Existem dois acontecimentos, em certa medida paralelos, nos guiões de "Downton Abbey" e no "follow up" de "Upstairs, Downstairs", histórias separadas por cerca de 15 anos e pela distância entre uma "stately home" no Yorkshire rural e uma "town house" em Belgravia, que permitem estabelecer bem a diferença entre o pedantismo balofo, telenovelístico e bem comportado do "pastelão" de Julian Fellowes ("Downton Abbey") e a perversidade e, digamos que até, o carácter ligeiramente subversivo da história concebida por Heidi Thomas para a sequência de acontecimentos que têm lugar no imaginado número 165 de Eaton Place. Enquanto, no primeiro caso, a aristocrata (Lady Sybil), relativamente bem comportada mas com ideias "avançadas", se apaixona perdidamente, num amor puro e quase virginal, pelo "chauffeur" irlandês que luta pela justa independência do seu país, casam e só não têm muitos meninos porque Lady Sybil morre de parto, no caso de "Upstairs, Downstairs" Lady Persephone limita-se a um "affaire" de cama" com o "chauffeur" da família e, oh, perversidade das perversidades, muito pela beleza física deste e por via das suas simpatias por Oswald Mosley e a sua British Union of Fascists. Digamos que nenhuma destas pequenas narrativas fazem o essencial das respectivas histórias, mas, para além de um certo tom de comédia inteligente presente em "Upstairs, Downstairs", são suficientes para marcar bem uma diferença.
Inteiramente de acordo. Bem cedo comecei a achar que Upstairs Downstairs era superior, como pode verificar nestes dois posts:
ResponderEliminarhttp://gotaderantanplan.blogspot.pt/search?q=downton+abbey
Amanhã volto ao assunto "Downton Abbey", Teresa, sobre outra perspectiva.
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