terça-feira, junho 30, 2015

Sobre a final dos sub-21

Independentemente do resultado de logo à noite da selecção portuguesa sub-21 anos, espero não se criem novos mitos no futebol português, como a "geração de ouro" e outros que tais. Ganhar será sempre bom, mas isso não garante estarmos na presença de embriões de grandes jogadores, muito menos assegura o tal futuro radioso para a selecção sénior.

Eu sei que existe um "gap" entre a selecções sub-20 e sub-21, sendo esta constituída maioritariamente por jogadores já com 22 e 23 anos (nascidos a partir de Janeiro de 1992), futebolisticamente bem mais "maduros" e portanto com menos hipóteses de uma avaliação incorrecta do seu potencial. Mas como exemplo lembro que da selecção campeã de sub-20 em 91 (Lisboa) apenas quatro dos jogadores titulares na final fizeram carreiras de alto nível (Figo, Rui Costa, J. V. Pinto e Jorge Costa - Nelson, Peixe e Rui Bento ficaram-se pelo "assim-assim") e se recuarmos a 1989 (Riade), o grupo restringe-se a J. V. Pinto (repetente em Lisboa). Os restantes nunca passaram da mediania, com excepção de Paulo Sousa que era suplente, jogava a extremo-direito e acabou por fazer a sua carreira como "pivot" defensivo.

Cuidado, pois, com a falta de rigor e os entusiasmos excessivos...

Uma pergunta a António Costa sobre o "caso" José Sócrates

É óbvio que ninguém pode esperar de António Costa outra resposta ao "caso Sócrates" senão o habitual "à justiça o que é da justiça, à política o que é da política". Com o seu ex-líder detido preventivamente, os graves problemas que afectam a social-democracia europeia e o drama grego, António Costa e o Partido Socialista já têm problemas de sobra com que se debaterem e Costa, com razão ou sem ela nesta sua habitual resposta, é um homem sensato e não tem vocação suicidária. 

Mas se "à justiça o que é da justiça e à política o que é da política", alguém já deveria ter perguntado ao líder do PS o que acha de um ex-primeiro ministro e líder partidário ter aceite dinheiro emprestado, favores ou benesses de um accionista (ou dono, se quiserem) de uma empresa grande fornecedora do Estado. Estamos aqui no âmbito estrito da política e não perante qualquer tipo de especulação ou afirmação retirada cirurgicamente do processo, mas perante algo José Sócrates já declarou ter efectivamente acontecido. Claro que seria uma pergunta de certo modo embaraçosa para António Costa (ou até talvez o não fosse), mas para isso existe o jornalismo e não para fazer fretes ou propaganda política repetindo "ad nauseam" a "vulgata" da direita sobre a origem da crise e a situação na Grécia e na UE.

segunda-feira, junho 29, 2015

Charlie Feathers - Rock-A-Billy, Definitive Collection 1954-1973 (Bear Family Records GmbH) [Full Album]

Mas isto é pergunta que se faça?

Embora seja de opinião que face à impossibilidade do governo grego implementar uma parte significativa do programa com o qual foi eleito teria sempre de efectuar uma consulta popular, agora ou no passado recente, esta pergunta é uma das razões pela qual preferiria o recurso a eleições e temia (e sempre temo) os referendos sobre questões que não sejam muito concretas e de simples formulação e entendimento. Face a esta pergunta, se fosse cidadão grego só poderia concluir estavam a gozar comigo.

sábado, junho 27, 2015

O referendo

Não sou por princípio favorável a democracias referendárias e plebiscitárias, excepto em casos muito especiais e de natureza simples e concreta, por exemplo, de nível local ou  regional. Teria por esse motivo preferido o governo grego recorresse a eleições antecipadas em vez de a um referendo, sempre com ressonâncias populistas, com pouco tempo para ser preparado e cuja pergunta aos cidadãos me parece difícil de ser sintetizada e concretizada. Mas de uma coisa não me restam dúvidas e já em devido tempo o tinha afirmado: na impossibilidade de aplicar minimamente o programa com o qual foi eleito, uma consulta popular, sob a forma referendária ou de eleições legislativas, parece-me essencial e inultrapassável. Tudo o resto são raciocínios enviesados, secundários, mesmo que muitas vezes importantes, mas que ignoram ou pretendem passar por cima desta questão fundamental.

