Ao defender o "empobrecimento" e ao atacar o Estado Social, Isabel Jonet está "apenas" a fazer o que qualquer accionista ou gestor de empresa privada faria: a defender e a tentar fortalecer o seu "negócio", a sua actividade, mesmo que, neste caso, sem imediatos intuitos lucrativos. É que se a economia e o Estado Social conseguirem cumprir com todas as suas funções e não existirem portugueses pobres ou estes se tornarem numa minoria irrelevante, instituições como o Banco Alimentar Contra a Fome extinguem-se, uma vez que a ausência de "mercado" tornaria desnecessária a existência de instituições com semelhante "objecto social". O que Isabel Jonet tem feito, mesmo que sub-conscientemente, com as suas mais do que infelizes declarações é precisamente tentar fazer crescer o seu "source of business", essencial para o desenvolvimento da instituição a que preside e, consequentemente, para o crescimento do poder político e social da sua directora, que neles se baseia. No fundo, Isabel Jonet limita-se a prosseguir ferozmente os seus interesses, deixando a nu quais as intenções que, em última análise, a movem na sua actividade. Estamos pois perante uma verdade ferozmente nua, embora coberta por um muito pouco diáfano manto de solidariedade, em vez de fantasia...
Já se contam "histórias" deste "negócio" de Isabel Jonet no Facebook, vá-se lá saber se com verdade. Uma delas vou tirar a limpo em breve: a de que o Banco Alimentar recusou no ano passado a ajudar da agência Lusa. Vou tentar saber pormenores.
ResponderEliminarMas há outras "histórias", como a das Misericórdias receberem a ajuda e depois venderem a refeição a utentes... Há alguém que testemunha isto.
Mas, como sabes, JC, eu já tinha cortado com a senhora quando, no anterior governo, utilizou o BA como instrumento de luta partidária.
Agora prefiro dar a outras instituições.
LPA
Quando falo em negócio e ponho a palavra entre aspas, estou a falar em sentido figurado, claro. Não estou a sugerir exista algo menos legal ou ilegítimo. Mas por causa das afirmações da senhora já tinha deixado de colaborar na mesma altura que o fizeste.
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