva a cair para cima. Pior, muito pior, porque neste último caso ainda nos restaria algo de surrealmente divertido, e não apenas alguma tristesse sem bonjour.
No fundo, querendo parecer o contrário, a crónica de Helena Matos - que teve o mérito de aqui há uns tempos aparecer a agitar um pouco as águas mas que se mostra incapaz de algo mais e assim se esgotou - constitui a melhor das justificações para que no ensino obrigatório, e por rejeição da patetice tornada escrita, os defensores do statu quo tenham uma boa razão para que tudo fique na mesma. É que só assim acontecendo Helena Matos poderá continuar a escrever disparates. O que obviamente agradece.
terça-feira, novembro 18, 2008
Helena Matos e avaliação de professores (uma vez mais)
terça-feira, julho 29, 2008
Os portugueses e os seus prémios Nobel
Nota: não simpatizo especialmente com as ideias políticas de Saramago e, daquilo que li, existem coisas que gosto e outras de que gosto menos. Mais: se o seu “Nobel” tem na base uma acção de lobbying eficaz, ainda bem. Melhor isso do que passarmos a vida a queixarmo-nos da nossa incapacidade para agir nessa área.
terça-feira, abril 29, 2008
A geração de 60, Abril e Helena Matos
Helena Matos está equivocada ao afirmar hoje no “Público” (não linkável) “a geração de 60 é uma geração que tem pouco de que se orgulhar em Portugal. Os de direita não foram capazes de reformar o regime. Os de esquerda não foram capazes de acabar com ele. E quer uns quer outros acabaram a ser surpreendidos no dia 25 de Abril por uns capitães pouco lidos mas muito eficazes”.
Em primeiro lugar, quem “fez a tropa” - mesmo como miliciano, que foi o meu caso - sabe que os capitães, nem todos pouco lidos – olhe que não... olhe que não... -, não eram alienígenas: faziam, eles próprios, por direito de idade, vivência e aspirações, parte da geração de 60.
Segundo, porque foram a direita da Sedes, da “ala liberal” do regime e de um outro grupo económico ansiando pelo desenvolvimento - de muitos católicos, também - assim como a esquerda comunista nas fábricas e nos campos, a socialista junto dos governos europeus e a maoista nas universidades (e todas elas na cultura e nas artes) que com a sua acção muito contribuíram para a criação do “caldo de cultura” que culminou em Abril. Ou, já agora, Helena Matos acha que o 25 de Abril nasceu do nada parido por coisa nenhuma?
Uma outra pergunta: na eventualidade de um movimento político do tipo “regenerador”, ao bom estilo das afirmações do General Garcia Leandro, acha Helena Matos que não teria contribuído em nada para a sua eclosão?
terça-feira, janeiro 22, 2008
Helena Matos e o "Hino de Espanha"
Os políticos, neste caso os espanhóis, não “se atrapalham com os versos dos hinos que os dirigentes desportivos querem ouvir cantar nos estádios” - e Helena Matos sabe bem que o problema não é esse, só que a verdade lhe dá pouco ou nenhum jeito. Os políticos acham, e bem, pura e simplesmente despropositado que a bizarria de adoptar uma letra para um hino (a “Marcha Real”) que nunca a teve com carácter oficial (lá por casa, ás vezes inventávamos algumas nem sempre com o aval paterno), só para que pudesse ser cantado quando a bandeira de Espanha sobe no mastro ou os jogadores se perfilam no início do jogo, iria causar graves problemas políticos e fracturas várias num país composto por várias nacionalidades, com grandes pulsões independentistas em algumas delas e onde, por esse motivo, pelas feridas mal saradas da guerra civil, por alguma recente radicalização ideológica do PP, inclusivamente pela questão da natureza monárquica ou republicana do regime que só o prestígio de D. Juan Carlos atenua, qualquer pequeno incidente, aparentemente menor, pode ter consequências imprevisíveis. Parafraseando o nosso actual Presidente da República referindo-se aos referendos: esse é, em Espanha, o tipo de coisas que se sabe como começa mas nunca se sabe como acaba. Uma letra para a "Marcha Real" era tudo o que Espanha não precisava de momento, a não ser, talvez, os seus sectores políticos mais radicais. Não era, Helena Matos?
Para além do mais, sabe você, Helena Matos, muito bem, em que contexto histórico e ideológico nasceram os hinos, entre os quais o português, o que acentua ainda mais o carácter um pouco vetusto e arcaico de tal iniciativa. Sabe, no fundo, os políticos de Espanha demonstraram alguma dose daquilo que você, qual incendiária em propriedade alheia, parece revelar desconhecer: bom senso! Só isso: apenas bom senso.