Friday midnight movie (139) - Sci-Fi (XXVI)


"War of the Satellites", de Roger Corman (1958)
Filme completo c/ legendas em francês

quarta-feira, junho 24, 2015

4ªs feiras, 18.15h (127) - Comédia Italiana (III)

"Amici Miei", de Mario Monicelli (1975)
Filme completo c/ legendas em castelhano

Sobre a nova época da "bola"

Tanto quanto eu saiba, o  SCP perdeu já Nani e Cédric, dois jogadores titulares, sendo ambos internacionais e um deles o de maior nomeada ao serviço do clube. Acho ainda não contratou ninguém. O FCP perdeu Jackson, melhor marcador do campeonato três anos a fio, Casemiro e Danilo (acho não me esqueci de nenhum), tendo confirmadamente contratado um guarda-redes (Moyá) e Danilo (CSM). Enquanto isso, o SLB perdeu apenas Sulejmani e Benito, dois jogadores que poucos minutos fizeram durante o campeonato, e Sálvio, por lesão, durante os primeiros três ou quatro meses da época. Entram dois marroquinos, cujo nome não fixei, e uma camioneta de jogadores de Jorge Mendes. É este o retrato actual, e tudo o resto são especulações nas quais me recuso a entrar apesar de, com base nelas, já ter ouvido e lido um número infinito de "projeções" sobre o que será a nova época. Quanto a mim, fora as conversas de praia entre amigos, falaremos em devido tempo.   

terça-feira, junho 23, 2015

Hayden Thompson - Rock-a-Billy Gal the Sun Years, plus (Bear Family Records GmbH) [Full Album]

A União Europeia (Reconstruída) de José Manuel Fernandes

Este artigo de José Manuel Fernandes, no "Observador", é bem sintomático de qual a posição da direita radical portuguesa sobre a crise grega e que membros do governo como Passos Coelho e Maria Luís não têm coragem para publicamente assumirem: para eles, a solução é mesmo a segregação e expulsão da Grécia do euro, independentemente das consequências negativas que tal pudesse vir a gerar para a UE e para os próprios gregos, pois estes, representados pelo Syriza, partido ao qual deram maioritariamente o seu voto, "não comungam dos valores que presidem à União Europeia". No fundo, quem recupera em proveito próprio o velho conceito marxista de "luta de classes" é José Manuel Fernandes, adaptado-o às circunstâncias e acrescentando-lhe o conceito leninista da eterna luta, dentro do "partido" (neste caso as instâncias da União Europeia), entre a "linha vermelha" (a "justa" e "pura", representada pelos que querem a Grécia fora do euro) e a "linha negra", "capitulacionista"  ou "revisionista". Aguardemos, pois, que José Manuel Fernandes, à semelhança do que defendeu nos seus tempos de dirigente da UDP e o do PC(R), venha um destes dias propor a criação de uma UE(R), ou seja, uma União Europeia (Reconstruída), expurgada dos seus elementos mais vacilantes e favoráveis a uma conciliação com os seus "inimigos de classe": os gregos do Syriza. Já terá faltado menos...

terça-feira, junho 16, 2015

Roy Orbison - Rocks (Bear Family Records GmbH) [Full Album]

O PS e a privatização da TAP: exigia-se bem melhor

O PS tem gerido de forma desastrosa, no mínimo da pior forma, a sua intervenção política no processo de privatização da TAP. 
  1. Em primeiro lugar, dificilmente terá convencido alguém, fora da esfera dos adversários mais radicais da privatização, que a sua mudança de opinião, desde o  governo de António Guterres, com Jorge Coelho como ministro responsável, para actualidade, se deveu não a diferentes circunstâncias políticas e económicas, o que seria lógico e legítimo, mas sim a puro e simples oportunismo partidário, seja, da sua passagem do governo para a oposição. Acresce que as dúvidas que recaem sobre a compra da empresa de manutenção e engenharia no Brasil, negócio ruinoso decidido durante um governo PS, enfraquecem a posição actual do partido dirigido por António Costa, situação que me parece ter sido negligenciada na gestão do actual processo.
  2. Para além disso, conhecida a ligação emocional dos portugueses com a TAP, parece-me o PS ter explorado bem mais essa vertente do que a apresentação de um racional convincente que justificasse a manutenção do carácter público da empresa.
  3. Acresce que aquele argumento demagógico e facilmente rebatível relacionando o valor da venda da empresa com o salário de Jorge Jesus é um pouco como a "cereja em cima do bolo" de uma gestão errada do processo, cobrindo de ridículo o deputado Rui Paulo Figueiredo e afectando gravemente a sua credibilidade presente e futura como representante ou porta-voz do partido.
  4. Por último, custa compreender como o Partido Socialista foi bem menos combativo em processos de venda de activos estratégicos, como a REN, a estados ditatoriais estrangeiros - onde não existe verdadeira liberdade empresarial, de grandes empresas, como a EDP, ao estado chinês, se mantém estranhamente silencioso face ao domínio da Banca portuguesa pelos estados angolano e chinês e guarda para a privatização da TAP, apesar de todas as legítimas dúvidas que ainda possam existir sobre as condições da operação e o seu êxito futuro, uma energia combativa que raramente se lhe tem visto. Exigia-se ao PS, como única alternativa viável a este governo, uma bem melhor gestão do processo.  

