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domingo, junho 09, 2013

A desonestidade intelectual de Helena Matos

Podemos gostar ou não da Álvaro Cunhal e do PCP, comungar ou não das suas ideias e ideais (não comungo), estar até de acordo ou em desacordo com as opções da CML para a toponímia "alfacinha", mas gostaria de lembrar a Helena Matos algo que sei ela não desconhece mas com total desonestidade intelectual opta por varrer do seu conhecimento: Álvaro Cunhal e o PCP são parte estruturante da nossa história democrática e do regime, também ele democrático, em que vivemos; lutaram contra a ditadura e pelo seu derrube e, além de tudo o mais, o país viveu 48 anos sob a ditadura de António Oliveira Salazar, continuada por Marcelo Caetano, e não sob qualquer regime autoritário ou totalitário dirigido pelo Partido Comunista Português e por Álvaro Cunhal.  Digamos que o actual regime democrático homenageia assim um dos seus, mesmo que a maioria dele tenha quase sempre discordado, e isso faz toda a diferença e só demonstra a sua superioridade. Assim sendo, é bom que Helena Matos deixe de tentar rescrever a História e perceba, apesar dos percalços do PREC, que o actual regime se implantou e edificou contra a ditadura do Estado Novo, e não contra quem poderia dar mais jeito a si e aos seus correlegionários para mais facilmente poderem moldar o país e os portugueses aos seus novos "amanhãs que cantam".

terça-feira, dezembro 28, 2010

Ler Álvaro Cunhal...

Passei parte das tardes de ontem e hoje a reler, ao fim de trinta e poucos anos (a minha edição é de 1975), “As Lutas de Classes em Portugal nos Fins da Idade Média”, uma interessante e quase esquecida análise de Álvaro Cunhal sobre a crise de 1383-85, cujo livro andava quase perdido por casa de um dos meus filhos desde os seus tempos de liceu (o Natal também serve para estas “recuperações”). Do que li de Cunhal é talvez, em conjunto com “Rumo à Vitória” - que deve ser lido em confronto com a respectiva crítica de Francisco Martins Rodrigues “Luta de Classes ou Unidade de Todos os Portugueses Honrados” -, o seu livro mais interessante.

No primeiro caso estamos perante uma visão heterodoxa, porque marxista-leninista, sobre um dos períodos mais interessantes da História de Portugal e da Europa, que nos aguça o apetite para outras leituras mais profundas e com visões diferentes e divergentes. No segundo caso estamos perante um livro e um texto indispensáveis para compreensão da actuação do PCP e da esquerda radical nos períodos imediatamente anterior e posterior ao 25 de Abril. Não me custa recomendar ambos aos que se interessam por História e por política.

terça-feira, abril 22, 2008

Francisco Martins Rodrigues (1927 - 2008): a morte de uma figura mítica do movimento comunista em Portugal

Primeira página de "Luta de Classes ou Unidade de Todos os Portugueses Honrados", da autoria de Francisco Martins Rodrigues, primeiro artigo de crítica de "Rumo à Vitória", de Álvaro Cunhal.
Publicado no "Revolução Popular", orgão do Comité Marxista-Leninista Português - Março de 1965. (Edição fac-similada)