terça-feira, julho 24, 2012

"Que se lixem as eleições"?

Com a sua frase "que se lixem as eleições", isto é, afirmando que não se desviará um milímetro do rumo traçado mesmo que tal signifique possa o PSD vir a ser penalizado em próximos actos eleitorais, Pedro Passos Coelho consegue alcançar várias objectivos simultaneamente:
  1. Em primeiro lugar, sabe que utilizando uma linguagem de "soundbite" o seu recado terá a repercussão que pretende e, portanto, será ouvido e discutido "ad nauseam".
  2. Em segundo lugar, consegue e anuncia desde já um "alibi" para prováveis derrotas eleitorais futuras.
  3. Por último, numa acção de propaganda "pura e dura", pretende demonstrar, mesmo que tal esteja longe de ser verdade, o seu "desapego ao poder em benefício da país", conceito populista com aceitação entusiasta mais do que certa em muitos sectores de opinião fiéis de "Correios da Manhã" e "Planos Inclinados". 
Concordemos ou não com o conteúdo, sempre me parece bem melhor conseguido, nos seus objectivos, e de gosto um pouco menos grosseiro do que a "porcaria na ventoinha".

1 comentário:

  1. Anónimo4:21 p.m.

    PPC anda a distrair e tentar impressionar os pacóvios, atirando porcaria para a ventoinha.

    "Soundbites" de trazer por casa.

    Quem o não conhecer que o compre.
    Pelo Seguro saem Coelhos da cartola.

    Continuo a achar que o Coelho è bom...à caçador.

    Cumprimentos

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