segunda-feira, junho 15, 2015

Johnny Burnette Coral Records (1956 - 1960)

A apresentação de Rui Vitória.

Uma apresentação institucional, honrando o passado e a dimensão do clube . Na escolha no Museu Cosme Damião como local, no agradecimento de Luís Filipe Vieira a Jorge Jesus, na ausência daquelas "cenas" de "cachecol e cartão de sócio" para o recém-chegado ou, por último, de "claque e aplausos" como já tenho visto em ocasiões semelhantes em outros clubes. Enfim, na sobriedade de quem é grande. É este o meu Benfica.

terça-feira, junho 09, 2015

Uma nota sobre José Sócrates

Disse ontem ou anteontem no "Twitter" e no "Facebook" que não entendia o que ganharia José Sócrates com a sua recusa de prisão domiciliária com pulseira electrónica. Errei. Independentemente da sua culpabilidade ou inocência em matéria criminal, sobre a qual não emito opinião pública; independentemente das suas responsabilidades políticas, e aqui já disse acho inaceitável que um ex-primeiro ministro aceite dinheiro emprestado de um fornecedor do Estado, com esta sua recusa, José Sócrates, voluntária ou involutariamente, acaba por prestar um serviço ao país: num momento em que partidos da maioria e da oposição fogem de debater o modo como funciona a Justiça como o Diabo foge da cruz, pôs as pessoas e os "media", pelo menos por um par de dias, a discutir o estado e a actuação da Justiça num Estado que se pretende de Direito. E essa é uma discussão actual e inultrapassável.

segunda-feira, junho 08, 2015

A "Nacht der langer Messen" de Bruno de Carvalho

Tenho por hábito pensar que mesmo em actividades onde as emoções assumem papel importante, como o são, por exemplo, os casos dos amores e do futebol, os homens reservam sempre um lugar de relativo destaque para a racionalidade. Por isso mesmo me interrogo sobre quais as razões que terão levado o Presidente do SCP, depois de ter contratado Jorge Jesus e com isso conseguir um trunfo capaz de unir e entusiasmar os sportinguistas, a assumir o despedimento litigioso de Marco Silva e, pior, invocar como uma das razões para "justa causa" aquela história inacreditável do "fato oficial do clube", elementos  estão na origem de críticas contundentes vindas de alguns sectores "leoninos". Estupidez? Burrice? Não me parece, a não ser que homens como Hitler, Stalin ou Pol Pot (podem acrescentar alguns outros a vosso jeito) fossem desprovidos da mais elementar inteligência, o que, pese embora a megalomania demonstrada a partir de dado momento, não era com certeza o caso. 

O que acontece é que como qualquer radical, Bruno de Carvalho tem um projecto para o clube que passa pela assumpção e exercício do poder por uma espécie de pequena vanguarda iluminada detentora da verdade e da razão, exercendo essa "vanguarda" o poder em nome das "massas populares" (a tal "devolução do clube ao povo"), e, tal como acontece nas ditaduras mais radicais, da esquerda à direita, aproveita uma situação que pensa lhe é favorável (e é, sem dúvida) para expurgar do clube, "purificando-o", os elementos que se lhe opõem, tentando no mínimo enfraquecê-los perante "as massas". No fundo, e salvaguardadas as devidas e longas distâncias, estamos perante uma espécie de "Nacht  der langer Messen" ("Noite das Facas Longas") ou dos célebres Processos de Moscovo de 1936, reinventados e adaptados às circunstâncias, quando Hitler e Stalin consolidaram os seus poderes e os seus projectos aproveitando ou forjando situações que lhes eram favoráveis. Continuando com as analogias, o SCP e Bruno de Carvalho assumem assim a sua "Revolução Cultural", pedindo às "massas" um género de "fogo sobre o quartel-general" dos notáveis "traidores sportinguistas". O que acontece neste caso, ao contrário do que disse um dia Cavaco Silva sobre os referendos ("sabe-se como começam mas não se sabe como acabam"), é que nos ensina a História como estes processos começam, mas também, infelizmente, como desde sempre têm acabado.

