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sexta-feira, abril 13, 2012

E um pouco mais de respeito, Srª ministra Assunção Cristas

Não sei se existe ou não falta de gente para trabalhar na agricultura, mas o que sei e conheço é muita gente que procura qualquer trabalho, qualquer um, mais ou menos adequado às suas qualificações ou ao seu ramo de experiência e conhecimentos, e não o encontra. Em termos gerais e abstractos, é esta a situação, bem demonstrada pela taxa de desemprego mais elevada de sempre no país.

Mas, ao fazer estas afirmações, a ministra Assunção Cristas está tudo menos preocupada com veracidade do que diz e com a sua correspondência à realidade. O que pretende é, isso sim, juntar à sua voz à ideologia dominante neste governo - especialmente no CDS e que serve de justificação acrescida para o corte nas transferências sociais - que tenta passar a mensagem de que os portugueses são "uma cambada de preguiçosos", que "não se dispõem ao trabalho duro" e "gostam é de viver à sombra e à conta dos subsídios estatais". No fundo, que pelo menos uma parte deles é responsável pelo seu próprio desemprego. 

Trata-se, está bem de ver - e não vou ter medo das palavras -, da mais rasteira demagogia populista da direita radical, digna da família Le Pen, e se os portugueses têm compreendido e aceite com notável resignação que, no estado actual do país, é necessária alguma moderação e até refluxo em algumas das transferências sociais que já muitos se vêm forçados a receber - e para as quais também muitos deles descontaram uma vida, note-se - teriam pelo menos todo o direito a verem reconhecida essa sua atitude por parte do governo e, no mínimo, a não serem insultados pela ministra.

sexta-feira, julho 15, 2011

À ministra Cristas

Gosto de gravatas, "prontos". Ao longo da vida a minha profissão sempre me "obrigou" a usá-las, o que fazia com gosto. Hoje, afastado da vida das empresas, uso-as menos e, por vezes, arranjo pretexto para pôr uma, mesmo se podia passar sem tal. Devo dizer, tenho bastantes. Para aí umas oitenta, talvez. De seda e de lã. Regimentais, de cornucópias, às pintas (como as pessoas distintas) e às bolas (como os tipos estarolas). Com motivos de caça. Lisas, de malha. De clubes. Da Drake's, da Michelson's e etc, mas também muitas de origens não tão nobres. Compradas em Portugal e em muitos outros pontos do mundo.  Tenho também daqueles úteis estojos para as transportar em viagem. E também gosto de usar suspensórios, presos em botões adequados nas calças, e lenço de bolso. E pronto, não gosto de gravatas Hermès, sorte a minha com o que poupei.

Perguntam-me-ão neste ponto para que serve este arrazoado? Apenas para concluir que tenho uma sorte danada em não trabalhar com a ministra Cristas. Teria que me revoltar e dizer "alto e bom som": "quero ir de gravata, porra!

Nota: já agora, será que a ministra Cristas acha que os funcionários do ministério sem gravata ficam todos parecidos com Paulo Portas ou Nuno Melo em traje idêntico? Quando começarem a aparecer de camisas aos quadrados, "polos" às riscas e sapatinho "Portside" quero ver o resultado. Senhora ministra Cristas: e se começasse a pensar em fazer alguma coisa de útil? Olhe que o país bem precisa.