domingo, junho 07, 2015

sábado, junho 06, 2015

Marco Silva? Onde se explica "porque não"

Vamos lá agora imaginar que o SLB contratava Marco Silva para substituir Jorge Jesus. Se tudo corresse bem, isto é, se o SLB, com Marco Silva, fosse campeão nacional, seria indiscutivelmente uma enorme vitória da Luís Filipe Vieira e do clube, humilhando o rival de Alvalade. Mas as coisas também podem correr mal, ou até menos bem, não é assim? Caso o meu clube não conseguisse o título e ficasse atrás do SCP, estaríamos então perante uma derrota humilhante, que arrastaria possivelmente o clube, Luís Filipe Vieira e todo o trabalho da sua equipa de gestão dos últimos anos para a abismo. Entusiasmos infantis raramente são bons conselheiros.

Pois é, muitas vezes é preciso resistir aos impulsos do momento, mesmo quando estamos perante uma actividade em que as emoções desempenham papel de enorme relevo. E, além de tudo o mais, o SLB pode bem continuar a ganhar sem assumir o risco total da "glória ou morte", isto é, tendo Rui Vitória, Paulo Bento ou qualquer outro igualmente competente como treinador. Até porque no pé em que está o futebol, talvez Jorge Mendes seja tão ou mais importante do que um qualquer treinador.  

sexta-feira, junho 05, 2015

Friday midnight movie (136) - Sci-Fi (XXV)

"Target Earth", de  Sherman A. Rose (1954)
Filme completo c/ legendas em francês

Jorge Jesus: gratidão, ética e carácter.

Voltemos um pouco atrás, já que convém não ter a memória curta.

No final da época 2012/2013, depois de ter perdido tudo o que havia para perder, Jorge Jesus viu o seu contrato renovado por Luís Filipe Vieira, numa manifestação de confiança rara ou até inédita no futebol português. Foi essa decisão do presidente do meu clube, tomada contra a opinião maioritária da SAD, da direcção do SLB e da opinião de sócios e adeptos, arriscando-se Vieira a enfraquecer decisivamente a sua posição enquanto presidente do clube, que permitiu a Jesus sair pela "porta grande" depois de um bi-campeonato e de duas épocas com vários títulos conquistados.

Teria sido sinal de gratidão pela actuação de Luís Filipe Vieira acima descrita, também de respeito pela ética e pelo clube que o lançou para o "grande futebol", que Jorge Jesus, não existindo acordo para uma terceira renovação contratual, se escusasse, pelo menos na época seguinte e observando um nestes casos habitual período de "nojo", a continuar a sua carreira em qualquer dos rivais directos do Sport Lisboa e Benfica - SCP e FCP - até porque, a ter como verdadeiras algumas notícias, existiria uma alternativa credível, proporcionada por Jorge Mendes, que lhe permitiria continuar a trabalhar num clube de topo do futebol francês (OM) com as condições salariais correspondentes. 

Perante a decisão de Jorge Jesus de optar pelo SCP e por Bruno de Carvalho, já depois de há alguns anos ter usado como chantagem para melhorar as suas condições salariais um eventual assédio do FCP, quem quiser que tire as devidas conclusões sobre a sua personalidade, os seus valores e o seu carácter.

O SLB, a foto, Jorge Jesus e as emoções


Vamos lá, permitam-me ser politicamente incorrecto

Percebo perfeitamente e aceito sem quaisquer reservas Jorge Jesus tenha sido "apagado" da foto comemorativa do bi-campeonato. É que não estamos perante uma foto qualquer (numa galeria de ex-treinadores do SLB, por exemplo, exposta no museu Cosme Damião), de um apagamento de Jorge Jesus da história do Sport Lisboa e Benfica, de um qualquer Trotsky eliminado da história oficial do PCUS. Estamos, mais concretamente, perante uma fotografia, exposta em local público das instalações do clube, de homenagem à equipa vencedora do bi-campeonato e do 34º título da dua História. Ora se a direcção do clube e a administração da SAD são de opinião Jorge Jesus, no modo como se processou a sua desvinculação do clube, desrespeitou, de algum modo, o Sport Lisboa e Benfica, os seus valores, o sentimento dos seus sócios e adeptos e/ou de quem o dirige por escolha democrática dos associados, acho natural não queira incluir o seu ex-treinador nessa sua homenagem, por mais relevante que tenha sido o seu papel e importantes os seus mérito nos triunfos alcançados.

O futebol é uma actividade, um desporto, um espectáculo e uma indústria, onde as emoções assumem um papel de enorme relevo, e é essa emotividade, desde que mantida nos limites da legalidade, do respeito mútuo  e da decência, também da racionalidade que deve presidir à gestão, que tem contribuído de modo decisivo para o seu sucesso. Despojá-la de tais características seria um pouco como castrá-la da sua alma, do seu espírito, da paixão de que se alimenta e alimenta o espectáculo: tudo poderia até funcionar na perfeição, mas perderia uma das razões fundamentais do seu sucesso. E Jorge Jesus, ao mudar-se para um SCP onde, nos últimos tempos, o discurso sectário e o comportamento radicalista se tornaram dominantes, sabia perfeitamente que, não sendo o futebol apenas mais uma indústria ou uma mera actividade empresarial, só poderia esperar dos benfiquistas a ira dos que, bem ou mal, se sentem atraiçoados por aquele que consideravam ser um dos seus.     

SLB: e onde poderá entrar Jorge Mendes?

Especulemos, ou melhor, tracemos um cenário.

A contratação de Jorge Jesus pelo SCP pressiona ainda de modo mais acentuado o SLB para ganhar e para fazê-lo a curto-prazo, já a 9 de Agosto, na Supertaça. E para ganhar é preciso investir na contratação de bons jogadores, o que choca um pouco com a intenção e necessidades do meu clube para diminuir acentuadamente o seu orçamento. E é aí que poderá entrar Jorge Mendes. Como? Colocando na Luz um treinador por si representado e que tenha interesse em valorizar ou em recolocar no mercado (Paulo Bento, por exemplo), "oferecendo" como contrapartida o seu contributo para facilitar, directa ou indirectamente (neste caso, através de financiamento) a transferência para o SLB de jogadores que possam valorizar o plantel. É apenas um cenário, mas vale a pena pensar nele.

quinta-feira, junho 04, 2015

SLB: as minhas preocupações

Pelas razões que expus no "post" anterior e outras que fui assinalando ao longo do tempo neste"blog", não estou muito preocupado com a saída de Jorge Jesus e a sua ida para o SCP. E quem habitualmente me lê sabe que isto não é desculpa de última hora. O que me preocupa neste momento, e tendo também provado ao longo do tempo, com factos e números, que numa prova longa de regularidade os orçamentos, se ninguém fizer demasiadas asneiras, são normalmente decisivos, é, em primeiro lugar, qual será o orçamento do SLB para a(s) próxima(s) época(s) comparado com os dos seus rivais e, em segundo lugar, como o próximo treinador (em princípio, Rui Vitória) irá resolver e fazer evoluir algumas das questões básicas do modelo de jogo herdado de Jorge Jesus, reequilibrando-o, mormente a questão do duplo "ponta de lança" e o perfil do nº8. Acho que estas serão as questões-chave que ditarão a época do meu clube.

quarta-feira, junho 03, 2015

Jorge Jesus no SCP? Vou dormir descansado

Depois do bi-campeonato, Luís Filipe Vieira quer provar que os resultados conseguidos nos últimos anos dependem mais de si próprio, da reorganização que empreendeu no clube e do investimento realizado do que de Jorge Jesus. É uma jogada de elevadíssimo risco, mas se Vieira conseguir provar que está certo conseguirá um lugar na história do clube ao nível de um Cosme Damião ou de um Joaquim Ferreira Bogalho. Por mim, que considero os resultados alcançados se devem a uma combinação de factores onde o investimento realizado e a reorganização do clube assumem papel de destaque em conjunto com um modelo de jogo (o de Jorge Jesus) que funcionou bastante bem a nível interno mas reúne em si todas as condições para falhar no "grande futebol", não estou demasiado preocupado com estas mudanças, mas sim curioso para ver o que o futuro nos reserva. É que se o risco é grande para Vieira, para Jorge Jesus o gesto será quase suicidário, recolocando em cima da mesa a velha questão da dimensão do seu ego e da noção que possa ter das realidades.

Já agora: vou dormir descansado, coisa que não fiz na noite em que empatámos em casa com o GD Estoril-Praia. 

4ªs feiras, 18.15h (124) - Western (XVI)

"Forty Guns", de Samuel Fuller (1957)
Filme completo c/ legendas em português